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E quando meu filho for adolescente?

book-15584_1920Pois é, começaram algumas respostinhas mais azedas aqui em casa, então pensei: “Xiii, imagina na adolescência!”. Meu filho mais velho só tem nove anos, mas a preocupação com esta fase da vida já bate na minha porta: me sairei bem no papel de mãe de adolescente?

Para o psiquiatra Manfred Spitzer, “a puberdade é quando os pais são estranhos”. Eu já fui adolescente um dia, mas em breve passarei mais uma vez por esta fase, só que agora no papel de adulto responsável.  Aposto que isso deve ser no mínimo desafiador.

Mas como encarar a adolescência de um filho? Quando paro para imaginar, vejo-me como uma mãe legal, amiga e companheira, capaz de entender meus filhos e fazê-los se sentirem a vontade para rir ou chorar. Mas a verdade é que falar é fácil e em meio as briguinhas, chatices e surpresas vividas neste período, muito provável que eu me torne uma mãe chata, mandona e inflexível.  Afinal, se hoje já tenho grandes desafios na hora de educar, imagine quando eles forem adolescentes?

Mas será que todo adolescente é mesmo um “aborrecente”?

Não. Acreditem, nem todas as mães sentirão o gostinho amargo de ser mãe de um “aborrecente”. Mas engana-se quem pensa que apenas uma boa educação é capaz de reter o comportamento rebelde de um jovem. O ser humano é um caixinha de surpresa, e na adolescência essa caixinha se enche de transformações sociais e físicas.  Embora a relação construída entre pais e filhos até a adolescência seja importante e significativa, não podemos esquecer que existe um processo químico nesse período ativo e responsável pelas grandes mudanças, podendo  ocasionar  conflitos em qualquer que seja o nível de relação entre eles.

Mas que mudanças são essas?

O cérebro humano está em constante desenvolvimento até os 20 anos de idade. Na adolescência ocorrem alterações marcantes em suas estruturas. Regiões inteiras do cérebro são renovadas e essas mudanças  acontecem de  forma intermitente e não uniformemente. Nos anos  que acompanham a puberdade, ocorre uma reestruturação significativa, principalmente nas áreas cerebrais que abrangem as emoções, o auto controle, o julgamento apropriado das situações vividas e o próprio comportamento.

Além dessa alteração química cerebral, ocorrem também  alterações hormonais no período da adolescência. Bom, e sobre as alterações hormonais nem preciso dizer nada, nós mulheres conhecemos bem e sabemos o quanto influencia o nosso humor, relacionamento e até mesmo a visão do mundo.

Então não é apenas rebeldia?bmx-493138_1920

Não. Podemos dizer que o cérebro ainda em desenvolvimento de um adolescente está mais predisposto a riscos, a acoes mais sentimentais do que racionais,  a escolhas precipitadas, à impulsividade, ao entusiasmo por novidades e a dificuldade de se concentrar em metas a longo prazo. A adolescência é um período de busca pela identidade física, social e pessoal.

Saber disso me trouxe um alívio. Quando meu filho começar a resmungar, contestar ou me irritar, precisarei apenas mentalizar e dizer para mim mesma: “Calma! são apenas as sinapses neurais de um adolescente!!” rsrrs. Mas se no calor do momento eu me esquecer totalmente disso, devo recorrer as estratégias para uma boa convivência com adolescentes. Quais são elas?
* Como o adolescente vive praticamente o agora, dizer a ele que é preciso estudar para se ter um bom emprego, por exemplo, é quase perda de tempo. Nesta fase devemos ser práticas: “Olha meu bem, se não estudar para a prova de amanhã, cancela o cinema do fim de semana”.  Os adolescentes precisam de recompensas rápidas, nada de sermões sobre o futuro.
* Outra ação positiva para lidar com seu filho adolescente é sempre conscientizá-lo que toda ação tem uma consequência imediata e que portanto ele deve minimamente refletir sobre o que se está fazendo agora: “se não arrumar sua cama, cuidará da louça do jantar esta semana toda.”
* Trazer os amigos para a casa é uma forma de conhecê-los melhor e estar mais próximos deles, mesmo que eles se enfiem no quarto e só saiam para pegar comida na geladeira. Ser legal com os amigos do nosso filho adolescente ajuda na aproximação e melhora esta relação.                                                                                                                * Na adolescência é necessário fazermos acordos. A conduta de ouvir nossos filhos e formar combinados é importante para a política de “ação e consequência”. As regras e limites devem ser claros, objetivos e combinados em conjunto, se possível escritos e colocados no mural da casa. “Dever de casa semanal completo até sexta a tarde ou video game desligado no fim de semana”.

