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Crianças tristes.

Está nas manchetes dos jornais, revistas e blogs: estamos a formar uma geração de crianças infelizes! Quando escuto essa frase sinto um arrepio e uma angústia no peito ao ver uma quantidade enorme de pais e mães compartilhando lindos textos sobre a “infância infeliz”, mas refletindo tão pouco sobre o seu papel nisso tudo. A infância construída hoje nos revela valores enraizados em coisas e não em pessoas. Talvez essas crianças terão dificuldades no futuro? Acredito que sim; no mínimo, trarão muitos problemas para ele.
O que me espanta é ver a grande quantidade de pais surpresos e brevemente assustados com as notícias da tal geração triste: “Ora, por que tanta tristeza, afinal essas crianças têm tudo?”. E eu me pergunto: tudo o que? Talvez seja essa a chave que abre as portas para uma infância sadia: saber qual o Valor dado às coisas, às pessoas e aos momentos.
Crianças só querem saber de Shopping! Para muitos pequenos, passear é sinônimo de ir ao shopping tomar um lanchinho no MC. Quem as levam? Sim, seus pais.
Crianças não largam o tablete por nada, vivem hipnotizadas! Quem compra os tabletes, quem permite o seu uso ilimitadamente? Sim, seus pais.
Crianças que só usam tênis se for da nike! Que sentem vergonha de sair sem uma camiseta de grife! Ora, quem é que acrescentou tanto valor para as coisas de marca? Sim, seus pais.
Crianças cada dia mais adultas! Quem é que leva menina de 6 anos para fazer unha toda semana no salão? Sim, seus pais.
Crianças que chegam na sua casa e perguntam a senha do WiFi!  Quem é que comprou o celular para essas crianças e/ou permitiu seu uso em todos os lugares?  Sim, seus pais.
Ora, mães e pais, para que o espanto? Por que se chocar com a notícia de que as crianças estão cada dia mais tristes? Vejo que essas crianças se tornaram adultos pequenos. Voltamos na história! E precisamos urgentemente repensar a infância de hoje. Nós somos MÃES E PAIS e devemos agir como tal. Com responsabilidade, inteligência e comprometimento.
Mas antes de repensar  essa infância quase perdida, talvez seja importante começar a repensar si próprio, a refletir sobre o que é importante para você, qual é o peso do consumismo em sua vida, quem são seus ídolos, o que você valoriza. Pais, vocês são exemplos, são espelhos e segundo as manchetes, andam radiando tristeza para as crianças.
Vamos, salvem seus filhos, é mais simples e mais barato do que imagina!

Shopping? Não, por favor. A felicidade das crianças está escondida nas praças e nos quintais.

Celulares, Tabletes? Não, obrigada. Crianças precisam de abraços, de contato humano, de conversa jogada fora.

Grifes e Marcas? Não, não preciso. O Valor está nas pessoas, nos animais, na natureza, na pipoca no potinho, no jogo de tabuleiro, na VIDA que passa e não volta mais.

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O que nossos filhos precisam mesmo?

Bom dia,

Semana passada estava deitada fazendo repouso. Repouso pode ser bom, tirar aquela sonequinha a tarde quase impossível é bom também. Mas parece que quando precisamos descansar por ordem médica, nosso corpo e nossa mente começam a ter faniquitos!

Nada de dormir, de relaxar … só pensamentos assim: “Meu Deus tenho que fazer isso, tenho que fazer aquilo” ou “O bebê chegará e ainda nem tenho o berço!” (pior que é verdade!) e por que não “ai que vontade de limpara a casa, arrumar os armários”… Vontades que só veem quando estamos assim, em repouso.

Mas enfim, em uma dessas crises de pensamentos agitados e nada de sono, comecei a pensar em tudo o que meus filhos tem e fazem, e se isso realmente era importante para o crescimento deles. Foi aí que pensei em uma lista, gravei tudo no celular e montei mais tarde a tabelinha aí abaixo para eu refletir sempre que possível.

Coloquei na fanpage e as mamães gostaram. Então resolvi deixar aqui no blog para vocês também 🙂

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Gostaram?

No fim é verdade… a criança é simples, para que complicarmos?

Ótima semana para todas vocês ;*

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Os 3 maiores erros na hora de educar nossos filhos.

Bom dia, queridas leitoras.

Hoje acordei pensativa e me lembrei de uma grande lição. Há alguns anos atrás, no curso de pedagogia na faculdade de educação da Unicamp, ouvi uma professora dizer aquilo que seria para mim a principal linha na hora de educar os meus filhos.

