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Como manter os bons hábitos alimentares do bebê quando ele já está um mocinho?

Bons hábitos alimentares para todas, o assunto de hoje é sobre: comida!

Pois é, Mamães, os bebês crescem. Buá! – Vai entender o coração de uma mãe, a gente quer e ao mesmo tempo não quer que eles cresçam! No fundo, todas nós esperamos que nossos filhos se desenvolvam saudáveis ao nosso lado. Para isso, alimentar-se bem é necessário. E quando eles chegam perto do seu primeiro aniversário, podem e devem se sentar à mesa na hora das refeições.

Mas o que colocar no prato? Pretty little girl biting an apple

A alimentação de um bebê, quase sempre é super nutritiva e saudável. Primeiro porque até os 4 meses (ou 6 meses, vai depender do país que você mora, do pediatra ou se o leite é materno/fórmula) as crianças bebem o leitinho que contém tudo o que elas precisam. Depois, introduzimos as frutinhas, e com o tempo, passam a se alimentar com legumes e carnes, todos misturados e batidos em forma de papinhas! Quer alimentação mais saudável do que esta?

Acontece que com a chegada dos dentinhos, muitos pais acabam dando as deliciosas (mas prejudiciais) guloseimas, como bolachas, biscoitos e salgadinhos. Além disso, outro hábito que não acrescenta nada na saúde, é que muitos continuam dar aos seus filhos as papinhas e outros produtos comprados nos mercados e disponíveis especificamente para alimentação dos bebês. Segundo uma pesquisa aqui na Alemanha, cerca de 90% das crianças com 12 meses recebe esses potinhos com papinhas prontas. E 33% dessas crianças continua a comê-las até os seus 2 anos de vida. O professor Berthold Koletzo, pediatra e porta-voz do Conselho Consultivo Científico sobre a saúde infantil, revela que essas papinhas contém nutrientes mas que não devem ser dadas às crianças depois do seu primeiro aniversário, isso porquê nessa faixa etária as crianças já podem comer quase tudo, e devem receber os nutrientes e vitaminas de várias fontes.

Sentar à mesa com a família faz bem.

Com um ano de idade a criança deve se alimentar daquilo que os pais comem. Melhor dizendo, aquilo que os pais comem de bom (ou deveriam comer). Algo nutritivo, gostoso e saudável: arroz, feijão, verduras, legumes, carnes magras, peixes, frutas, massas, …

Nessa idade, as crianças devem participar do jantar em família e comer de tudo (cuidado, claro, com os alimentos “que engasgam” e com aqueles, como o morango, cheios de agrotóxico!). Assim, o “ritual” de passagem da alimentação de bebê para a alimentação infantil é feito, e podemos agora aproveitar as coisas boas que essa mudança pode proporcionar:

  • A refeição em família faz com que a criança sinta o prazer de se alimentar, e ainda proporciona momentos descontraídos, de conversa e interação familiar. (é claro que às vezes rola um stress, principalmente quando a criança não quer comer – mas essa conversa a gente deixa para outro dia!).
  • Proporciona um efeito positivo sobre o que escolher para se alimentar. Muitas vezes, o hábito alimentar da criança é parecido com o do seus pais, por isso, o melhor a fazermos é darmos bons exemplos. Todo mundo ganha comendo mais saudável!
  • Deixar a criança se alimentar sozinha desde cedo ajuda a torná-la independente nesta função e ainda reforça e estimula o desenvolvimento motor. Claro que você vai encontrar de brócolis aos milhares de grãos de arroz em baixo da mesa, mas vale a pena. Pois com o tempo, essa sujeira toda diminui e seu filho estará sentindo o prazer de se alimentar bem e sozinho.
  • Televisão desligada na hora das refeições, sempre. Aliás, aqui em casa a televisão só pode no fim de semana, uma mudança positiva feita aqui em casa, que depois escrevo para vocês. É comprovado que quem come diante a televisão, ingeri mais alimentos do que o necessário e come mais rápido, o que não é saudável.

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Formar bons hábitos alimentares nos nossos filhos é uma tarefa difícil. Afinal, quase sempre é uma mudança que deve começar por nós. Eu que o diga! Amo (muito mesmo – amor a primeira vista) bacon e coca cola! Mas quando a gente tem filho, há uma responsabilidade e tanta nesta função, que nos modifica, nos transforma, nos faz ser e viver melhor, sempre.

P.S. Ainda como bacon, escondida! E a coquinha esperta durante a semana, não é coca cola, é chá preto!

Ótimo fim de semana a todas e boa alimentação!

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Ovos de Páscoa: não se deixe levar! Dicas para a hora das compras.

Olá mamães, acabou o carnaval e pelo que li, os mercados brasileiros já estão lotados com as fileiras e mais fileiras de ovos de chocolates. Todos ali pendurados prontinhos para serem devorados antes mesmo da páscoa. Afinal, a tradição de comer o ovo apenas na Páscoa, para muitos se acabou.

O que é triste, pois a criançada perde mais uma vez a oportunidade de sentir o doce gostinho da espera por algo desejado, e já entra na onda da comilança e do consumismo. Aproveito para convidá-los a comprar apenas um ovo de páscoa para cada criança, e ainda entregá-lo somente na páscoa. Será uma experiência recompensadora, que trará apenas benefícios, inclusive financeiros, afinal os ovos estão a cada ano mais $algados!

Segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) os ovos chegaram até 10% mais caros este ano nas lojas. O que não é nenhuma novidade! Afinal, todos os anos eles aumentam e todos os anos os brasileiros compram mais e mais ovos. Para se ter uma ideia, este ano é esperado um crescimento nas vendas dos ovos de 30%! São muitos milhões saindo do bolso dos brasileiros e indo direito para as mãos dos 12 empresários do ramo no país. iStock_000008533857Medium

O que fazer? Seguem 5 dicas:

  1. Reflita! Para que tantos ovos? É uma real necessidade? Precisa ser o maior? O mais caro? As crianças brincam mesmo com aquelas bugigangas chamadas de “brinde”?
  2. Caso queira comprar, escolha apenas 1 ovo por criança. Mais é desnecessário e prejudicial a saúde.
  3. Os ovos de chocolates caseiros são muitas vezes mais gostosos e podem ser até 70% mais baratos do que os industriais.
  4. Para as crianças, fazer o seu próprio ovo, decorar, embrulhar e apenas desembrulhar na páscoa, pode ser uma experiência MARAVILHOSA. Experimente!
  5. Pense sobre o verdadeiro significado da páscoa.

Recebi a visita de uma amiga querida que trabalha na indústria de doces. O trabalho dela é um sonho, testar e experimentar balas, chicletes e chocolates!! Já pensou?! Bem, ela veio fazer um curso aqui na Alemanha e passou para nos ver e durante a conversa nos contou o porquê os chocolates estrangeiros são tão diferentes dos brasileiros.

Não se deixe enganar!

Ela nos disse que um chocolate para ser considerado chocolate mesmo precisa ter no mínimo 35% de cacau. Mas no Brasil, a regra é outra, e eles já consideram chocolate produtos que apresentam 25% de cacau.

Porém, muitos chocolates comuns vendidos no Brasil, produzidos pelas grandes indústrias, não podem ter esse nome de “chocolate” porque não são feitos nem com o percentual mínimo de cacau exigido pela legislação.

Segundo Marco Lessa, produtor de cacau, presidente da Associação de Turismo de Ilhéus e organizador da feira de chocolate, que reúne agricultores e pequenas indústrias:

“O que o brasileiro encontra nas prateleiras de supermercados, vendido como chocolate, é apenas doce, não chocolate… Estimo que um terço dos chocolates estejam nessa situação. Esses não devem ter nem 5% de cacau.”

A Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados) emitiu uma nota, dizendo que os produtos feitos com menos de 25% de cacau são considerados doces com “sabor de chocolate”.

A entidade, que representa as grandes indústrias, como Nestlé e Garoto, não comentou a suposta irregularidade no percentual de chocolate informado nos produtos nacionais.

Ainda, segundo uma pesquisa divulgada em março do ano passado pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) conclui que há falta de informação nos rótulos dos chocolates brasileiros. Entre 11 marcas de chocolate ao leite pesquisadas, apenas uma informou o percentual de cacau na embalagem. As outras dez não fizeram nenhuma menção à quantidade.

Por isso cuidado na hora das compras!

Boa sorte, mamães.

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Eba! A nossa festinha de Carnaval foi muiiito legal!

Quem disse que carnaval no frio é chato? Aqui em casa, a alegria esquentou os nossos pequenos foliões e deu um chega para lá no inverno gelado da Alemanha!

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Preparamos uma matinê, afinal é tempo de carnaval! e foi bem interessante e divertido. Tudo bem que eu tive a ideia maravilhosa de dar para a criançada 3 sacos de confetes, o que rendeu muito trabalho para deixar tudo em ordem depois. Mas valeu! (Mesmo sabendo que vou encontrar confete pelos próximos meses em algum cantinho da casa).

Alemão é super, hiper, mega, pontual e 10:03 da manhã (a festinha foi das 10 ao meio dia) todas as crianças já estavam aqui. Então demos inicio às atividades. O que fizemos?

Desfile de fantasias

Logo que chegaram, fizemos uma roda e cada criança foi falando do que veio fantasiada, quem pensou na fantasia, se fizeram ou se compraram, etc… Também, podiam cantar, dançar, imitar um personagem, ou fazer um som. Gastamos uns 15 minutos nessa atividade.

Estátua

Depois, ligamos o som e dançamos à beça! Comprei um CD de músicas de carnavais alemãs e misturei com as músicas brasileiras, foi muito legal. Brincamos de estátua – aqui as crianças chamam essa brincadeira de Stop-Music.

Guerrinha de confetes

Com certeza a hora mais divertida da festa, é muito gostoso jogar confete para o alto. Principalmente sabendo que não precisa limpar – o que não era o meu caso, então reduz aí a minha alegria rsrs

Recriando o modelito

Pegamos a caixa de fantasias e acessórios lá do quarto de brincar e cada criança podia pegar o que quisesse para mudar a cara e o estilo da sua fantasia. Então, depois dessa transformação, estavam presentes na minha sala o “Darth Vader ciclista”, a “Índia chic indo às compras”, o “Mexicano loiro”, o “bebê macaco Chaplin”, o “jogador do Bayer ninja”, o “pirata só pirata mesmo”, o outro “Darth Vader cavalheiro da Contrada da Torre”, a “princesinha de guarda-chuva”, o “Crocodilo arqueiro” e eu, “fantasiada” de “mãe louca que chamou 10 crianças para bagunçar a la vonté seu apartamento”!

