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10 razões para que seu filho menor de 13 anos não tenha facebook.

Sábado a tarde meu filho de 8 anos me questionou sobre o fato de um colega (da mesma idade) ter Facebook. Então eu disse a ele que Facebook era proibido para menores de 13 anos e ele arregalou os olhos. Tivemos uma conversa super legal e vi o quanto ele sabe das redes sociais, tipos de celulares e aplicativos da moda, sem ao menos ter um celular ou acesso a esse tipo de rede.

A questão é que a vida ensina mais do que a gente imagina. E nem tudo o que nossos filhos aprendem com ela faz bem ou é livre de perigo. Nosso papel? Estar por perto sempre.

“Ah mãe, deixa vai, todo mundo tem!”, essa é uma frase perigosa. Não queremos nosso filho fora do mundo. Bem, pelo menos eu não quero que meus filhos vivam desconectados da realidade. Não idealizo uma micro sociedade caseira onde somente o que minha família pensa, faz, crê, usa e assiste, por exemplo, seja considerado o ideal ou o melhor a seguir.

Mas acredito que possamos viver os nossos valores, viver aquilo que a gente pensa, faz, crê, usa ou assiste de modo a respeitar e conviver com aqueles que caminham com outros ideais. E fazer isso sem acreditar que exista o certo ou o errado. Apenas que possui um modo de vida que faz bem e cabe certinho em você, sem precisar aceitar tudo que a sociedade ou mídia tenta nos impor.

Por outro lado, existe um papel que nós somos obrigados a cumprir: o de garantir a segurança e integridade física e moral dos nossos filhos até os 18 anos, independente do que pensamos e acreditamos. E é justamente esse papel que muitos pais acabam deixando de se preocupar, abrindo portas para o perigo. O facebook é uma ferramenta como muitas destas que escondem perigos, ás vezes inimagináveis.

10 razões para que seu filho menor de 13 anos não tenha facebook:

Número 1: É regra.

Na declaração de direitos e Responsabilidades do Facebook, presente no Termo de Serviço que deve ser lido na hora de abrir uma conta nesta rede social, no artigo 4, item 5, lê-se a seguinte frase: “Você não usará o Facebook se for menor de 13 anos.”

E ainda, se utilizado por jovens de 13 a 17 anos, estes devem se submeter a certas restrições impostas pelo próprio Facebook, afim de tornar a navegação dos adolescentes mais segura.

È claro que é fácil burlar essa regra e ninguém da empresa irá na sua casa verificar as informações fornecidas por você ou pelo seu filho. Mas acredito que são nessas pequenas atitudes, de burlar isso, mentir naquela coisinha boba ali ou alterar um dado simples para levar vantagem em alguma situação é que se formam pessoas com freios morais corrompíveis. E esse é um bom exemplo para escolher o certo, para mostrar ao seu filho a importância de se cumprir regras sociais.

Número 2: Os perigos reais de um mundo virtual.

As crianças de 8, 9 ou 10 anos, por exemplo, ainda não têm a mesma capacidade de compreensão da realidade como um adulto, elas enxergam a vida sob um outro ponto de vista, um ponto de vista menos perigoso ou com mais fantasias. Dessa forma ficam expostas à informações caluniosas, à pessoas com más intenções e a conteúdos inapropriados para a sua idade.

Vou contar um caso que aconteceu com uma pessoa próxima. O filho de uma amiga, com 15 anos conheceu uma menina pelo Facebook. A menina era “perfeita” aos olhos dele: linda, rica, boa de papo, inteligente e tudo mais. Do Facebook pularam para o Skype, mas a câmera dela nunca funcionava, apenas a do filho da minha amiga. No início se falavam toda a semana, depois todo dia e essa minha amiga começou a se preocupar. Filho, você não acha estranho a câmera dela nunca funcionar? – indagava ela ao filho, e ele cego e apaixonado até brigava com a mãe. Marcavam encontros e a menina não aparecia. E a história foi ficando mais séria. Essa minha amiga trabalhava e o menino ficava a tarde sozinho e passava horas no Skype. Até que um dia o encontro saiu. Mas ao invés de uma menina linda de 15 anos, apareceu um homem de 55. Bom, o caso tomou um rumo policial, nem preciso contar.

Número 3: Eu sei onde você está.

Não é difícil saber onde um colega que você não vê há anos está nesse exato minuto. Claro que você ou eu temos amigos antigos no Face, e acho essa uma das maravilhas desta rede social! Mas mesmo não tendo mais contato nenhum com seu antigo amigo da escola, você sabe o que ele faz, onde trabalha, com quem namora, onde a namorada dele trabalha, quem são as primas dela, o que fizeram no fim de semana, o que comeram ontem, e onde tomaram aquele: “Cafezinho Mara – com Garibaldo em Vila Sésamo Restaurante.”

Claro que nossa intenção em dar uma olhadinha e matar a curiosidade sobre o que anda fazendo tal pessoa é normal e sem intenção maldosa alguma. Mas existem aqueles que possuem uma conta falsa no Facebook (ou em outras redes) que possuem a única e exclusiva intenção de fazer vítimas para as suas maldades obscuras. E quanto mais ingênua ou infantil for uma pessoa, maiores as chances de cair em algum golpe.

Quando isso acontece, a pessoa mal intencionada tem grandes informações sobre sua vítima, que pode ser uma criança, por exemplo. E encontrá-la não será difícil, afinal é possível saber informações como escola, clube que frequenta, ou o shopping que está neste momento:  “Pipoquinha com as amigas assistindo Bob Esponja – O filme em Cinemax Iguatemi Campinas.”

