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Stockbrot!! O pão no espeto que faz o maior sucesso entre a criançada.

knackundbackStockbrot é mais uma das deliciosas e interessantes tradições aqui na Alemanha. A primeira vez que vi este pão sendo feito confesso que fiquei assustada. Também não é por menos. Imagem só uma festa na escolinha do seu filho, aí você chega lá e tem uma fogueira enorme e a criançada fica correndo em volta com galhos de árvores na mão. Depois eles correm até a professora e está enrola uma massa no galho da árvore e entrega outro espeto com uma salsicha enfiada. Então seu filho corre até a fogueira para assar o pão e salsicha e comer sozinho, sem te perguntar muita coisa. Caso eles estivessem na faculdade, então tudo bem, até poderia ser normal, rsrsrs, mas no maternal!? Ah… é muita emoção para o coração de uma mãe!!!

Com o tempo vi que as crianças aqui na Alemanha são mais livres e me acostumei. Hoje acho o máximo educar à moda alemã e tento ponderar as duas culturas, e aproveitar o que melhor as duas possuem a oferecer. Mas enfim, vamos ao pão?

Osterfeuer é uma festa tradicional na Alemanha que acontece na noite de sábado do fim de semana da Páscoa. Bairros se reúnem para socializar e comer algumas salsichas junto do pão assado no espeto, o famoso StockBrot. stockbrot_4

Esta tradição se expandiu a outras festividades, como por exemplo, em festinhas de escola. A ideia é saborear o pão em um momento de confraternização e socialização. Sempre acontece em épocas frias, ou seja, quase o ano inteiro é possível encontrar alguém fazendo este pão na brasa, que também é conhecido por aqui como pão francês, pão regional ou bolo de vara. Já na Suíça tem o nome de pão cobra!

Caso você venha para a Alemanha, dificilmente encontra-rá este pão à venda em alguma festinha. A tradição é de que seja algo entre amigos, colegas, vizinhos. Mas você não vai ficar com vontade porque eu vou passar a receitinha já e vocês podem preparar no próximo churrasco, por exemplo.

Receita do Pão na Brasa ou Stokbrot


Tempo de preparo: 10 minutos + tempo de repouso (+- 3 horas)                                                 

Calorias: 249 (por 100 gramas)

Custo: $

Nível de Dificuldade: Fácil

INGREDIENTES.                                                                                                                                              * 1 kg de farinha
* 2 quadradinhos de fermento biológico
* 500 ml de água morna
* 1 colher (de chá) de sal

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MODO DE FAZER.
1. Adicione o fermento com a água morna em uma tigela e dissolva-o.
2. Coloque o sal e a farinha. (você pode incrementar a receita com cubinhos de bacon ou presunto, ervas finas, cebolinha, … aproveite porque a hora de acrescentar é agora!)
3. Amasse e por dez minutos. A massa fica boa, não pegajosa.
4. Deixe descansar por 3 horas.
5. Enquanto isso pegue gravetos compridos de uma árvore (não venenosa por favor, heim?!) e enrole papel alumínio a partir da ponta até mais ou menos uns 30 com em cada uma das varetas.
6. Quando der a hora de pegar a massa, separe em bolas (pouco maior que um ovo de galinha).
7. Abra, formando uma salsicha, cada uma das bolinhas.
8. Enrole no espeto, sob o papel alumínio e pressione bem.
9. Depois é só colocar para assar na churrasqueira ou na brasa de uma fogueira! (passar uma manteiguinha de alho sob o pão antes de assar o Stockbrot dá um toque especial!)

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É uma delicia, as crianças AMAM e dá para bater um bom PAPO com essa turminha enquanto se espera para COMER este pão quentinho! Bom apetite 🙂

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Ovos coloridos para a Páscoa – uma tradição Alemã!

A Alemanha é cheia de tradições, e cada estação do ano nos revela a criatividade desse povo acolhedor e simpático. A primavera aqui está chegando, essa é a época mais bonita para visitar e passear por aqui. Junto com a chegada da primavera, acontece a quaresma. E como não poderia ser diferente, os alemães enfeitam suas casas para esperar a Páscoa!

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Algumas tradições aqui da Alemanha para a época da Páscoa.