Pintura

As crianças aqui amam colorir, então toda festinha tem que ter tinta, telas de pintura ou papel, lápis e canetinhas. Foi legal e montamos um painel com todos os desenhos. Juro que a primeira coisa que um dos convidados (de 7 anos!!!!) fez no papel foi escrever funções matemáticas. Assustei geral! rsrsrs

Café da manhãFotor030610112

Depois da farra dos “AmendoBobos” (assistimos ontem ao filme do Bob esponja pela milésima vez, e rimos como se fosse a primeira, como sempre!) a criançada estava com fome e sede. Então, fizemos um café da manhã com espetinhos de frutas, palitos de queijo com tomate e só de queijo, lanchinhos com geleia de morango, outros com requeijão e queijo, suco… Deu tudo certo!

Brincadeira livre

Quando já era umas 11:40 deixamos as crianças livres para brincar no quarto de brinquedos ou na sala mesmo, juntando os confetes do chão e jogando tudo de novo para cima!!!! Fotor030605423

Os alemães, no geral, são muito gentis e prestativos. Só encontro gente adorável em nossos caminhos e agradeço muito. Afinal, morar num país longe da família e amigos não é uma tarefa simples. Todas as crianças trouxeram alguma coisa sem nós pedirmos: ganhamos flores, caixa de merengue, caixa de chocolate, um saquinho com conchas e pedrinhas, revistinhas para ler…

Meio dia os pais estavam pontualmente aqui em casa, maravilhados com nossa festança e espantados com a quantidade de confetes pelo chão rsrsrs

Avaliando a festinha, de 0 a 10, dou a nota 1000!!! Valeu muito, uma lembrança inesquecível para os meus filhos e para o papai, animador oficial da festa, que ficou assim depois da criançada ir embora: img_5478

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É normal comer caquinha de nariz? Eca! Esse assunto é uma meleca.

Vai ter festa no salão?

No meu não, mas aqui em casa tem alguns moradores que andam limpando seus salões frequentemente e o pior (tem como ser pior, acredite!), já peguei no flagra os donos desses dedinhos limpadores comendo a tal da meleca do nariz! Ah! Que horror, eu disse que o assunto é uma meleca!

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Fui pesquisar e, naturalmente, descobri que isso é inofensivo e normal. Aliás nem precisava, era só eu lembrar da minha infância e ver que o dedão estava lá na maior agitação. Uma vez a professora do pré chamou meus pais na escola para dizer que eu não parava de limpar o salão. Ai que vergonha!

Bem, pesquisando sobre este assunto melequento, encontrei dois senhores – Scott Napper e Friedrich Bischinger – e descobri que eles trabalham em estudos sérios sobre as melecas e mais, garantem que não tem problema nenhum comer caquinha, e que faz até bem para saúde! Ah… para tudo!

O que é a caca de nariz?

A Caquinha de nariz é formada por secreções nasais ressecadas unidas a impurezas e microrganismos como vírus, bactérias e fungos presentes no ar que respiramos.

Qual seu nome científico?

Ela é conhecida cientificamente como “muco”.

Como é popularmente conhecida?

Caquinha, casquinha, catota, meleca, bichinho do nariz e outros. A imaginação do ser humano é fértil … até demais!

Como se forma?

A caquinha de nariz se forma através dos nossos “filtros nasais”. Os cílios do nariz filtram o ar que respiramos e retém ali grande parte dos vírus, bactérias e impurezas que entrariam em nosso corpo. Unindo essa sujeira toda com a secreção do nariz, obtemos a caquinha. Sua consistência dura e ressecada se dá por causa do ar que entra quando respiramos. Quanto mais poluído o lugar que estamos, mais caquinhas de nariz será produzido. É o nosso corpo trabalhando para evitar que essa meleca externa chegue aos nossos pulmões. Como os cílios não param de se movimentar, eles acabam empurrando essas caquinhas para a abertura do nariz. Tornando mais acessível sua remoção!

Para que serve?

A caquinha atua na defesa do nosso organismo e serve como uma barreira protetora. É necessário ser removida, pois seu acúmulo pode dificultar a passagem do ar.

Por que é bom comê-las? Eca!

Os pesquisadores Scott Napper e Friedrich Bischinger defendem a ideia de que a caquinha é uma espécie de vacina “natural e gratuita” para nosso organismo, uma vez que nela contém porções pequenas de vírus, germes e bactérias.

E esses “bichinhos” que se acumulam no nosso nariz em forma de meleca podem ajudar (se ingerirmos) porque tornariam o sistema imunológico humano mais resistente.

Friedrich Bischinger acompanhou por anos um grupo de crianças que colocavam o dedo no nariz e que comiam as melecas. Comparadas com um outro grupo, com hábitos “nasais” opostos, as que comiam a caquinha tiveram menos gripe e alergias.