A adolescência é a fase da vida em que o parecer do outros – especialmente dos colegas – é cada vez mais influente. Mais influente até que a opinião de seus pais. A chave que nos revela a boa convivência entre pais e filhos na adolescência é lembrar sempre de três coisas:

1- Os adolescentes não estão diferentes, rudes e totalmente complicados neste período porque são malvados ou destemidos, mas porque o seu cérebro é ainda um enorme canteiro de obras a ser trabalhado após um longo período de reforma.

2- Os adolescentes não são adultos. Nem seu cérebro.

3- Os pais não são meros amigos. É preciso agir com responsabilidade e com a maturidade que nossas conexões neurais já estruturadas nos permitem.

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E se você tem um adolescente em casa, conte para nós sua experiência!

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Crianças tristes.

Está nas manchetes dos jornais, revistas e blogs: estamos a formar uma geração de crianças infelizes! Quando escuto essa frase sinto um arrepio e uma angústia no peito ao ver uma quantidade enorme de pais e mães compartilhando lindos textos sobre a “infância infeliz”, mas refletindo tão pouco sobre o seu papel nisso tudo. A infância construída hoje nos revela valores enraizados em coisas e não em pessoas. Talvez essas crianças terão dificuldades no futuro? Acredito que sim; no mínimo, trarão muitos problemas para ele.
O que me espanta é ver a grande quantidade de pais surpresos e brevemente assustados com as notícias da tal geração triste: “Ora, por que tanta tristeza, afinal essas crianças têm tudo?”. E eu me pergunto: tudo o que? Talvez seja essa a chave que abre as portas para uma infância sadia: saber qual o Valor dado às coisas, às pessoas e aos momentos.
Crianças só querem saber de Shopping! Para muitos pequenos, passear é sinônimo de ir ao shopping tomar um lanchinho no MC. Quem as levam? Sim, seus pais.
Crianças não largam o tablete por nada, vivem hipnotizadas! Quem compra os tabletes, quem permite o seu uso ilimitadamente? Sim, seus pais.
Crianças que só usam tênis se for da nike! Que sentem vergonha de sair sem uma camiseta de grife! Ora, quem é que acrescentou tanto valor para as coisas de marca? Sim, seus pais.
Crianças cada dia mais adultas! Quem é que leva menina de 6 anos para fazer unha toda semana no salão? Sim, seus pais.
Crianças que chegam na sua casa e perguntam a senha do WiFi!  Quem é que comprou o celular para essas crianças e/ou permitiu seu uso em todos os lugares?  Sim, seus pais.
Ora, mães e pais, para que o espanto? Por que se chocar com a notícia de que as crianças estão cada dia mais tristes? Vejo que essas crianças se tornaram adultos pequenos. Voltamos na história! E precisamos urgentemente repensar a infância de hoje. Nós somos MÃES E PAIS e devemos agir como tal. Com responsabilidade, inteligência e comprometimento.
Mas antes de repensar  essa infância quase perdida, talvez seja importante começar a repensar si próprio, a refletir sobre o que é importante para você, qual é o peso do consumismo em sua vida, quem são seus ídolos, o que você valoriza. Pais, vocês são exemplos, são espelhos e segundo as manchetes, andam radiando tristeza para as crianças.
Vamos, salvem seus filhos, é mais simples e mais barato do que imagina!

Shopping? Não, por favor. A felicidade das crianças está escondida nas praças e nos quintais.

Celulares, Tabletes? Não, obrigada. Crianças precisam de abraços, de contato humano, de conversa jogada fora.

Grifes e Marcas? Não, não preciso. O Valor está nas pessoas, nos animais, na natureza, na pipoca no potinho, no jogo de tabuleiro, na VIDA que passa e não volta mais.

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O que nossos filhos precisam mesmo?

Bom dia,

Semana passada estava deitada fazendo repouso. Repouso pode ser bom, tirar aquela sonequinha a tarde quase impossível é bom também. Mas parece que quando precisamos descansar por ordem médica, nosso corpo e nossa mente começam a ter faniquitos!