A Páscoa com certeza é a maior e mais importante festividade cristã na Alemanha, que mantém vivas várias tradições tais como colorir ovos, procurá-los no jardim, assar bolos especiais e acender velas e fogueiras.

Os ovos

Na minha primeira páscoa na Alemanha, demorou para “cair a ficha” até entender que os ovos de chocolates aqui dão lugares aos ovos cozidos coloridos! Uma troca não muito gostosa (pelo menos para mim, nunca gostei de ovo cozido!) mas cheia de cultura, religiosidade e tradição.

Isso porquê enfeitar e colorir ovos de galinha acontece desde o século XII, quando a igreja católica iniciou o costume de abençoar os ovos, que simbolizam a ressurreição de Cristo e o início de uma nova vida. A pintura e a decoração diferenciavam os ovos benzidos dos outros.

Até hoje esse costume é vivo aqui na Alemanha, e podemos ver os ovinhos coloridos nas escolas, no kindergarden, nas casas, lojas, igrejas, enfim em todo lugar!

Os ovos no jardim

Alguns dias antes da páscoa, podemos ver nos jardins das casas, os ovinhos coloridos espalhados e escondidos atrás de vasos, arbustos e da própria decoração pascal. Na manhã do domingo de páscoa, as crianças participam de uma brincadeira: caça aos ovos escondidos no jardim!

Como fazer ovos de galinha para decorar?

A preparação dos ovos envolve toda a família. Existem duas formas:

  • Ovos ocos: Primeiro é necessário esvaziar os ovos e para isso fura-se a base e a ponta do ovo ainda cru. Quanto menor o furo melhor. Deixe escorrer bem. Depois, lave-os cuidadosamente e deixe secar por um dia. Esses ovos são bons para serem usados na decoração de guirlandas, vasos, pendurados em galhos secos e janelas.
  • Ovos Cheios: Primeiro é necessário levá-los ao cozimento e depois de frio, pintá-los com bastões de tinta, anilina dissolúvel, papel crepom ou até canetas com tinta comestível. Esses ovos podem enfeitar a mesa no dia de Páscoa e são eles que as crianças procuram no jardim. Também, as pessoas costumam trocar os ovos cozidos pintados à mão, presenteando familiares e amigos.

Coelho da Páscoa

Assim como no Brasil, o coelho é fortemente relacionado à Páscoa. Essa associação remete a uma crença alemã – e de outros povos antigos – de que o ovo é o símbolo da fertilidade e da nova vida em crescimento.

Cidade do Coelho da Páscoa

Papai Noel mora no Polo Norte e o coelhinho, claro, só poderia morar aqui na Alemanha! Ostereistedt é uma cidade que vive o ano inteiro esse espírito da Páscoa, também não poderia ser diferente, seu nome significa “Cidade do Ovo de Páscoa”.

Lá existe um parque, onde crianças podem passear e brincar com o Hanni Hase, o coelhinho da Páscoa. Inúmeras atividades como fazer a caça aos ovos (esses sim de chocolate) escondidos no bosque, passear de pônei, e muitos mais, transformam esse lugar especial para as crianças!

Fogueira e Velas

As celebrações de “Ostern” (Páscoa, em alemão) não se limitam às tradições cristãs, mas incorporam elementos da mitologia germânica. Segundo o mito, a festa contempla a chegada da primavera e representa a vitória do sol sobre o frio do inverno. Em algumas regiões, é comum acender fogueiras (Osterfeuer). O fogo tanto é o símbolo do sol, como da chama da fé, estando ainda ligado à purificação. Desde antigamente, a “limpeza de Páscoa”, na Alemanha, começa no pátio da igreja, onde os fiéis juntam restos de madeira, galhos e as ramas secas que sobram do Domingo de Ramos. Faziam uma grande fogueira, a ser acesa na noite de sábado para domingo. Nessa fogueira, acende-se a Osterkerze, a vela da Páscoa, que é levada para a igreja, que está às escuras, em procissão. Na ocasião, os fiéis cantam três vezes a canção Lumen Christi, a luz de Cristo.