Olha o que ele fala:

“A medicina moderna tenta fazer o mesmo, mas de uma forma mais complicada. As pessoas que metem o dedo no nariz e depois comem os mucos, conseguem reforçar seu sistema imunológico de uma forma natural e gratuita. As crianças costumam praticá-lo de forma instintiva mas, a pressão social faz que, quando sejam maiores, deixem de fazê-lo. Eu só peço para que vejam de outra forma, que animem as crianças a colocar o dedo no nariz, já que é algo muito natural e, desde o ponto de vista médico, é uma ideia maravilhosa”.

Curiosidades.

A cacaquinha de nariz é composto principalmente por secreções que contém sal e são produzidas pelo corpo, tais como suor e lágrimas. Portanto, a caquinha, assim como estas outras secreções possuem um gosto salgado. Eu nunca provei e nunca vou provar nem pelo bem da ciência!!!

Tirar caquinha vicia. Dizem que algumas pessoas viciadas em tirar caquinha ficam “cegos” e não importa onde, todo lugar é adequado para cutucar o nariz, mesmo na frente de outras pessoas!

Outra curiosidade: quanto mais caquinha se tira, mais caquinha se forma! Nosso organismo que é muito esperto, uma verdadeira máquina (para mim, um verdadeiro milagre) acredita que a “falta” constante dessa meleca – devido a retirada – é sinal de que o corpo precisa de mais proteção. Dessa forma, libera mais secreção que em contato com o ar, dá “vida” a mais e mais caquinhas.

Boas maneiras e educação!

Por mais que comer caquinha faça bem, ah pelo amor de Deus, isso é horrível de se ver e de se imaginar. Portanto, o bom senso sempre deve prevalecer! Aqui em casa tem uma regra – mas que ultimamente está difícil de ser respeitada, confesso – tirar caquinha só no banheiro!

Quanto a comê-las, ainda não achei um jeito melhor de tirar essa mania deles do que falar que meleca é um monte de bichinhos, bactérias, germes, cocos de rato, barata morta, vírus tudo isso misturado e colado com a cola humana (formada por xixi)! E que isso faz um mal danado, tirando toda a energia que eles precisam para o futebol e Balé. Mesmo que a ciência prove o contrário!

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Brincar é divertido e inteligente!

Desde os primeiros meses as crianças se envolvem com brincadeiras e jogos. É dessa forma que elas aprendem, se desenvolvem e interagem com o mundo. As crianças vão crescendo, muda-se a forma do brincar, mas ainda sim, a atividade favorita dos nossos filhos é explorar o mundo e aprender a navegar por ele .

Eu estava observando meu caçulinha (que completou seis meses hoje) brincar com uma simples etiqueta que recortei de uma blusa que estava pinicando muito!. Aquele olhar brilhante, um leve sorriso, uma concentração gigantesca para segurar, virar, lamber algo tao desajeitado e molengo.

Os bebês parecem apaixonados ao descobrirem o mundo. Também, encaram os jogos e brincadeiras como uma profissão, como aquilo que ele faz de melhor. Como se fosse uma necessidade inata da criança o desejo de brincar.

Tudo o que tem nas mãos de um bebê ou de uma criança, faz com que eles criem uma ponte que os ligam rapidamente até uma brincadeira. Colocar tigelas de plástico uma dentro da outra, desenhar com um pedaço de graveto na areia, dar algo para beber a uma boneca com um copo vazio, puxar as meias dos pés… tudo é motivo para brincadeira, tudo se transforma em aprendizado.

Nestes exemplos, é nítido observar a tentativa das crianças de desvendar os mistérios das coisas ao seu redor. Querem ter, sentir, cheirar, segurar e ouvir todas as pistas que as fazem explorar seu pequeno mundo e entendê-lo. E fazem isso brincando. Uma maravilha para o desenvolvimento mental, motor, emocional e social.

Para isso, os bebês – e também as crianças – precisam de espaço e de liberdade para explorar. Também, precisam de tempo, do quanto for suficiente para elas.

A ciência do desenvolvimento infantil nos revela que os bebês são a mais completa e incrível máquina de aprendizagem existente. Conseguem criar conexões neurais e aprendem rapidamente as coisas. Se uma criança pequena aperta o botão do abajur e a lâmpada ascende, e depois aperta novamente e a luz apaga, pronto, tem-se um novo “jogo”, uma nova brincadeira e, assim, uma nova tarefa de aprendizagem é revelada.

Os bebês – um mundo a conceber.

O primeiro brinquedo do bebê é o seu corpo . Ele brinca com os pés, examina suas mãos, experimenta o sabor dos seus dedinhos. Também é fascinado por tudo o que está em sua volta. Quer compreender o que acontece! Quer colocar tudo na sua boca, seja a meia suja do irmão ou uma colher na mesa de jantar.

Nesta etapa o bebê está aprendendo a entender o mundo: “se eu pegar o chocalho, escuto um som”, “se eu jogar a chupeta fora do carrinho, ficarei sem”, “se eu empurrar a porta, ela se abre” .

O que nós podemos fazer nesta fase?

  • Oferecer -lhe uma variedade de coisas para brincar – com formas, cores, texturas e materiais diferentes.