Número 4: Imagens de Sexo, Morte ou Violência.

E quem é que não tem um amigo no Facebook que vive colocando video de criança sendo espancada, cachorro sendo arrastado por moto, fotos de pessoas mortas em acidentes, ou aqueles vídeos com cenas de sexo de alguém que “pegou” vírus no Face?

Pois bem, eu não gosto de ver imagens assim, me fazem mal e fico dias pensando no que vi. Acredito que existem outras formas de informar e prevenir danos à pessoas e animais que sejam menos apelativos. Mas tem quem gosta e compartilha.

Claro que sei lidar com meus sentimentos e com essas imagens, sou adulta. Mas será que uma criança está preparada para ver um conteúdo ou uma imagem forte, inapropriada para a sua idade? Será que essa criança conseguirá lidar com seus sentimentos e medos gerados pelas cenas vistas? Esse tipo de conteúdo pode chocar uma criança e revelar uma maldade que sim, existe, mas que ela ainda não precisa conhecer. Tudo tem seu tempo.

Número 5:  Cyberbullying.

Quando alguém me pergunta desde quando o bullying existe, eu sempre brinco que ele se originou junto com escola, embora saibamos que o bullying pode acontecer também nos clubes, condomínios e até mesmo no trabalho. Ou seja, é uma situação muito antiga.

O que acontece é que ultimante o bullying tem tomado proporções maiores, e se antes ele acontecia dentro dos muros da escola, hoje ele ultrapassa esta barreira e invade a vida do seu alvo por completo. Isso porquê o alvo de bullying poderia sair da escola – onde sofria com as agressões – e ir para sua casa e lá encontrava tranquilidade, paz e momentos para refletir sobre as situações vividas.

Hoje, o alvo sai da escola e as agressões não acabam. Recebe mensagens maldosas, ameaças por celular, encontra na Internet páginas, sites, comunidades que o humilha, que o faz chorar. O vilão da história? Cyberbullying. Com ele o ciclo de sofrimento do alvo não tem limite.

Nossos filhos podem se envolver com o cyberbullying mesmo sem querer, mesmo não sendo alvos de bullying. Quantas vezes vemos fotos de pessoas consideradas feias e fica todo mundo tirando sarro e compartilhando o post sem pensar que aquela imagem é de alguém. Uma pessoa que existe, que possui sentimentos e que tem o direito de não ser humilhada e de não passar por situações vexatórias reais ou virtuais.

Nós temos o dever de conversar com nossos filhos sobre o lado bom e o ruim da internet, afim de ajudá-los a refletirem sobre o respeito ao próximo. Devemos orientá-los sempre para o cuidado com o que é publicado, curtido, compartilhado e comentado. O Facebook mantém campanhas que orientam os usuários a não praticarem o cyberbulling e possui canais para denúncias.

Vocês podem ter mais dicas de como lidar com o bullying e com o cyberbullying através do meu blog: bullynobullying.blogspot.com

Número 6: Os golpes.

O número de golpes, links e plugins maliciosos no Facebook também são grandes. Existe um canal para denúncias, mas até lá a pessoa já caiu no conto da carochinha. Normalmente esses golpes vêm acompanhados de imagens atrativas ou campanhas que prometem viagens, smartphones e uma infinidade de outros prêmios bacanas.

Toda essa oferta chama atenção de vários usuários, indo das nossas mães e avós que resolveram modernizar e criaram uma conta no Face – adoro essas iniciativas –  mas que acreditam em tudo o que tem na net (desculpa, mãe, mas é verdade 🙂 ) até pessoas imaturas que não deveriam ter uma conta aberta, como no caso das crianças menores de 13 anos. E para cair no golpe basta clicar em um desses links atrativos para sem querer divulgar seus dados pessoais ou adquiri algum vírus no dispositivo de acesso a webcan, por exemplo.

Número 7: Ostentação.

Ostentar virou moda, aliás tenho a impressão que tudo o que é fútil, falso e sem valor vira moda. Tô errada ou velha coroca demais? Podem me falar, heim?!

No Facebook encontramos sempre pessoas que adoram mostrar os exageros que possuem, a “vida boa” que levam, o último modelo de celular comprado, o restaurante caro que foi, a viagem bacana para o exterior, o tênis da moda de 1000 reais que acabou de comprar, etc… Eu também coloco foto de viagens, ou das crianças brincando no quintal, mas tem gente que gosta de ostentar e isso é diferente de compartilhar com seus amigos momentos que lhe trouxeram alegria!

Geralmente (quase sempre) momentos especias estão mais ligados a pessoas do que à coisas, e é esse sentido que quero oferecer aos meus filhos. Por que deixar nossos filhos expostos a esse mundo virtual onde as pessoas postam fotos para se aparecer, onde o consumismo é desenfreado? Vale a pena refletir.

cyberNúmero 8: Tempo perdido.

O tempo voa na internet quando estamos nas redes sociais. Simplesmente passa, parece que mais rápido do que o normal. E esse tempo perdido, porque de fato e na maioria das vezes são informações fúteis que servem apenas para nos divertirmos ou para distrair e espairecer um pouco, não é mais recuperado.

A vida de verdade é muito melhor! Uma criança precisa ter coisas mais divertidas e interessantes para fazer do que ficar no Facebook. Mesmo que seja nas grandes cidades, ou fechadas em seus condomínios, para a criança o saudável é brincar.