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Culinária

A culinária alemã de Páscoa inclui a Osterzopf, uma decorativa rosca, na qual, depois de assada, podem ser colocados os ovos cozidos; o Osterlamm (cordeiro da Páscoa) não se trata de cordeiro assado – tradição judaica – e sim de uma massa assada em formas especiais, no formato de cordeiro; a Möhrencremesuppe, uma sopa com o legume preferido do coelhinho, a cenoura; e, por último, o Osterbraten, o assado de Páscoa, servido no domingo, que pode ser qualquer tipo de carne, não necessariamente cordeiro.

No Brasil, na Alemanha, e em qualquer lugar do mundo, a Páscoa é uma festa religiosa, onde se celebra a vida do Cristo ressuscitado. Por isso, para as mamães que acreditam, fica a dica de focar mais no real significado da Páscoa com a criançada, deixando o lado comercial de fora desta importante celebração.

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Crianças bilíngues. A experiência de dois brasileirinhos na Alemanha.

Olá Mamães, Fotor0127100242

Quando nos mudamos para a Alemanha, a nossa maior preocupação era com relação ao aprendizado do segundo idioma pelas crianças. Afinal, eles eram tão pequenininhos e eu ficava imaginando como seriam os primeiros dias na escolinha.

Quantas e quantas vezes eu me perguntei: Como é que eles vão aprender alemão? Como vão se comunicar na escolinha? E para ir ao banheiro, ou comer, meus Deus, como farão?

Essas angústias foram dando lugar a vivência e muita leitura sobre a educação bilíngue, que nunca me deixou dúvidas quanto aos seus benefícios, mas sim, em qual momento começar?

Meus filhos foram acolhidos por professoras maravilhosas e isso facilitou muito o processo de adaptação. Em duas semanas as crianças já sentiam prazer em ir à escola. Em dois meses, podiam comunicar-se eficientemente com o vocabulário até então aprendido e hoje, dois anos e meio depois, vivem uma rotina escolar e social parecida a de uma criança alemã, com as facilidades e dificuldades de cada fase e etapa da vida.

Eu fiquei realmente admirada com a capacidade que as crianças possuem de adaptar-se a uma nova língua e cultura. Mesmo assim, a todo momento eu me perguntava o que é que as crianças precisavam para que tivessem um bom desenvolvimento linguístico?

E hoje escrevo aqui para vocês, mamães, alguns aspectos que aprendi e vivi ao longo desses dois anos e meio como mãe de crianças em processo de aprendizagem bilíngue.

As crianças podem aprender bem diversas línguas

As crianças pequenas podem aprender duas ou três línguas desde que sejam bem apoiadas. Desde que faça sentido a utilização da segunda língua na sua vida, não somente na escola. Quando crescem nesse ambiente, conseguem desde cedo estimular as sinapses cerebrais. Segundo Flory, “O bilinguismo não aumenta a inteligência, mas exerce uma influência sobre a habilidade cognitiva”.

Que língua falar com seus filhos?

Fui muitas vezes aconselhada a falar alemão com meus filhos: “fale alemão com seus filhos porque assim será mais fácil para eles na escola”. Esse conselho é errado. O que aprendi na pedagogia alemã é que devemos falar com nossos filhos na língua em que falamos mais espontaneamente e melhor, sendo esta, na maior parte das vezes, a língua materna. Dessa forma, uma rica base linguística será formada dando a base para o aprendizado de outras línguas.

O cotidiano da família é importante para o desenvolvimento da língua. É na FAMÍLIA que as crianças APRENDEM a sua primeira LÍNGUA.

Mas o que de concreto a família pode fazer para ajudar o desenvolvimento linguístico de seus filhos? Separei algumas dicas que valem para o aprendizado da língua materna e, também, para uma segunda língua.

1. Sentir prazer em falar.

Com crianças pequenas não podemos ensinar a gramática e ortografia. Elas aprendem ouvindo e falando. As conversas diárias são muito importantes para elas, que aprendem melhor quando se sentem bem e sem medo de fazer erros. Algumas vezes elas fantasiam palavras, brincam com a língua, o que é bom para o desenvolvimento da linguagem. Não é favorável ao desenvolvimento da língua que se faça muitas correções quando a criança comete erros. As crianças que são muitas vezes corrigidas, perdem o prazer de falar e contar coisas.