Nada de dormir, de relaxar … só pensamentos assim: “Meu Deus tenho que fazer isso, tenho que fazer aquilo” ou “O bebê chegará e ainda nem tenho o berço!” (pior que é verdade!) e por que não “ai que vontade de limpara a casa, arrumar os armários”… Vontades que só veem quando estamos assim, em repouso.

Mas enfim, em uma dessas crises de pensamentos agitados e nada de sono, comecei a pensar em tudo o que meus filhos tem e fazem, e se isso realmente era importante para o crescimento deles. Foi aí que pensei em uma lista, gravei tudo no celular e montei mais tarde a tabelinha aí abaixo para eu refletir sempre que possível.

Coloquei na fanpage e as mamães gostaram. Então resolvi deixar aqui no blog para vocês também 🙂

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Gostaram?

No fim é verdade… a criança é simples, para que complicarmos?

Ótima semana para todas vocês ;*

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5 truques para ensinarmos nossos filhos a lidarem com grandes emoções.

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Não importa quando e nem onde, nossos filhos encontrarão conflitos, desafios e fortes emoções que mexerão com seus sentimentos e suas reações. Muitas vezes não saberão como agir, por isso nossa ajuda é necessária. Os conflitos são bem vindos, a menos que você queira “criar um filho mimado, mandão e problemático”.

Caso não seja essa a sua vontadade, as cinco dicas acima ajudarão as crianças – de todas as idades – a aprender a gerir grandes emoções de forma socialmente aceitáveis (isso significa sem morder ou arrancar os cabelos dos coleguinhas). Lembre-se também, queridas mamães, que exemplos valem mais que mil palavras e portanto nada de sair que nem louca gritando por aí quando um probleminha aparecer!

Beijos e até a próxima!

Ah! Faltam 18 dias para meu bebê nascer … meu quarto pituquinho! 🙂

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Os 3 maiores erros na hora de educar nossos filhos.

Bom dia, queridas leitoras.

Hoje acordei pensativa e me lembrei de uma grande lição. Há alguns anos atrás, no curso de pedagogia na faculdade de educação da Unicamp, ouvi uma professora dizer aquilo que seria para mim a principal linha na hora de educar os meus filhos.

Não sou uma mãe que segue à risca uma metodologia de como educar os filhos, ou que escolhe uma teoria e que nunca sai da rotina por nada nessa vida. Não acredito que exista um segredo ou um método mágico que nos ajude a dar um jeito na sapequice dos nossos filhos. Muito menos uma dica, ou uma frase em um livro que seja capaz de resolver todos os nossos problemas na busca por uma educação tranquila, justa e próspera.

Na verdade eu sempre encarei a educação de filhos como algo tranquilo e sem mistérios: o que a criança vê, ela faz; o que a criança escuta, ela absorve e compreende; a criança vai até onde permitimos.

Para esclarecer sobre a questão das diversas metodologias existentes: são super importantes e seus estudos sobre o comportamento infantil nos revelam surpreendentes descobertas e saberes que permeiam a busca por práticas que respeitem o desenvolvimento da criança e a valorização da infância.

Quando eu disse que não sigo à risca uma metodologia, quis dizer que acredito que cada família possui sua dinâmica, sua rotina e seus horários. Qual é o melhor método? Não sei, será que existe? O ser humano é único e o que eu levo para minha família pode ser diferente do que minha vizinha segue, e nem por isso uma está certa e a outra errada.

No meu caso adoro ler e aprender sobre Montessori e Waldorf (antroposofia) e sei que cada um desses métodos traz ideias de atividades inteligentes e interessantes para meus filhos, além de conversas produtivas sobre o desenvolvimento infantil e a infância com meu marido.

Cada criança é de um jeito, estou indo para o meu quarto filho e vejo diariamente como cada ser é único e possui sua própria individualidade, personalidade e temperamento desde pequeninos. Percebo que as atividades tocam meus filhos de forma diferente, e o que é “demais!” para um nem sempre desperta tanto interesse em outro.

Mas para mim, independente de seguir um método ou não, a “chave para o sucesso” na hora de educar nossos filhos – aquele que aprendi a visualizar com minha professora – está em não cometer estes 3 erros na hora de educar:

1. Não é não.

A criança está descobrindo o funcionamento do mundo e precisa aprender e entender aquilo que para nós é, muitas vezes, tão óbvio. Sempre expliquei o porquê das coisas e o motivos para um NãO! Mesmo que de forma simples, como: “não, isso é perigoso”; “Não, isso pode machucar sua irmã”; “Não, agora é a hora errada por que já vamos almoçar”; ou “Não, este brinquedo é muito caro, mas que tal fazermos um cofrinho até o natal?”, é importante que a criança tenha um feedback. Este hábito ajuda nossos filhos a crescerem mais compreensivos com as pessoas, regras e situações.