Não permita que sua criança fique horas no computador, celular ou tablet, mesmo que não seja em uma rede social. É preciso criar limites para o espaço que a Internet ocupa na vida dela, para que a saúde física e mental das crianças não seja afetada.

Número 9: Um zum zum zum em silêncio.

Um outro exemplo das maravilhas da Internet e das redes sociais é que elas nos aproximam das pessoas que estão longe. Adoro isso porque vivo fisicamente do outro lado do oceano de todos os meus amigos, colegas e família. Visito a turma quase sempre lá no Face. Vejo o chá de bebê da prima, o casamento da amiga, mostro os netinhos para os avós. Claro que viver de verdade tudo isso seria muito melhor, mas dizer que essas ferramentas virtuais não ajudam a aproximar pessoas seria uma mentira.

O lado ruim disso tudo é que pode viciar. E esse vício tomou proporções assustadoras, a ponto de ver famílias no restaurante ou uma roda de amigos, cada um com seu olhar fixado no celular, conversando com o mundo, mas trocando meia palavra ali pessoalmente. No máximo “vamos tirar uma foto para colocar no Face, Instagran”… Exagero? Hoje não sei mais. Conversa boa é quando a gente nem lembra de tirar uma foto ou quando nem dá tempo, porque a criançada não parou de correr. Não podemos perder isso e deixar as pequenas maravilhas passarem despercebidas.

Número 10: Sedentarismo.

Nossas crianças precisam de ação, de movimento, de agito e correria. Para os momentos tranquilos, livros, atividades manuais ou um filminho, por exemplo. Nós adultos sabemos o tempo que essas redes sociais tomam de nós. É difícil controlar … fácil é perder horas sentadas ali em frente ao computador ou celular e depois perceber que o tempo passou e nada aconteceu.

Quantos amigos conheço “que deram um tempo no Face” porque estavam muito viciados!? Muitos. É normal, o adulto tem essa responsabilidade e controle, por isso “dão um tempo”, sabem seus limites. As crianças não possuem isso, precisamos dar limites a elas.

Menores de treze anos não estão na fase de ficarem ali presos nesse mundo virtual, elas terão isso no futuro. Mas o presente, o ser criança, o pular corda, dançar, praticar esportes, quebrar o vaso da tia, rabiscar papel, mesa, chão, tudo isso… precisa acontecer. É tempo de brincar, é tempo de sonhar, é tempo de viver a infância que passa tão depressa!

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Beijos e boa noite, queridas mamães!

Gostou? Compartilhe ou deixe m comentário. Vamos conversar sobre filhos?
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Primeiro post do ano: Ser mãe pela quarta vez!

Queridas mamães…

Fevereiro está chegando ao fim e é a primeira vez que sento para escrever um post aqui no blog. Motivos para o atraso? Ser mãe já bastaria, certo? Afinal nossa vida é dividida entre várias vidinhas, e o tempo é um bem valioso para nós … e escasso!

Mas meus motivos são outros, afinal, já estava adaptada a vida de ser mãe de três. Minha agenda estava organizada e a casa já tomava um ritmo gostoso de tardes tranquilas e noites bem dormidas. Então veio a ideia de mudar para uma casa, afinal as crianças queriam muito um quintal. Com a mudança surgiu também a Síndrome de Tietze, me “presenteando” com uma terrível dor no peito que poderia durar de semanas a anos, graças a Deus estou melhor. Como me esquecer da dor do falecido dente do Siso? Impossível. Foi uma extração inevitável. E em meio a esses imprevistos da vida, somado a rotina corrida de uma mãe de três que não pode parar por nada e por dor nenhuma, eis que o resultado deu positivo pela quarta vez.

Sempre quis ser mãe de 4. E quando digo sempre é sempre mesmo. Quando a família e os amigos ficaram sabendo da gravidez as duas frases que mais ouvi além de “meus parabéns” foram:

1. Você sempre disse que queria ter quatro!

2. Como você é corajosa!

🙂 E as duas frases são verdadeiras. Precisa ter coragem para ser mãe nos tempos de hoje. Cuidar, proteger, educar, amar e depois deixar voar nesse mundão gigante… é preciso ter fibra e garra. Toda mãe é a coragem em pessoa.

Já ter quatro filhos, bem essa história mudou depois que meu terceiro parto foi cesária outra vez. Partir para uma quarta cesária nunca fez parte dos meus planos. Então três crianças correndo pela casa estava bom demais.

A história mudou depois dessa surpresa. Surpresinha boa que cresce saudável a cada dia e que em breve estará entre nós. Mas a preocupação com uma quarta cesária ainda está aqui, queridas amigas. Ser mãe de três ou de quatro, de cinco… não me assusta. Educar é uma arte e eu amo essa difícil tarefa de ser mãe. Mas quatro cesárias me assusta. Alguém aí do outro lado já passou por isso? Conhece alguém que passou?

Estou aproveitando cada momento, estou disposta, com energia, as dores diminuíram muito, a fase dos enjoos passou e eu nem senti, a mudança de casa está quase terminando, e agora posso voltar a escrever aqui no blog! 🙂

Então continuem acompanhando… porque conversar sobre filhos e trocar experiências nos engrandece e eu preciso muiiiitttto ainda aprender!

Beijinhos!

Do poeta Kalil Gibran para todas nós:

“Teus filhos não são teus filhos,
são filhos e filhas da vida.

Anelando por si própria,
vem através de ti, mas não de ti.

E embora estejam contigo, a ti não pertencem.