  • Ser companheiros e conversar, sorrir, cantar e mexer em seus pés e mãos.

  • Ler um livro enquanto mostra as imagens (procure livros com várias texturas para que o bebê possa interagir e descobris através do toque)

  • Deixe-o concentrar: se ele está tentando pegar um objeto, quando ele conseguir, não diga nada, apenas observe. Muitas vezes o nosso “Oba, muito bem, você conseguiu!” desvia a atenção do bebê e ele deixa o objeto de lado, deixa também de aprender e se desenvolver mais com aquilo.

  • Coloque objetos do cotidiano, como pratos e copos de plástico sempre disponível (ao alcance). Uma gaveta na cozinha com tigelas de plástico (sempre inofensivos, cuidado!) podem render um tempo de interação e brincadeira enquanto você prepara o jantar.

A criança pequena – verdadeiros construtores!

Quando começam a querer brincar de construir coisas, uma nova fase se inicia. Agora nossas crianças pensam como arquitetos , construtores, padeiros e pintores. Blocos estão empilhados, o papel todo preenchido, tudo feito com entusiasmo e concentração. As crianças começam a criar algo novo.

A partir dos 18 meses, as crianças irão lhe oferecer pedaços de lego para comer, melhor aceitar e dizer que está uma delícia!

O que nós podemos fazer nesta fase?

  • Deixar papel e lápis de cor disponível. Massinha também!

  • Oferecer um brinquedo e tempo para que elas possam brincar. As crianças possuem um ritmo diferente do nosso e se querem construir uma torre, por exemplo, deixem-as construir sozinhas. É claro que nós faríamos bem mais rápido, mas nossa fase já passou. Agora é vez delas!

  •  As crianças não gostam de brincar sozinhas em seu quarto. Por isso, fique por perto ou deixe que brinquem na cozinha, na sala ou no escritório.

  • Continuem com os livros (na verdade, não parem mais!), a leitura é importante para a imaginação, lógica, afetividade e muito mais.

A criança com 3 anos ou mais – fantasiar é a lei!

Quando a criança domina melhor a linguagem, começa a fase dos jogos que precisam de um ou mais jogadores. Na maioria das vezes, é preciso irmos às compras e voltarmos com um jogo de memória, dominó de bichinhos e fantoches na sacola.

Nesta fase as crianças começam a querer mandar, dar ordens e estipular as regras. Quer saber? Não deixa não! Mostre, com carinho e paciência, os limites da sua casa.

Há um grande avanço no seu vocabulário e, assim melhoram as habilidades de comunicação da criança. É uma boa oportunidade para processar as suas próprias experiências e vivências, portanto podemos conversar sempre com elas, isso cria um vínculo que deve ser mantido para sempre. Trocar papéis e fantasiar é uma oportunidade lúdica e criativa na hora desse prosa…

O que nós podemos fazer nesta fase?

  • Deixe a criança usar roupas da mamãe e do papai, perceba se ela tenta agir como nós, se ela é capaz de entender nossos diferentes papéis.

  • Crie oportunidade para que elas brinquem com outras crianças.

  • Permita que tenha tempo e tranquilidade para brincar e não interrompa desnecessariamente.

  • Dê-lhe tantas vezes quanto possível, a oportunidade de correr ao redor da casa, no quintal ou no parque. Isso melhora não só as habilidades motoras (grossa e fina), como fortalece o sistema imunológico. Com pedras, folhas, areia, elas podem brincar muito bem.

Crianças com 6 anos – Eu que ganhei!

Os jogos de regras entram cada vez mais em ação, e agora a única preocupação é saber quem foi o vencedor! Mais do que querer ganhar, as crianças desenvolvem capacidade de raciocínio, lógica e desenvolvimento estratégico durante a brincadeira.

Quanto mais a criança brincar, mais aprenderá. Ela também começa a lidar com a questão emocional: alegria , orgulho, frustração, tristeza, euforia, uma chuva de novos sentimentos aparecem. E, muitas vezes, tornam-se uma tormenta se não forem resolvidos.

No jogo, as crianças podem aprender a lidar melhor com esses sentimentos. Sempre digo aos meus filhos: “Se você não está preparado para perder, também não está preparado para jogar!”. Afinal, jogar é escolher ter o risco da derrota. Mas nem todos sabem lidar com isso, por isso o papel dos pais é fundamental.

Para que uma brincadeira não acabe em choro, ou com pecinhas voando para o outro lado da sala, nós podemos ajudar da seguinte forma:

  • Respeitar a idade sugerida dos jogos. Demanda excessiva leva ao estress e lágrimas. (Claro, cada um conhece seu filho e sabe o que dá para antecipar ou não).

  • Comprar Jogos que também lhe agradam. Afinal, brincar com um jogo chato faz tudo perder a graça. Descubra junto com seu filho jogos que sejam divertidos para vocês dois!

  • Esclarecer as regras antes de começar o jogo.

  • Optem sempre por jogos de tabuleiro! Observem quanto de conversa acontece num jogo de vídeo game e quanto de conversa acontece durante uma partida de UNO, por exemplo. É mais saudável e divertido!