2. Pensar IGUAL ao adulto

Crianças e adultos possuem esquemas de raciocínio diferentes. Na maioria das vezes as crianças nos surpreendem e mostram como são inteligentes, espertas e sabem solucionar problemas de forma tão criativa. Precisamos ouvi-las, dar espaço para que expressem suas opiniões e formas de agir, mesmo que depois a gente pense e diga: “achei legal, mas talvez assim seja menos perigoso”, por exemplo.

Também precisamos entender que as crianças possuem interesses, lógica e tempo de concentração diferentes dos nossos. Viver dando sermões é tão fracassado quanto colocar as crianças numa sala de aula, e por 2 horas seguidas não permitir que conversem ou se levantem.

Nossos exemplos, nossas conversas, interações e brincadeiras causam muito mais efeitos positivos para o desenvolvimento e educação da criança do que muito blá, blá, blá. E isso as tornam mais pensativas, críticas e independentes.

3. Sentir DIFERENTE do adulto.

A gente acha (erroneamente) que eles pensam como adultos e muitas vezes exigimos isso dos nossos filhos. Mas para os sentimentos como medo, vergonha ou tristeza despertados nas crianças por vários motivos, não damos importância. Como se os diversos sentimentos atingissem de forma diferente adultos e crianças. Está aí mais um equívoco importante na hora de educar que devemos deixar de fazê-los para o bem deles.

O Medo, por exemplo, é uma sensação que segue ligada a um sinal de alerta, diante de algo que se acredita ser uma ameaça. Falando quimicamente, a sensação do medo ocorre “…em consequência da liberação de hormônios como a adrenalina, que causam imediata aceleração dos batimentos cardíacos. É uma resposta do organismo a uma estimulação aversiva, física ou mental, cuja função é preparar o sujeito para uma possível luta ou fuga. Antes de sentir medo, a pessoa experimenta a ansiedade, que é uma antecipação do estado de alerta. Entre outras reações fisiológicas em relação ao medo, podemos citar o ressecamento dos lábios, o empalidecimento da pele, as contrações musculares involuntárias como tremedeiras, entre outros.” Juliana Spinelli Ferrari, Colaboradora Brasil Escola. Não existe medo de criança e medo de adulto, existe apenas medo. Quando dizemos para uma criança que aparece na porta do quarto a noite dizendo que está com medo: “Isso é besteira, vai dormir”, colaboramos para que se sinta insegura. A criança pensa diferente de um adulto e precisa se sentir protegida. Sentindo-se protegida em casa, aumenta as chances da criança se sentir segura na hora de encarar desafios fora do ninho.

Outro sentimento importante que devemos prestar atenção é a vergonha. A criança talvez tenha vergonha de fazer xixi de porta aberta num banheiro público, de ficar pelada na praia na frente de todos para trocar de roupa, de levar uma bronca enorme quando os colegas estão por perto, de ver os seus pais discutindo diante a outras pessoas. Por que não perguntar: “filho, vamos trocar a sunga por uma cuequinha aqui na praia, para não ir molhado para o carro. A gente faz uma cabaninha com a toalha, topa?”. Por que não se importar com esse sentimento nos nossos filhos? Sim, eles sentem como nós e ninguém gosta de passar vergonha. Mostrar importância ao sentimento da criança ajuda na construção do respeito entre pais e filhos.
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Quando eu disse que não cometer esses três erros eram a “chave para o sucesso” na hora de educar nossos filhos, não encarem isso como uma fórmula fácil que trará resultados imediatos. Educar filhos é um exercício diário e inerente às nossas práticas, não uma atividade a ser feita nos tempos livres ou somente quando estamos inspiradas.

Talvez o segredo para darmos uma educação boa aos nossos filhos seja focarmos mais em nós e refletirmos sobre nossa própria vida. Como são os meus hábitos diários? Como encaro os problemas? Como converso com as pessoas na rua? Como respeito as leis no trânsito? Como dou importância ao professor do meu filho? Como reajo às regras de convivência no prédio ou no clube? Como converso quando estou cansada? Como valorizo meus pais ou marido? Como lido com meus sentimentos? Como planejo a semana? Como me organizo em casa?