Podes dar-lhes amor mas não teus pensamentos, pois eles têm seus pensamentos próprios.

Podes abrigar seus corpos, mas não suas almas, pois suas almas residem na casa do amanhã, que não podes visitar se quer em sonhos.

Podes esforçar-te por te parecer com eles, mas não procureis fazei-los semelhante a ti, pois a vida não recua, não se retarda no ontem.

Tu és o arco do qual teus filhos, como flechas vivas, são disparados. Que a tua inclinação na mão do Arqueiro seja para alegria.”

 

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Os pés precisam de espaço.

Esses dias fui comprar sapatos para as crianças… de novo! Como crescem esses pequenos e chulezentos pés! Além do que chutar grama, pedras e canelas, também pede sapatos novos. Embora aqui a criançada usa o tênis até furar (e um vai passando para o outro), tive que ir às compras!

Mas comprar sapatos para crianças não é tão simples assim, e bate a maior dúvida sobre qual número comprar. Você já se perguntou: Como encontrar os sapatos certos para o seu filho? O que procurar na hora de comprar um par de tênis ou sandália? Eu não sabia que um simples sapato pudesse envolver  tantas dúvidas.

Nessa minha última compra de sapatos recebi uma aula de presente da vendedora e compartilho aqui o que ela me falou e o que eu pesquisei sobre comprar sapatos para as crianças.

cb3941a394Pular, correr, escalar, passear, caminhar, subir, descer, escorregar, rolar, dançar ou chutar – os pés das crianças sempre estão em movimento! Para que eles se sintam bem e confortáveis e para que cresçam e se desenvolvam de maneira saudável, as crianças precisam de sapatos que se encaixem perfeitamente.

Fuss_im_SchuhNem pequeno demais e nem grande, o ideal é que na hora de comprar os sapatos, os dedos tenham de 12 a 17 milímetros de folga.  Minha mãe apertava a ponta do sapato para ver se estava muito grande na hora de comprar, e é bem isso. Esse espaço da frente é importante para o conforto e postura adequada dos pés.

3 coisas a serem observadas na hora de comprar os sapatos:

  1. Tamanho certo.
  2. Apropriado para a função.
  3. Forma adequada.

Além do tamanho ideal, o sapato precisa ser compatível ao seu objetivo. Não me compre uma chuteira para fazer caminhada. Ou uma sandália de festa para aula de educação física. Minha sogra sempre fala que era difícil achar sapato para meu marido porque o pé dele era alto. Pois bem, verificar se o formato e o modelo do sapato é o correto para cada um ajuda a evitar danos para os pés e dedinhos._3339535

Itens importantes na hora de comprar sapatos:

1. Leve a criança sempre junto.

2. Compre no período da tarde ou noite, pois durante o dia os pés aumentam um pouco de tamanho, e se você comprar logo cedo corre o risco do sapato machucar depois.

3. Certifique-se de que os sapatos são adequados para a forma do pé do seu filho, altura e largura.

4. Verifique se existe algum zíper ou enfeite que machuque os pés e se a parte de trás do sapato é muito dura, porque pode causar lesões no calcanhar.

5. Não esquecer que os pés das crianças precisam de espaço, portando o sapato certo é aquele que sobra 12 a 17 milímetros na frente.

schuh-freunden_2555552Perguntas interessantes…

Ganhei sapatos usados da vizinha, eles são adequados?

Se respeitar o espaço para que os dedos fiquem livres, e a forma adequada para os pés das crianças, não existe problema em usar um sapato velho.

Para ficar em casa é melhor um sapato ou meias antiderrapantes?

Meias antiderrapantes é a melhor opção. Com as meias os pés ficam mais livres e podem movimentar-se mais.

É melhor um sapato grande do que um pequeno?

Nem grande e nem pequeno. O pequeno machuca, e pode danificar a formação e o desenvolvimento dos dedos. Os grandes podem causar quedas e não contribuem para o regular equilíbrio.

Quanto mais caro, melhor?

Não. Preço caro não é garantia de conforto. É importante respeitar o tamanho e a forma adequada.

Criança pode usar sapato com salto?

Não. O uso de sapato de salto em crianças pode causar problemas como joanetes e neuroma de Morton, além de torções  causadas pela queda. Gente pelo amor, criança corre, pula, dança, e o salto não ajuda, muito pelo contrário, só atrapalha. Além disso salto é para gente grande, vamos deixar a criança ser criança.

Qual o melhor tipo de sapato para as crianças?

“O sapato ideal é o tênis, com uma pequena elevação na parte de trás e, tanto quanto possível, as crianças deveriam andar mais descalças.” Renata Martins, fisioterapeuta.

schuhe_21155242E então, mamães? Gostaram? Espero que sim…

Beijos e até a próxima

🙂

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Como (não) criar um filho mimado, mandão e problemático.

Cuidar e proteger nossos filhos… até isso tem limite. Como é difícil educar, saber até que ponto devemos ir e em que caminhos devemos pisar. Escrevo isso porque sempre tive um pé atrás para aquela famosa frase: “colocar o filho numa redoma de vidro”. E vejo, cada dia mais, que os pais que evitam ao máximo o sofrimento e a frustração de seus filhos acabam criando para si problemas ainda maiores.

A proteção talvez seja uma reação natural de uma mãe para o seu filho. Queremos que a vida deles corra sem grandes problemas. A todo momento antecipamos perigos e tentamos retirar as pedras do caminho, pois sempre é mais tranquilizador imaginar uma estrada livre, em que o risco de queda é menor.