Nenhum pai precisa ser animador de festa nem expert em jogos e brincadeiras. Mas saber o momento que seu filho está e oferecer aquilo que dá prazer a ele é importante pois ajuda-o no seu desenvolvimento.

A relação do brincar com o desenvolvimento psíquico e cognitivo é comprovado, portanto vamos criar mais oportunidades de diversão aos nossos filhos. E eu não estou falando de brinquedos caros. Afinal, nosso tempo e algumas pedras do jardim são de graça, já o resultado… Bem, este não tem preço!

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Tempo de Carnaval!!

Olá mamães!

Sábado as crianças pensaram na possibilidade de fazermos uma festa de carnaval aqui em casa. Achamos a iniciativa legal e passamos o domingo todo organizando e tendo idéias para a festinha, que acontecerá aqui em casa no sábado de manhã!

Aqui na Alemanha o carnaval também é comemorado, tem desfiles e tudo. Existem cidades que decretam férias escolares no período. Durante os desfiles, todos usam fantasias e são distribuídas balas para os foliões! A cidade de Colônia (Köln) é super conhecida pela festança. Fotor022422494

Nessa época, qualquer mercado que você entrar vai encontrar fantasias, perucas e acessórios para o “Karneval”, como é conhecido aqui. Os preços são bem acessíveis e todo mundo experimenta a fantasia na loja mesmo, o que acaba virando uma diversão!

Achei legal compartilhar com vocês essa nossa experiência mesmo antes de realizá-la. Quem sabe vocês não se sintam inspiradas e organizam uma matinê com os filhotes e seus coleguinhas em casa ou no salão de festas do prédio!? Ainda da tempo!

Vejam o “passo a passo” da nossa organização!

1. Lista de convidados: Estipulamos que o Gi e a Me poderiam escolher para a nossa festa, quatro amiguinhos cada um, afinal, somando todos teremos 10 crianças pulando carnaval dentro de um apartamento!

2. Convites: Passamos a manhã do domingo recortando, desenhando e enfeitando nossos convites. A festa será no sábado das 10:00 ao 12:00. Eles ficaram assim: Fotor0224231563. Cômodos permitidos: A festa está liberada para acontecer apenas nas salas e no quarto de brincar. Fecharemos as portas dos outros cômodos, caso contrário minha cama vai virar um trampolim!

4. Músicas: Nós temos alguns CDs de músicas de carnaval do ano passado, inclusive esse aqui, que adoramos: PC027-BAIXA5. Comidinhas: As crianças foram pensando nas comidinhas e nós fomos orientando para que fosse algo mais saudável. A festa acontecerá cedo, então teremos um cardápio simples de café da manhã. Vejam só:

  • Espetinho de frutas
  • Milho cozido
  • Bolo de cenoura
  • Pão de forma com requeijão, presunto e queijo
  • Suco de cenoura com limão e laranja

6. Brincadeiras: Faremos um desfile de fantasias, pintura no rosto, fotografias divertidas e uma mini gincana.

Mas a principal dica é:

Arrastem os móveis, enrolem o tapete e não esqueçam de tirar tudo o que quebra da sala!!!

Segunda que vem conto como foi… Beijos e boa diversão!

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O que os nossos filhos pensam sobre nós?

Sexta feira, o dia amanheceu chuvoso e cinzento. De certa forma, hoje eu acordei assim também, me sinto “nublada” e pensativa. Antes de dormir li uma reportagem sobre um casal que abandou seus filhos. “Simplesmente” deixaram em casa 3 crianças e se foram, para nunca mais voltar.

Deitei a noite imaginando qual o motivo para esse abandono? Irresponsabilidade, problema financeiro, drogas, falta de compromisso, desespero? Imaginava também a cabecinha daqueles 3 pequenos órfãos. Foi difícil dormir.

Hoje ao acordar me dei conta que o abandono possui várias faces, e que é possível abandonar um filho mesmo morando sob o mesmo teto. Quantos pais colocam reuniões, trabalhos, amigos, esporte, negócios a frente de seus filhos? Erram ao imaginarem estar fazendo bem a eles, afinal, o dinheiro está chegando e eles têm “tudo”. Quantos estão deixando de construir laços fraternais que jamais serão recuperados se não forem feitos desde a infância?

Para que seu filho te escute no futuro, é preciso ter tempo para o escutá-lo hoje.Quando pessoas dizem que um filho custa caro, penso: “filho custa o quanto a gente quer pagar”. Afinal, o indispensável é de graça, crianças não precisam de brinquedos caros e nem estudar nas “melhores e mais ricas” escolas da cidade.

Nenhuma criança fica doente ou morre porque não tem um nitendo DS ou qualquer brinquedo caro. Isso é desculpa de pais que possuem a consciência pesada. Tentam enganar a si próprios.

O que as crianças precisam mesmo é de uma mãe e de um pai presente. “Presentes” de verdade. Para ter filhos temos que estar preparados. É preciso saber que abrir mão de alguns encontros com amigos, de algumas viagens de negócio, de alguma partida de futebol será inevitável.