Muitas vezes quando paro para pensar em algo que não está dando certo com meus filhos, vejo que eu poderia ter feito mais ou pelos menos diferente em um determinado momento. Assim como em uma canção a melodia engrandece a letra, somos nós, mães e pais, que damos o ritmo à vida de nossos filhos.

Beijos, queridas mamães e até a próxima!

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10 razões para que seu filho menor de 13 anos não tenha facebook.

Sábado a tarde meu filho de 8 anos me questionou sobre o fato de um colega (da mesma idade) ter Facebook. Então eu disse a ele que Facebook era proibido para menores de 13 anos e ele arregalou os olhos. Tivemos uma conversa super legal e vi o quanto ele sabe das redes sociais, tipos de celulares e aplicativos da moda, sem ao menos ter um celular ou acesso a esse tipo de rede.

A questão é que a vida ensina mais do que a gente imagina. E nem tudo o que nossos filhos aprendem com ela faz bem ou é livre de perigo. Nosso papel? Estar por perto sempre.

“Ah mãe, deixa vai, todo mundo tem!”, essa é uma frase perigosa. Não queremos nosso filho fora do mundo. Bem, pelo menos eu não quero que meus filhos vivam desconectados da realidade. Não idealizo uma micro sociedade caseira onde somente o que minha família pensa, faz, crê, usa e assiste, por exemplo, seja considerado o ideal ou o melhor a seguir.

Mas acredito que possamos viver os nossos valores, viver aquilo que a gente pensa, faz, crê, usa ou assiste de modo a respeitar e conviver com aqueles que caminham com outros ideais. E fazer isso sem acreditar que exista o certo ou o errado. Apenas que possui um modo de vida que faz bem e cabe certinho em você, sem precisar aceitar tudo que a sociedade ou mídia tenta nos impor.

Por outro lado, existe um papel que nós somos obrigados a cumprir: o de garantir a segurança e integridade física e moral dos nossos filhos até os 18 anos, independente do que pensamos e acreditamos. E é justamente esse papel que muitos pais acabam deixando de se preocupar, abrindo portas para o perigo. O facebook é uma ferramenta como muitas destas que escondem perigos, ás vezes inimagináveis.

10 razões para que seu filho menor de 13 anos não tenha facebook:

Número 1: É regra.

Na declaração de direitos e Responsabilidades do Facebook, presente no Termo de Serviço que deve ser lido na hora de abrir uma conta nesta rede social, no artigo 4, item 5, lê-se a seguinte frase: “Você não usará o Facebook se for menor de 13 anos.”

E ainda, se utilizado por jovens de 13 a 17 anos, estes devem se submeter a certas restrições impostas pelo próprio Facebook, afim de tornar a navegação dos adolescentes mais segura.

È claro que é fácil burlar essa regra e ninguém da empresa irá na sua casa verificar as informações fornecidas por você ou pelo seu filho. Mas acredito que são nessas pequenas atitudes, de burlar isso, mentir naquela coisinha boba ali ou alterar um dado simples para levar vantagem em alguma situação é que se formam pessoas com freios morais corrompíveis. E esse é um bom exemplo para escolher o certo, para mostrar ao seu filho a importância de se cumprir regras sociais.

Número 2: Os perigos reais de um mundo virtual.

As crianças de 8, 9 ou 10 anos, por exemplo, ainda não têm a mesma capacidade de compreensão da realidade como um adulto, elas enxergam a vida sob um outro ponto de vista, um ponto de vista menos perigoso ou com mais fantasias. Dessa forma ficam expostas à informações caluniosas, à pessoas com más intenções e a conteúdos inapropriados para a sua idade.

Vou contar um caso que aconteceu com uma pessoa próxima. O filho de uma amiga, com 15 anos conheceu uma menina pelo Facebook. A menina era “perfeita” aos olhos dele: linda, rica, boa de papo, inteligente e tudo mais. Do Facebook pularam para o Skype, mas a câmera dela nunca funcionava, apenas a do filho da minha amiga. No início se falavam toda a semana, depois todo dia e essa minha amiga começou a se preocupar. Filho, você não acha estranho a câmera dela nunca funcionar? – indagava ela ao filho, e ele cego e apaixonado até brigava com a mãe. Marcavam encontros e a menina não aparecia. E a história foi ficando mais séria. Essa minha amiga trabalhava e o menino ficava a tarde sozinho e passava horas no Skype. Até que um dia o encontro saiu. Mas ao invés de uma menina linda de 15 anos, apareceu um homem de 55. Bom, o caso tomou um rumo policial, nem preciso contar.