Nesta tentativa de que tudo seja perfeito, ou quase, esquecemos que é preciso alguma frustração, de algum problema, de algum conflito. Porque é certo que aprendemos muito com eles. Hora, você já tentou colocar seu filho de três anos no sofá e dizer: “hoje conversaremos sobre brigas na escolinha”? Nem tente, vai entrar por um lado e sair por outro. É preciso o desconforto do conflito para se aprender e para crescer.

Um simples não (e o respeito por ele) já é um obstáculo a ser encarado por nossos filhos pequenos. Conheço muitos pais que possuem uma dificuldade enorme em dizer não a seus filhos. Depois, estes mesmos encontram uma dificuldade enorme na hora de enfrentar as consequências da sua própria permissividade.
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É pelo excesso de permissividade, ou pelo excesso do medo que possuímos de deixar nossos filhos enfrentarem os desafios sozinhos, que nos deparamos com crianças e adolescentes sem limites, birrentos, donos do mundo.

Analisando o perfil de pais permissivos, vejamos que são eles quem mais compram presentes aos seus filhos, e dizem que é recompensa. Recompensa de que? Não entendo. Geralmente, as crianças que ganham tudo o que querem, possuem grandes dificuldades de auto controle e de gerir uma frustração. Estes filhos vão crescendo e os pais comentam: “Como é possível que meu filho, que sempre teve tudo, me dá cada vez mais problemas?”.

A questão é o que oferecer a eles? E não estou falando de qual brinquedo é melhor, não estou falando de coisas materiais. No mundo fútil que vivemos, cada dia mais é preciso refletirmos sobre o que realmente é necessário.

Meu marido comentou comigo sobre um livro, não me lembro certamente o nome agora, mas é algo do tipo: “Gastando com felicidade”, que mostra que comprar coisas deixam as pessoas tristes sem que elas percebam. Relacionei isso com o texto porque educar nossos filhos tendo como base “compras”, “recompensas materiais”, “shopping”, e afins é um grande perigo. Que tipo de felicidade queremos ensinar a eles? Baseado em que estão os nossos valores?

As vezes o medo que muitos pais possuem de seus filhos não gostarem deles, os faz serem mais amigos do que pais dessas crianças. Esse medo os levam a dizer sim, onde caberia um sensato não.

Para estes pais digo que o mundo precisa de nós. O mundo precisa dos nossos limites. Pergunte para qualquer professora se isso não é verdade. O medo de impor limite aos filhos, com medo de os perder, leva a um aumento exponencial do risco de isto vir a acontecer.

Portanto se você não quer criar um filho mimado, mandão e problemático, dê boas vindas aos conflitos e aos desafios que seus filhos precisam enfrentar sozinhos, transforme-os em canais de aprendizagem. Saiba que dizer não, mesmo que doa um pouco, educa e engrandece. Na hora de educar, deixe claro (para si próprio) que você é a lei. E por último, mas não menos importante, lembre-se: se alguma parte da sua vida (inclusive ser mãe) está sufocando outras partes é sinal de que alguma coisa diferente precisa ser feita. E refletir é um bom começo.

Ótimo fim de semana, queridas mamães!
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As angústias de uma mãe na primeira viagem da filha com a escola. Reflexões de um coração apertado!

Os filhos crescem, eu sei. É normal, é natural, faz parte da vida, que assim seja para sempre, se Deus quiser. Mas em determinados momentos da vida, em certas ocasiões, o coração de uma mãe se aperta em ver o filho crescer, quase sempre com a sensação de que tudo está passando depressa demais.

Essa é uma daquelas noites difíceis de dormir. Amanhã cedinho minha filha vai viajar com a escola e voltará sábado, logo no dia seguinte. Ela só tem 5 anos e eu quase disse não para este evento. Mas a vontade dela era tanta, ela estava tão cheia de expectativas que não pude negar essa alegria a ela.

Aqui na Alemanha tenho a sensação de que os pais são mais tranquilos e cuidam de seus filhos para que eles sejam logo independentes. Isso é bom, mas ser assim ainda é uma dificuldade para mim. Levo e busco na escola meu filho mais velho, de 8 anos, enquanto crianças da mesma idade já vão para a escola há muito tempo sozinhas.

Aqui é bem comum ver crianças pequenas indo para escola ou voltando para casa de bicicleta, enquanto seus pais as seguem de carro. É uma espécie de treinamento para ver como a criança se comporta, se sabe o caminho e as regras de trânsito. Acho interessante, prático e educativo. Mas por um bom tempo, ainda vou levá-los comigo.

Essa diferença cultural tem muito haver com o pós guerra. Naquela época os alemães foram convidados e motivados a reconstruírem o país. Vi um documentário interessante esses dias que mostrou como a Alemanha se reergueu com a ajuda de seu povo. Muitas crianças ficavam em casa sozinhas enquanto seus pais estavam construindo o país. E isso impactou na cultura e mudou a dinâmica familiar dessa nação.

Como não nasci na Alemanha e ainda por cima tenho sangue di una vera mama italiana, encontro dificuldades em soltar os filhos no mundo. Mas estou progredindo, afinal minha filha vai se esbaldar de tanto brincar amanhã, em um parque com piscina e tudo, depois de viajar de ônibus para outra cidade só com a turminha do kindergarden!