2. Verem livros em conjunto.

Quando os pais leem junto com seus filhos – de preferência todos os dias – o vocabulário é enriquecido, contribuindo para a sua escolarização e socialização. Mas é importante que se tenha prazer em ler e ouvir a história. E quando os adultos interrompem a história para fazer inúmeras perguntas, as crianças podem perder o interesse. É interessante lerem livros em outras línguas, e depois conversarem sobre ele na língua materna. Dessa forma, as crianças podem “sentir” a língua.

3. A televisão não é suficiente.

Quando veem televisão, as crianças pequenas concentram-se mais nas imagens do que na fala. Elas aprendem melhor quando escutam uma historinha, seja por meio de um CD ou contadas pelos pais.

4. Viver com dois idiomas – as crianças precisam de um “modelo”.

Os pais são um modelo importante, e quando estão aprendendo também um novo idioma – como no meu caso em que tive que aprender o alemão – as crianças notam o esforço de seus pais no aprendizado de outra língua. Também, notam a nossa forma de falar a língua materna, o que contribui na importância de se aprender as duas, e não substituir uma por outra.

5.Músicas.

Mesmo sem entender as letras das músicas e o significado das palavras, a mera audição desenvolverá nas diversas regiões cerebrais das crianças pequenas, os canais neurais apropriados à aquisição posterior da língua. As crianças que tenham se familiarizado com os sons de duas línguas, será capaz de fixar o segundo idioma em redes neurais tão estáveis, que continuará dominando-a ainda que tenha deixado de utilizá-la por anos.

6. A língua é um tesouro.

Falar duas línguas e mais tarde poder dominá-las bem é um tesouro que seu filho possui, no sentido que isso pode ajudar-lhe na sua vida e na sua profissão.

E esse tesouro ninguém pode lhe tirar!

Mamães, que delícia é ver o desenvolvimento de nossos filhos, não é?

Beijinhos e até quarta!

(trecho da nossa primeira festinha no kindergarden das crianças, com apenas 2 meses de interação escolar)

Fontes:

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Quem somos nós?

Este blog é escrito por mim, Carolina. E de certa forma, pelos meus filhos, que diariamente me enriquecem com experiências maravilhosas dando vida a inúmeros posts.

Neste blog relato as minhas experiências de mãe. De Super Mammy.

Ser Super é buscar fazer o seu melhor em tudo o que se propõe a fazer, nas coisas grandes e também nas pequenas. É aproveitar os dias de sol para brincar no parquinho, os dias de chuva para pintar um quadro, as manhãs de outono para ver como é bela a natureza, os dias de frio para usar aquele suéter quentinho que a vovó fez. Ser super é errar também, mas aprender com as quedas. Nada é mais valioso do que o aprendizado. Ser super é aproveitar todas as situações, todas as estações e ser feliz.

Ser Mammy … Ah! Ser Mammy é a melhor coisa que tem. Melhor que pipoca, brigadeiro, algodão doce. É a extensão da vida, da alma e do coração. Ser Mammy engrandece, nos eleva, nos faz ver o mundo sob novas janelas. É rir a toa, proteger como uma leoa, amar incondicionalmente, chorar de alegria, de emoção, de medo. Ser Mammy é ter a certeza de que a sua melhor obra, o seu melhor espetáculo, a sua mais bela pintura está concretizada em formato de anjinhos. Anjinhos lindos, teimosos, birrentos, meigos, chorões, alegres, dodóis, cheios de energia, divertidos, educados, felizes.

Não é fácil ser Mammy. Não é fácil ser Super. Portanto, vamos compartilhar experiências e conversar sobre filhos? Temos muito a aprender para ensinar!

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Sou Mãe de quatro crianças (Giovanni, Melina, Lucca e Thomas), esposa, filha, irmã, prima, sobrinha, neta e amiga. Dona de Casa ou Hausfrau, como dizem aqui na Alemanha. Pedagoga formada pela Unicamp. Técnica em turismo. Pesquisadora independe de bullying. Amante da Educação e Pedagogia. Adora arrumar as malas e conhecer lugares novos. Autora do livro: “Brincadeiras” que fazem chorar, introdução ao fenômeno bullying – e de outros ainda não publicados. Escritora de poesias desde pequenina. Blogueira desde 2009 no bullynobullying.blogspot.com e desde 2013 no http://www.asupermammy.com