Número 3: Eu sei onde você está.

Não é difícil saber onde um colega que você não vê há anos está nesse exato minuto. Claro que você ou eu temos amigos antigos no Face, e acho essa uma das maravilhas desta rede social! Mas mesmo não tendo mais contato nenhum com seu antigo amigo da escola, você sabe o que ele faz, onde trabalha, com quem namora, onde a namorada dele trabalha, quem são as primas dela, o que fizeram no fim de semana, o que comeram ontem, e onde tomaram aquele: “Cafezinho Mara – com Garibaldo em Vila Sésamo Restaurante.”

Claro que nossa intenção em dar uma olhadinha e matar a curiosidade sobre o que anda fazendo tal pessoa é normal e sem intenção maldosa alguma. Mas existem aqueles que possuem uma conta falsa no Facebook (ou em outras redes) que possuem a única e exclusiva intenção de fazer vítimas para as suas maldades obscuras. E quanto mais ingênua ou infantil for uma pessoa, maiores as chances de cair em algum golpe.

Quando isso acontece, a pessoa mal intencionada tem grandes informações sobre sua vítima, que pode ser uma criança, por exemplo. E encontrá-la não será difícil, afinal é possível saber informações como escola, clube que frequenta, ou o shopping que está neste momento:  “Pipoquinha com as amigas assistindo Bob Esponja – O filme em Cinemax Iguatemi Campinas.”

Número 4: Imagens de Sexo, Morte ou Violência.

E quem é que não tem um amigo no Facebook que vive colocando video de criança sendo espancada, cachorro sendo arrastado por moto, fotos de pessoas mortas em acidentes, ou aqueles vídeos com cenas de sexo de alguém que “pegou” vírus no Face?

Pois bem, eu não gosto de ver imagens assim, me fazem mal e fico dias pensando no que vi. Acredito que existem outras formas de informar e prevenir danos à pessoas e animais que sejam menos apelativos. Mas tem quem gosta e compartilha.

Claro que sei lidar com meus sentimentos e com essas imagens, sou adulta. Mas será que uma criança está preparada para ver um conteúdo ou uma imagem forte, inapropriada para a sua idade? Será que essa criança conseguirá lidar com seus sentimentos e medos gerados pelas cenas vistas? Esse tipo de conteúdo pode chocar uma criança e revelar uma maldade que sim, existe, mas que ela ainda não precisa conhecer. Tudo tem seu tempo.

Número 5:  Cyberbullying.

Quando alguém me pergunta desde quando o bullying existe, eu sempre brinco que ele se originou junto com escola, embora saibamos que o bullying pode acontecer também nos clubes, condomínios e até mesmo no trabalho. Ou seja, é uma situação muito antiga.

O que acontece é que ultimante o bullying tem tomado proporções maiores, e se antes ele acontecia dentro dos muros da escola, hoje ele ultrapassa esta barreira e invade a vida do seu alvo por completo. Isso porquê o alvo de bullying poderia sair da escola – onde sofria com as agressões – e ir para sua casa e lá encontrava tranquilidade, paz e momentos para refletir sobre as situações vividas.

Hoje, o alvo sai da escola e as agressões não acabam. Recebe mensagens maldosas, ameaças por celular, encontra na Internet páginas, sites, comunidades que o humilha, que o faz chorar. O vilão da história? Cyberbullying. Com ele o ciclo de sofrimento do alvo não tem limite.

Nossos filhos podem se envolver com o cyberbullying mesmo sem querer, mesmo não sendo alvos de bullying. Quantas vezes vemos fotos de pessoas consideradas feias e fica todo mundo tirando sarro e compartilhando o post sem pensar que aquela imagem é de alguém. Uma pessoa que existe, que possui sentimentos e que tem o direito de não ser humilhada e de não passar por situações vexatórias reais ou virtuais.

Nós temos o dever de conversar com nossos filhos sobre o lado bom e o ruim da internet, afim de ajudá-los a refletirem sobre o respeito ao próximo. Devemos orientá-los sempre para o cuidado com o que é publicado, curtido, compartilhado e comentado. O Facebook mantém campanhas que orientam os usuários a não praticarem o cyberbulling e possui canais para denúncias.

Vocês podem ter mais dicas de como lidar com o bullying e com o cyberbullying através do meu blog: bullynobullying.blogspot.com

Número 6: Os golpes.