Mas acredite, vale a pena. Pelas crianças, pela sociedade e por você. Nunca ouvi falar que aproximar-se de um filho tenha causado algum mal. Que desligar a televisão para aproveitar o pouco tempo que você possui durante o dia para brincar com ele, tenha deixado você desinformado. Que você tenha perdido algum amigo por responder aquela mensagem no Facebook ou Whatsap depois que eles foram dormir.

Ao contrário, filhos fazem um bem danado. Um dos maiores problemas na hora de educar um filho é esquecê-lo dentro da sua própria casa. Refletir é preciso e mudar, muitas vezes é necessário. Então, porque não começar com uma avaliação?

Pergunte a seu filho que nota ele daria a você. Deixe-o livre para responder, sem pressão e sem medo sobre como anda o seu pai ou a sua mãe em casa. Os resultados podem te surpreender.

Aquelas 3 crianças que foram abandonas pelos pais terão a chance de receber outros que irão amá-las e cuidá-las. E nossos filhos, quais chances terão de terem um pai e uma mãe de verdade?

Segue um video sobre a “relação” das pessoas (hoje em dia) com a tecnologia… Achei super legal, embora óbvio. O mundo real é muito mais interessante, humano e surpreendente. Vamos viver a realidade, nem que para isso precisamos mudá-la!! Beijos…

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Mãe, eu tive um sonho…

big wolfAcabo de acordar com minha filha me chamando:

“Mãe! Mãe…” gritava ela em seu quarto. Quando cheguei foi dizendo: “Eu tive um sonho maluco”, e simplesmente virou para o lado e dormiu, sem me contar o incrível sonho que me fez levantar da cama às 2 da manhã!

Os sonhos guiam nossa vida, já os pesadelos podem perturbar a noite de sono de uma criança. Nesse caso, o jeito é acalmá-la trazendo-a de volta para a realidade e passando a segurança necessária para que nossos pequenos voltem para um soninho mais tranquilo e possam descansar mais um pouco. E nós, também!

Uma vez, quando eu tinha 9 anos, sonhei que eu usava aparelho nos dentes (na verdade esse era um desejo real, dá para acreditar?). Só sei que quando acordei fui “seca” pegar meus aparelhos, afinal eu tinha acabado de guardá-los na caixinha! Era “óbvio” que eles estavam ali em meu quarto. Procurei e nada de achar. Perguntei para minha mãe: “Mãe, cadê meu aparelho?” Quando ela me disse que eu nunca havia usado aparelho na vida, me frustrei. Parecia tão, tão real!

Confesso que de uns tempos para cá sonho pouco, ou pelo menos, não me lembro deles. Isso deve ser por causa das noites mal dormidas de uma mãe de recém nascido! Mas no geral, sempre me lembrei dos sonhos e frequentemente eles são muito impactantes para mim.

E com meus filhos é assim também, sonham, se lembram e vivem contando para mim as aventuras e os perigos vividos nesse maravilhoso mundo que existe dentro de cada um de nós. Tem uma cobra, por exemplo, que insiste em aparecer nos sonhos (e pesadelos) do meu filho mais velho. Já tive que dormir com ele várias noites por causa da danada.

Mas por quê as crianças possuem tantos pesadelos? Com o que elas sonham? Como ajudá-los a separar sonhos da realidade?

A maioria dos pesadelos acontece durante o sono profundo, o mais provável é que os pesadelos ocorram no último terço da noite, já depois das quatro da madrugada. As crianças acordam assustadas, confundindo fantasia com realidade e buscam o conforto e o abrigo dos pais. Podem lembrar com detalhes dos pesadelos e nos contar tudinho.

Mas o que provoca os pesadelos?

Agitação por causa de algum probleminha na escola, ansiedade despertada por alguma mudança iminente, alimentação pesada durante a noite, acontecimentos traumáticos como briga ou separação dos pais, um filme ou uma história de suspense vista ou ouvida durante a noite, com fantasmas, E.T.s e monstros, por exemplo, podem ser fatores que despertam o pesadelo durante o sono.

A própria escuridão da noite assusta muitas crianças. Minha filha sempre me diz que tem medo da noite. E eu sempre digo a ela que eu adoro, porque é durante a noite que consigo ver a lua e as estrelas que tanto amo observar. Ela me olha com aquele “olhão arregalado” como quem diz: “que louca é minha mãe”, porque afinal, noite para ela é sinal de bruxas soltas por perto!

Na verdade os pesadelos nascem de um medo, de uma fragilidade natural do ser humano, e revelam-se pela primeira vez já a partir dos 12 aos 18 meses de vida. Criar uma rotina tranquila antes de dormir, ajuda nossas crianças a terem mais sonhos do que pesadelos.

Colocar o filho cedo para dormir, em um ambiente limpo e tranquilo, sem o barulho e agitação externa e com uma iluminação aconchegante proporcionará a ele uma atmosfera perfeita para uma noite de sono e de sonhos.

Evitar televisão a noite, substituindo por uma atividade como pintura ou leitura, faz bem, acrescenta e acalma. Trazendo a paz necessária para a horinha do sono noturno, diminuindo a incidência de pesadelos.

E por falar nisso, nosso papel é muito importante na hora que as crianças acordam de um sonho ruim: se nos procuram por causa do medo que estão sentindo, é porque confiam em nós. Então, devemos retribuir essa confiança dando importância ao sentimento deles, mostrando que a realidade está bem mais segura e tranquila do que os seus pesadelos.