E eu vou ficar em casa, com o coração apertado, como se um pedacinho de mim estivesse se desgrudando. E está. Quem disse que ser mãe é escolher ter o coração para sempre do lado de fora estava certo. Pode parecer um exagero, um drama desnecessário, um filme de amor dos mais chinfrins, mas vai cutucar os ovinhos de um ninho e conhecerás a fúria de uma mãe coruja.

Essa sou eu. Essa somos nós, mães de coração mole. Para vocês deixo esse mimimi todo e um poema lindo como recompensa por terem me ouvido. Os filhos crescem e isso é muito bom!

“Teus filhos não são teus filhos,
são filhos e filhas da vida.

Anelando por si própria,
vem através de ti, mas não de ti.

E embora estejam contigo, a ti não pertencem.

Podes dar-lhes amor mas não teus pensamentos, pois eles têm seus pensamentos próprios.

Podes abrigar seus corpos, mas não suas almas, pois suas almas residem na casa do amanhã, que não podes visitar se quer em sonhos.

Podes esforçar-te por te parecer com eles, mas não procureis fazei-los semelhante a ti, pois a vida não recua, não se retarda no ontem.

Tu és o arco do qual teus filhos, como flechas vivas, são disparados. Que a tua inclinação na mão do Arqueiro seja para alegria.”

do poeta Kalil Gibran.

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Seu filho não come direito? Veja como turbinar as refeições dele sem que ele perceba.

Oi gente!
Hoje vou deixar umas dicas para incrementar a comida do seu filho. Seja porque ele não come nada, quer apenas certos alimentos ou porque detesta verduras, esses conselhos vão deixá-lo com água na  boca e até mais saudável.
Aqui em casa meus filhos comem bem, mas não comem de tudo. Minha preocupação é grande porque eles almoçam na escola, mas como não se adaptam de jeito nenhum com a comida alemã, praticamente passam o dia sem algo “de sustância”!
Fico aflita, claro! Até porque um deles é mais magrinho e aí a gente já pensa que tá doente, sabe aquela coisa de “ser rechonchudo é saudável”? Então, é lenda, eu sei, mas às vezes esse mito da vovó assombra rsrs.
Essas dicas eu faço em casa, mas quem tiver mais ideias me ajuda vai, passa a receitinha nos comentários!! A gente agradece 🙂

Misturando papinha do bebê na comida!
É, parece uma ideia de louco, mas ajuda muito. Na papinha do bebê sempre tem muita vitamina vinda das hortaliças, dos legumes, raízes e carnes. Então pensei: “vou misturar isso na comida das crianças e eles não vão nem perceber.” Deu certo, mas duas colheres de sopa basta se não corremos o risco de sermos descobertas. Misturei no feijão 2 colheres de espinafre (1 maço) batido com batata (2 médias). Vejam só:Nem dá para perceber, né? Como o feijão preto tem um gostinho bem acentuado, o espinafre passa despercebido e eles recebem todas as propriedades deste rico alimento, tais como: vitaminas A, B, C, E e F, fibras, cálcio e ácido fólico. Além de tudo isso o espinafre é um maravilhoso antioxidante. Gostaram?

Suco de Maracujá com Couve.

Suco de maracujá é uma delícia, as crianças adoram e eu encontro aqui na Alemanha em algumas épocas 🙂 Então aproveito para comprá-los e até congelo a poupa para usar depois. O suco com couve é uma ótima opção de nutrição. Eu faço um suco com 2 maracujás (gosto mais fortinho, não tão aguado) e adiciono as folhas de couve aos poucos, pois controlo a cor para não deixar o suco muito verde. Eu adoço porque suco azedo ninguém merece! Mas não exagero no açúcar porque suco melado aí já é demais. Também podem usar mel, mas neste suco acho que não combina. Experimentem! O maracujá tem vitaminas A, C e algumas do complexo B. Além disso, apresenta boa quantidade de sais minerais. Já a couve (no caso couve-manteiga) é rica em fibras, fonte de ferro, cálcio, vitamina C e antioxidantes.

Arroz integral com arroz branco.

Na hora de fazer arroz, misturo grãos integrais com o arroz branco e refogo normalmente. Minha medida é exatamente 50% de cada tipo. Também comecei a usar macarrão integral aqui em casa, já faz uns 3 meses e ninguém nota a diferença!

Suco de Laranja com cenoura e limão.

Na verdade deveria chamar suco de cenoura com laranja e limão. Bata no Liquidificador 3 cenouras grandes com 300ml de água gelada. Prepare uma jarra de suco de laranja sem água e adicione 1 limão inteiro exprimido. Depois misture o suco de cenoura com o suco de laranja e limão e adoce /na maioria das vezes não adoço esse suco, experimente antes e veja a necessidade, quanto menos açúcar melhor. Mas tem que ser gostoso!

Carne moída com cenoura e tomate.

Eu vivo inventando na carne moída, porque eles adoram e comem um pratão.  Ah! Aqui na Alemanha compro carne moída com apenas 5% de gordura (normalmente tem 30%), acho mais gostosa (e mais saudável). Só uma curiosidade daqui: os alemães comem carne moída suína e é muito comum encontrar no mercado o que eles chamam de “gemischtes Hackfleisch” que nada mais é do que 50% carne de porco e 50% carne de vaca tudo moído e misturado. Segue a receitinha para 500 gr. de carne: refogar no azeite uma cebola picadinha e um dente de alho grande. Colocar a carne moída e refogar, acrescentando 2 cenouras raladas, 2 tomates picados sem pele e sem semente. Adiciono sal, pimenta do reino, 1 colher (sopa) e 1/2 de mostarda, 1 vidro pequeno de azeitona verde sem caroço. Refogo mais. Por último coloco cebolinha e salsinha bem picadinha.