O número de golpes, links e plugins maliciosos no Facebook também são grandes. Existe um canal para denúncias, mas até lá a pessoa já caiu no conto da carochinha. Normalmente esses golpes vêm acompanhados de imagens atrativas ou campanhas que prometem viagens, smartphones e uma infinidade de outros prêmios bacanas.

Toda essa oferta chama atenção de vários usuários, indo das nossas mães e avós que resolveram modernizar e criaram uma conta no Face – adoro essas iniciativas –  mas que acreditam em tudo o que tem na net (desculpa, mãe, mas é verdade 🙂 ) até pessoas imaturas que não deveriam ter uma conta aberta, como no caso das crianças menores de 13 anos. E para cair no golpe basta clicar em um desses links atrativos para sem querer divulgar seus dados pessoais ou adquiri algum vírus no dispositivo de acesso a webcan, por exemplo.

Número 7: Ostentação.

Ostentar virou moda, aliás tenho a impressão que tudo o que é fútil, falso e sem valor vira moda. Tô errada ou velha coroca demais? Podem me falar, heim?!

No Facebook encontramos sempre pessoas que adoram mostrar os exageros que possuem, a “vida boa” que levam, o último modelo de celular comprado, o restaurante caro que foi, a viagem bacana para o exterior, o tênis da moda de 1000 reais que acabou de comprar, etc… Eu também coloco foto de viagens, ou das crianças brincando no quintal, mas tem gente que gosta de ostentar e isso é diferente de compartilhar com seus amigos momentos que lhe trouxeram alegria!

Geralmente (quase sempre) momentos especias estão mais ligados a pessoas do que à coisas, e é esse sentido que quero oferecer aos meus filhos. Por que deixar nossos filhos expostos a esse mundo virtual onde as pessoas postam fotos para se aparecer, onde o consumismo é desenfreado? Vale a pena refletir.

cyberNúmero 8: Tempo perdido.

O tempo voa na internet quando estamos nas redes sociais. Simplesmente passa, parece que mais rápido do que o normal. E esse tempo perdido, porque de fato e na maioria das vezes são informações fúteis que servem apenas para nos divertirmos ou para distrair e espairecer um pouco, não é mais recuperado.

A vida de verdade é muito melhor! Uma criança precisa ter coisas mais divertidas e interessantes para fazer do que ficar no Facebook. Mesmo que seja nas grandes cidades, ou fechadas em seus condomínios, para a criança o saudável é brincar.

Não permita que sua criança fique horas no computador, celular ou tablet, mesmo que não seja em uma rede social. É preciso criar limites para o espaço que a Internet ocupa na vida dela, para que a saúde física e mental das crianças não seja afetada.

Número 9: Um zum zum zum em silêncio.

Um outro exemplo das maravilhas da Internet e das redes sociais é que elas nos aproximam das pessoas que estão longe. Adoro isso porque vivo fisicamente do outro lado do oceano de todos os meus amigos, colegas e família. Visito a turma quase sempre lá no Face. Vejo o chá de bebê da prima, o casamento da amiga, mostro os netinhos para os avós. Claro que viver de verdade tudo isso seria muito melhor, mas dizer que essas ferramentas virtuais não ajudam a aproximar pessoas seria uma mentira.

O lado ruim disso tudo é que pode viciar. E esse vício tomou proporções assustadoras, a ponto de ver famílias no restaurante ou uma roda de amigos, cada um com seu olhar fixado no celular, conversando com o mundo, mas trocando meia palavra ali pessoalmente. No máximo “vamos tirar uma foto para colocar no Face, Instagran”… Exagero? Hoje não sei mais. Conversa boa é quando a gente nem lembra de tirar uma foto ou quando nem dá tempo, porque a criançada não parou de correr. Não podemos perder isso e deixar as pequenas maravilhas passarem despercebidas.

Número 10: Sedentarismo.

Nossas crianças precisam de ação, de movimento, de agito e correria. Para os momentos tranquilos, livros, atividades manuais ou um filminho, por exemplo. Nós adultos sabemos o tempo que essas redes sociais tomam de nós. É difícil controlar … fácil é perder horas sentadas ali em frente ao computador ou celular e depois perceber que o tempo passou e nada aconteceu.

Quantos amigos conheço “que deram um tempo no Face” porque estavam muito viciados!? Muitos. É normal, o adulto tem essa responsabilidade e controle, por isso “dão um tempo”, sabem seus limites. As crianças não possuem isso, precisamos dar limites a elas.