Só por curiosidade, aqui está um ranking dos pesadelos mais frequentes entre as crianças:

  1. Monstros
  2. Precipícios
  3. Insetos
  4. Troca de papéis (O dócil cachorrinho da vida real transforma-se em uma temível ameaça)
  5. Bruxas
  6. Animais Malvados
  7. Perder os pais

Os pesadelos tendem a diminuir conforme as crianças vão crescendo. Ainda bem! Mas como os meus filhotes ainda são pequenos, vou ficando por aqui … Preciso dormir antes que alguma “cobra” ou outro “sonho maluco” me desperte.

Bons sonhos, mamães!

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Receitinha fácil para o fim de semana!

Vamos para a cozinha?

Só se for com a criançada, é claro!

E nossa receitinha de hoje é uma salada de frutas diferente, bem refrescante e com muitas vitaminas para proteger a garotada!

Vejam que delícia:

Receita:

Para a calda da salada:

* Suco de 4 laranjas, 1 cenoura e 1 manga. (Mas fica uma delícia também com suco de laranja e mamão ou suco de laranja e maracujá!)

Frutas:

Nós usamos: 2 bananas, 2 maçãs, 1 kiwi e + ou – 15 framboesas. Mas vocês podem usar o que tiverem!

Nossa Dica: espremer limão nas frutas antes de colocar o suco, pois não deixa as frutas (principalmente a banana) escurecerem!

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Beijinhos e ótimo final de semana!!

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Manhêê, cadê minha infância? Adultização infantil.

Olá mamães!

Estava vendo alguns sites de roupas e me deparei com imagens de crianças imitando adultos. Super maquiadas, de salto alto, com roupas nada infantis. Meninas pequenas que mais pareciam mini mulheres. Pesquisando mais, me deparei com os concursos de beleza para criança. Então pensei: estamos voltando no tempo, certeza.

Antigamente, séculos atrás, não existia esse sentimento de infância. As crianças eram apenas mini adultos. Vestiam-se como os mais velhos e logo aprendiam uma função a fazer. Sem escola, sem direitos, sem tempo para brincar. A história da criança é bonita, porque década após década, ela foi ganhando espaço e cultivando o direito que melhor lhe cabe para esta fase: o de brincar!

Como disse Gilbert Keith Chesterton, “A maravilha da infância é que para eles tudo é maravilha.”

Observando essas histórias de concurso de beleza infantil, penso que estamos voltando na história. Inventando “ridiculisses” para que as crianças percam cada vez mais cedo a maravilha da infância.

Mas por de trás de cada “mini mulher”, existe uma mãe e um pai. E isso é espantoso, porque estão fazendo algo de muito mal aos seus próprios filhos. Quando falo em adultização infantil, me refiro a estas posturas, vejam:

adultizacao infantil

A adultização infantil passa por várias esferas: consumismo, rotina cheia de compromissos, vaidade exagerada, sendo essa última o foco da minha indiguinação momentânea.

Afinal, podemos ver nas fotos crianças super maquiadas, artificialmente bronzeadas, que desfilam em trajes de banho para juízes adultos dizerem se elas são bonitas ou não. Sim, me parece um absurdo.

Gostaria de perguntar para essas mães que incentivam suas filhas a participarem de desfiles de modelos, concursos de miss infantil, cinema, televisão, ou o que for: “queridas mães, não acham esse exagero doentio? Qual a vantagem em crescer tão rápido?

Sabemos que há sempre alguém ganhando com berrações que tentam colocar em nossas vidas, em nossa rotina. E esse ganho é enorme! Hoje, podemos encontrar produtos anti envelhecimento para crianças de 8 a 12 anos de idade! Kit infantil com esfoliadores faciais! Sutiãns com bojo para meninas a partir de 6 anos!

A indústria ganha dinheiro. Nossas crianças perdem a infância. Precisamos salvá-la para que o mundo ainda tenha jeito. Exagero?

A brincadeira faz parte da infância, e possibilita o desenvolvimento da área cognitiva, biológica, motora, social e afetiva. Tudo o que acontece nessa fase é fundamental para o resto da vida de uma pessoa, uma vez que sua personalidade e seu caráter estão em formação.

Pular esta etapa da infância ou antecipar a vida adulta é um equívoco que deixa sequelas problemáticas. A infância existe e é preciso respeitá-la.

Mas como saber o limite entre o exagero e a vaidade infantil?

O fantasiar faz parte da vida, faz parte do faz de conta infantil. Enquanto for brincadeira é saudável passar batom, por exemplo. A partir do momento que isso vira rotina, que isso vira lei, “Ai ela não sai de casa sem fazer as unhas!”, então, temos o exagero.

Crianças perdendo horas em salão para fazer as unhas toda a semana, sim, parar mim isso é exagero. Na maior parte da vida nós somos adultos, vamos deixar nossas crianças serem “apenas” crianças. E para isso elas precisam de tempo. Tempo para brincar!

A Super Mammy.

Às mamães ansiosas para verem suas filhotas crescerem, deixo essa música lindinha: “Tente entender”, do Palavra Cantada.