Espaguete de Abobrinha.

Essa receita é uma delícia! Eu peguei no blog “Panelaterapia” vale a pena!! Deem uma olhadinha na receita. As crianças comeram, disseram que é um macarrão mole rsrss, mas gostaram!! O molho pode ser à bolonhesa. O que acham?

Carne de panela com tudo o que tem direito.

Acho minha carne de panela uma delícia, modesta parte 😉 As crianças comem super bem e eu aproveito a oportunidade para acrescentar vegetais que dão uma super consistência para o molho da carne. Refogue meio quilo de carne no azeite com uma cebola média picada e um dente de alho grande. Acrescente 1 cenoura e 1 abobrinha cortadas em rodelas finas, 2 tomates picados sem pele e sem semente, 1 linguiça calabresa cortada em rodelas, 1 vidro pequeno de azeitonas (pretas ou verdes) sem caroço e 1 colher de mostarda. Sal e pimenta do reino a gosto. Deixo cozinhar por 30 minutos. Depois abro a panela, retiro a carne e misturo bem o molho (a cenoura e a abobrinha derretem e nem mostram “as caras”!) e acrescento cebolinha e salsinha bem picadinha. Deixo apurar e misturo com a carne! Sirvo com arroz e batatinha palha.

Arroz feito com caldo de cenoura e beterraba.

Bato no liquidificador 1 cenoura e 1/2 beterraba cozida com 500 ml de água e coo. Pronto! Essa é água que utilizaremos para o cozimento deste arroz. Fica saboroso e colorido. Para acompanhar filézinhos de frango grelhados ou assados no forno e vagem com alho (ah, vagem tem direto aqui em casa porque eles comem sem eu precisar pedir 1000 vezes) 🙂

Disfarçar os alimentos não é o ideal, eu sei :/

Sei, mamães, que o ideal não é ficar disfarçando os alimentos, afinal até quando isso irá durar? Mas acho que cheguei num ponto que prefiro vê-los nutridos. E essa foi a forma que encontrei de alimentá-los com variáveis ingredientes, porque senão eles iriam apenas jantar arroz e feijão – que é o que eles gostam – uma vez que na escola eles praticamente não almoçam  (e eu não posso mandar comida).Mas uma coisa eu faço sempre, ofereço aquilo que está escondido na sua forma natural. Aos pouquinhos – bem aos pouquinhos – eles estão comendo, e o tomate, a alface, a cenoura crua, a vagem e o brócolis não precisam mais de “suas fantasias de agentes secretos” para nutrirem meus filhos.

Beijos e bom feriado 💋

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100 coisas que mudaram na minha vida depois dos filhos.

01. Agora sei que a felicidade mora dentro das pequenas coisas.

02. Sair de cabelo molhado é sinônimo de que pelo menos deu para tomar um banhozinho.

03. A sala já não é mais a mesma.

04. Dou muito mais valor a minha mãe e ao meu pai.

05. Unhas feitas não são mais prioridades.

06. Um piquenique no parque significa muito mais do que um jantar num restaurante chique.

07. É possível que ao sentar no sofá eu escute um barulho de pato vindo de algum brinquedo esquecido embaixo da almofada.

08. Ganhei peso.

09. Qualquer rabisco num papel desenhado por eles é uma obra de arte.

10. Vejo uma sucata e já imagino um brinquedo.

11. Sair para jantar com o marido, 60% do assunto é sobre os filhos.

12. Vou ao cinema para assistir Lego ou Barbie.

13. Repito algumas frases da minha mãe.

14. Fazer acampamento na sala nunca foi tão divertido, mesmo que no dia seguinte eu fique toda dolorida.

15. Levo bem menos da metade do tempo para me arrumar.

16. Agora tenho dois tipos de sabão para roupas na minha lavanderia.

17. Não posso dar mais carona para ninguém por causa das 3 cadeirinhas no carro.

18. Na minha bolsa agora tem Band Aid.

19. A alimentação ficou mais saudável.

20. Saio para dar uma renovada no meu guarda roupa e volto com uma sacola cheia de conjuntos infantis.

21. Música agora é “Pecorruchos na Fazenda”. Tá, às vezes rola uma galinha pintadinha.

22. Tenho medo de morrer e não educar eles do meu jeito, com meus valores e princípios.

23. Aprendi a dizer não.

24. Quando penso em férias a primeira coisa que digito no google é: Hotéis para ir com crianças.

25. A pilha de roupas para lavar triplicou.

26. E para passar também.

27. Tomo banho com um bebê dentro do banheiro e ainda tenho que ficar o tempo todo fazendo palhaçada para o chororô não começar.

28. Como feijão para dar bom exemplo. Mas quiabo ainda não.

29. Agora eu ouço: “Mãe, limpa eu”. Não que isso seja legal.

30. Na minha penteadeira tem um perfume da Moranguinho e um do Batmam.

31. Acordo a noite para ver se meus pequenos estão respirando.

32. A insônia sumiu.

33. Nunca fui tão grata a Deus.

34. Compro mais livros para as crianças do que para mim.

35. Durmo tarde e acordo cedo, afinal não tem outro jeito.

36. Tem desenhos das crianças pendurados pela casa toda.

37. Não posso simplesmente cuidar só de mim.

38. Não usei perfume enquanto amamentei.

39. Comecei a comer sopa! Isso é um milagre, perguntem para minha mãe.

40. Tenho muito medo de perder alguém.

41. Fiquei mais forte e encaro com coragem o que vier pela frente.

42. Dirijo até a escola, futebol, capoeira, dança e música e nenhuma dessas atividades são para mim.

43. Chego com três crianças na academia (santa brinquedoteca!)

44. Cuido mais da minha saúde.

45. Na hora de dormir, demora menos de 1 segundo para eu entrar em estado de sono profundo.

46. Quando o dia está ensolarado (o que não é muito comum aqui na Alemanha) fico animada e penso: “Hoje as roupas vão secar que é uma beleza!”