Menores de treze anos não estão na fase de ficarem ali presos nesse mundo virtual, elas terão isso no futuro. Mas o presente, o ser criança, o pular corda, dançar, praticar esportes, quebrar o vaso da tia, rabiscar papel, mesa, chão, tudo isso… precisa acontecer. É tempo de brincar, é tempo de sonhar, é tempo de viver a infância que passa tão depressa!

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Beijos e boa noite, queridas mamães!

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Como (não) criar um filho mimado, mandão e problemático.

Cuidar e proteger nossos filhos… até isso tem limite. Como é difícil educar, saber até que ponto devemos ir e em que caminhos devemos pisar. Escrevo isso porque sempre tive um pé atrás para aquela famosa frase: “colocar o filho numa redoma de vidro”. E vejo, cada dia mais, que os pais que evitam ao máximo o sofrimento e a frustração de seus filhos acabam criando para si problemas ainda maiores.

A proteção talvez seja uma reação natural de uma mãe para o seu filho. Queremos que a vida deles corra sem grandes problemas. A todo momento antecipamos perigos e tentamos retirar as pedras do caminho, pois sempre é mais tranquilizador imaginar uma estrada livre, em que o risco de queda é menor.

Nesta tentativa de que tudo seja perfeito, ou quase, esquecemos que é preciso alguma frustração, de algum problema, de algum conflito. Porque é certo que aprendemos muito com eles. Hora, você já tentou colocar seu filho de três anos no sofá e dizer: “hoje conversaremos sobre brigas na escolinha”? Nem tente, vai entrar por um lado e sair por outro. É preciso o desconforto do conflito para se aprender e para crescer.

Um simples não (e o respeito por ele) já é um obstáculo a ser encarado por nossos filhos pequenos. Conheço muitos pais que possuem uma dificuldade enorme em dizer não a seus filhos. Depois, estes mesmos encontram uma dificuldade enorme na hora de enfrentar as consequências da sua própria permissividade.
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É pelo excesso de permissividade, ou pelo excesso do medo que possuímos de deixar nossos filhos enfrentarem os desafios sozinhos, que nos deparamos com crianças e adolescentes sem limites, birrentos, donos do mundo.

Analisando o perfil de pais permissivos, vejamos que são eles quem mais compram presentes aos seus filhos, e dizem que é recompensa. Recompensa de que? Não entendo. Geralmente, as crianças que ganham tudo o que querem, possuem grandes dificuldades de auto controle e de gerir uma frustração. Estes filhos vão crescendo e os pais comentam: “Como é possível que meu filho, que sempre teve tudo, me dá cada vez mais problemas?”.

A questão é o que oferecer a eles? E não estou falando de qual brinquedo é melhor, não estou falando de coisas materiais. No mundo fútil que vivemos, cada dia mais é preciso refletirmos sobre o que realmente é necessário.

Meu marido comentou comigo sobre um livro, não me lembro certamente o nome agora, mas é algo do tipo: “Gastando com felicidade”, que mostra que comprar coisas deixam as pessoas tristes sem que elas percebam. Relacionei isso com o texto porque educar nossos filhos tendo como base “compras”, “recompensas materiais”, “shopping”, e afins é um grande perigo. Que tipo de felicidade queremos ensinar a eles? Baseado em que estão os nossos valores?

As vezes o medo que muitos pais possuem de seus filhos não gostarem deles, os faz serem mais amigos do que pais dessas crianças. Esse medo os levam a dizer sim, onde caberia um sensato não.

Para estes pais digo que o mundo precisa de nós. O mundo precisa dos nossos limites. Pergunte para qualquer professora se isso não é verdade. O medo de impor limite aos filhos, com medo de os perder, leva a um aumento exponencial do risco de isto vir a acontecer.

Portanto se você não quer criar um filho mimado, mandão e problemático, dê boas vindas aos conflitos e aos desafios que seus filhos precisam enfrentar sozinhos, transforme-os em canais de aprendizagem. Saiba que dizer não, mesmo que doa um pouco, educa e engrandece. Na hora de educar, deixe claro (para si próprio) que você é a lei. E por último, mas não menos importante, lembre-se: se alguma parte da sua vida (inclusive ser mãe) está sufocando outras partes é sinal de que alguma coisa diferente precisa ser feita. E refletir é um bom começo.

Ótimo fim de semana, queridas mamães!
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