Como (não) criar um filho mimado, mandão e problemático.

Cuidar e proteger nossos filhos… até isso tem limite. Como é difícil educar, saber até que ponto devemos ir e em que caminhos devemos pisar. Escrevo isso porque sempre tive um pé atrás para aquela famosa frase: “colocar o filho numa redoma de vidro”. E vejo, cada dia mais, que os pais que evitam ao máximo o sofrimento e a frustração de seus filhos acabam criando para si problemas ainda maiores.

A proteção talvez seja uma reação natural de uma mãe para o seu filho. Queremos que a vida deles corra sem grandes problemas. A todo momento antecipamos perigos e tentamos retirar as pedras do caminho, pois sempre é mais tranquilizador imaginar uma estrada livre, em que o risco de queda é menor.

Nesta tentativa de que tudo seja perfeito, ou quase, esquecemos que é preciso alguma frustração, de algum problema, de algum conflito. Porque é certo que aprendemos muito com eles. Hora, você já tentou colocar seu filho de três anos no sofá e dizer: “hoje conversaremos sobre brigas na escolinha”? Nem tente, vai entrar por um lado e sair por outro. É preciso o desconforto do conflito para se aprender e para crescer.

Um simples não (e o respeito por ele) já é um obstáculo a ser encarado por nossos filhos pequenos. Conheço muitos pais que possuem uma dificuldade enorme em dizer não a seus filhos. Depois, estes mesmos encontram uma dificuldade enorme na hora de enfrentar as consequências da sua própria permissividade.
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É pelo excesso de permissividade, ou pelo excesso do medo que possuímos de deixar nossos filhos enfrentarem os desafios sozinhos, que nos deparamos com crianças e adolescentes sem limites, birrentos, donos do mundo.

Analisando o perfil de pais permissivos, vejamos que são eles quem mais compram presentes aos seus filhos, e dizem que é recompensa. Recompensa de que? Não entendo. Geralmente, as crianças que ganham tudo o que querem, possuem grandes dificuldades de auto controle e de gerir uma frustração. Estes filhos vão crescendo e os pais comentam: “Como é possível que meu filho, que sempre teve tudo, me dá cada vez mais problemas?”.

A questão é o que oferecer a eles? E não estou falando de qual brinquedo é melhor, não estou falando de coisas materiais. No mundo fútil que vivemos, cada dia mais é preciso refletirmos sobre o que realmente é necessário.

Meu marido comentou comigo sobre um livro, não me lembro certamente o nome agora, mas é algo do tipo: “Gastando com felicidade”, que mostra que comprar coisas deixam as pessoas tristes sem que elas percebam. Relacionei isso com o texto porque educar nossos filhos tendo como base “compras”, “recompensas materiais”, “shopping”, e afins é um grande perigo. Que tipo de felicidade queremos ensinar a eles? Baseado em que estão os nossos valores?

As vezes o medo que muitos pais possuem de seus filhos não gostarem deles, os faz serem mais amigos do que pais dessas crianças. Esse medo os levam a dizer sim, onde caberia um sensato não.

Para estes pais digo que o mundo precisa de nós. O mundo precisa dos nossos limites. Pergunte para qualquer professora se isso não é verdade. O medo de impor limite aos filhos, com medo de os perder, leva a um aumento exponencial do risco de isto vir a acontecer.

Portanto se você não quer criar um filho mimado, mandão e problemático, dê boas vindas aos conflitos e aos desafios que seus filhos precisam enfrentar sozinhos, transforme-os em canais de aprendizagem. Saiba que dizer não, mesmo que doa um pouco, educa e engrandece. Na hora de educar, deixe claro (para si próprio) que você é a lei. E por último, mas não menos importante, lembre-se: se alguma parte da sua vida (inclusive ser mãe) está sufocando outras partes é sinal de que alguma coisa diferente precisa ser feita. E refletir é um bom começo.

Ótimo fim de semana, queridas mamães!
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3 comentários sobre “Como (não) criar um filho mimado, mandão e problemático.

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