47. Engulo mais sapos.

48. Vou ao céu com um: “você é a melhor mamãe do mundo!”

49. Aqueles presentinhos do dia das mães na escola me levavam ao choro. (Não que eu não chore mais, é que aqui na Alemanha não se comemora dia das Mães e dia dos Pais nas escolas).

50. Purê com Salsicha e molho tomate entrou para o cardápio da semana.

51. Mudei o trabalho para Home Office.

52. Enchi minha casa de regras e às vezes me pego cometendo alguma infração.

53. Tenho uma gaveta só de pratos, copos, potes e talheres de plásticos. Tudo colorido, claro.

54. Meu medo de altura triplicou e se eles chegam a 100 metros de algo que tenha mais de 1/2 metro de altura, quase tenho um infarto.

55. No meu porta mala tem sempre uma bola, dois patinetes e um carrinho de bebê.

56. Por mais que o sono tornou-se pesado, acordo com qualquer mosquinha no quarto das crianças.

57. Agora sei e sinto que intuição de mãe é verdadeira.

58. Sempre repito para mim mesma com orgulho: Mãe é mãe!

59. Meu escritório se resumiu a uma escrivaninha num cantinho da sala para dar lugar ao quarto de brincar.

60. Compro mais jogos de tabuleiro e me divirto muito jogando com a família.

61. Nunca mais viajei sem crianças.

62. Passei a beber bem menos coca cola.

63. Vivo contando as histórias de quando eu era criança para meus filhos, e isso tem me trazido boas recordações.

64. Gravamos um Cd de MP3 para o carro e entre Laura Pausini, Dream Theather e Michael Bublé tem a trilha sonora do Bolt, o Super Cão.

65. Certeza que 75% dos filmes aqui de casa são de crianças, mas eu amo quase todos.

66. Choro muito e até evito assistir Toy Store 3 só de imaginar quando chegar a minha vez de esvaziar o quarto do meu filho quando ele for para faculdade ou casar.

67. Fico com saudade das crianças quando elas estão dormindo.

68. Quando estou sozinha – o que é muitíssimo raro – fico até perdida e esqueço que posso fazer as unhas ou ler um livro.

69. Tenho mais paciência, mas quando a perco, me arrependo.

70. Não sou mais consumista.

71. O lixo reciclável aqui em casa aumentou.

72. Leio muito mais rótulos dos produtos alimentares.

73. Levo um álcool gel e um lencinho umedecido sempre comigo.

74. Experimento antes tudo o que as crianças vão comer, até as papinhas industrializadas.

75. Pintar virou um Hobby.

76. Cozinho com um bebê grudado no meu pé.

77. Consigo conversar no telefone mesmo com alguém querendo colo e duas crianças te chamando ao mesmo tempo.

78. Agora tenho um calendário pendurado na cozinha com os horários da semana, antes nem agenda eu tinha.

79. Não fico mais horas no telefone com as amigas.

80. Agora meus pais são avôs, mesmo que óbvio e natural, não deixa de ser especial.

81. Sou mais unida ao meu marido e vemos nossa família como um time.

82. As paredes possuem marcas de mãos e algumas letras rabiscadas.

83. Aprendi que rotina faz bem para crianças.

84. Acho que criança tem que brincar mas já pode assumir pequenas responsabilidades em casa.

85. Nunca tive um cabelo tao cumprido, pois com a correria esqueço de marcar cabeleireiro para mim!

86. Não julgo tanto as atitudes de outras mães.

87. Passei a revelar as fotos digitais e montar álbuns.

88. Agora tenho dois blogs.

89. Comprei outra sapateira.

90. No banco de trás do carro tem brinquedos pendurados.

91. Ver meu filho sair da escola e abrir o maior sorrisão ao me ver não tem preço.

92. Demoro muito mais para escolher presentes para crianças.

93. Descobri que não existe fragrância melhor do que o cheirinho de filho.

94. O Pequeno Príncipe com suas frases geniais se tornou leitura anual obrigatória para mim, pois me faz ver um pouquinho do mundo pelo olhar de uma criança.

95. Ganhei mais uma profissão: cabeleireira exclusiva da franjinha da minha filha.

96. Os produtos de limpeza subiram 3 prateleiras e agora para pegá-los até eu preciso de um banquinho. Mas prefiro assim.

97. Ser responsável por mais três crianças no mundo me deixa entusiasmada.

98. A televisão fica desligada no fim de semana, a menos quando optamos por um “cineminha com pipoca” em casa.

99. Retomei meu Hobby de colecionar e colar figurinhas.

100. Ficar em casa todo mundo junto se tornou uma das melhores coisas da vida. Aproveito muito isso porque sei que um dia eles crescerão. Beijo, abraço, aperto, cheiro, brinco, escuto, converso … sempre serei mãe, mas nem sempre eles serão crianças.

Minha vida mudou, e para melhor! E a de vocês? Grande beijo