Não sou uma mãe que segue à risca uma metodologia de como educar os filhos, ou que escolhe uma teoria e que nunca sai da rotina por nada nessa vida. Não acredito que exista um segredo ou um método mágico que nos ajude a dar um jeito na sapequice dos nossos filhos. Muito menos uma dica, ou uma frase em um livro que seja capaz de resolver todos os nossos problemas na busca por uma educação tranquila, justa e próspera.

Na verdade eu sempre encarei a educação de filhos como algo tranquilo e sem mistérios: o que a criança vê, ela faz; o que a criança escuta, ela absorve e compreende; a criança vai até onde permitimos.

Para esclarecer sobre a questão das diversas metodologias existentes: são super importantes e seus estudos sobre o comportamento infantil nos revelam surpreendentes descobertas e saberes que permeiam a busca por práticas que respeitem o desenvolvimento da criança e a valorização da infância.

Quando eu disse que não sigo à risca uma metodologia, quis dizer que acredito que cada família possui sua dinâmica, sua rotina e seus horários. Qual é o melhor método? Não sei, será que existe? O ser humano é único e o que eu levo para minha família pode ser diferente do que minha vizinha segue, e nem por isso uma está certa e a outra errada.

No meu caso adoro ler e aprender sobre Montessori e Waldorf (antroposofia) e sei que cada um desses métodos traz ideias de atividades inteligentes e interessantes para meus filhos, além de conversas produtivas sobre o desenvolvimento infantil e a infância com meu marido.

Cada criança é de um jeito, estou indo para o meu quarto filho e vejo diariamente como cada ser é único e possui sua própria individualidade, personalidade e temperamento desde pequeninos. Percebo que as atividades tocam meus filhos de forma diferente, e o que é “demais!” para um nem sempre desperta tanto interesse em outro.

Mas para mim, independente de seguir um método ou não, a “chave para o sucesso” na hora de educar nossos filhos – aquele que aprendi a visualizar com minha professora – está em não cometer estes 3 erros na hora de educar:

1. Não é não.

A criança está descobrindo o funcionamento do mundo e precisa aprender e entender aquilo que para nós é, muitas vezes, tão óbvio. Sempre expliquei o porquê das coisas e o motivos para um NãO! Mesmo que de forma simples, como: “não, isso é perigoso”; “Não, isso pode machucar sua irmã”; “Não, agora é a hora errada por que já vamos almoçar”; ou “Não, este brinquedo é muito caro, mas que tal fazermos um cofrinho até o natal?”, é importante que a criança tenha um feedback. Este hábito ajuda nossos filhos a crescerem mais compreensivos com as pessoas, regras e situações.

2. Pensar IGUAL ao adulto

Crianças e adultos possuem esquemas de raciocínio diferentes. Na maioria das vezes as crianças nos surpreendem e mostram como são inteligentes, espertas e sabem solucionar problemas de forma tão criativa. Precisamos ouvi-las, dar espaço para que expressem suas opiniões e formas de agir, mesmo que depois a gente pense e diga: “achei legal, mas talvez assim seja menos perigoso”, por exemplo.

Também precisamos entender que as crianças possuem interesses, lógica e tempo de concentração diferentes dos nossos. Viver dando sermões é tão fracassado quanto colocar as crianças numa sala de aula, e por 2 horas seguidas não permitir que conversem ou se levantem.

Nossos exemplos, nossas conversas, interações e brincadeiras causam muito mais efeitos positivos para o desenvolvimento e educação da criança do que muito blá, blá, blá. E isso as tornam mais pensativas, críticas e independentes.

3. Sentir DIFERENTE do adulto.

A gente acha (erroneamente) que eles pensam como adultos e muitas vezes exigimos isso dos nossos filhos. Mas para os sentimentos como medo, vergonha ou tristeza despertados nas crianças por vários motivos, não damos importância. Como se os diversos sentimentos atingissem de forma diferente adultos e crianças. Está aí mais um equívoco importante na hora de educar que devemos deixar de fazê-los para o bem deles.

O Medo, por exemplo, é uma sensação que segue ligada a um sinal de alerta, diante de algo que se acredita ser uma ameaça. Falando quimicamente, a sensação do medo ocorre “…em consequência da liberação de hormônios como a adrenalina, que causam imediata aceleração dos batimentos cardíacos. É uma resposta do organismo a uma estimulação aversiva, física ou mental, cuja função é preparar o sujeito para uma possível luta ou fuga. Antes de sentir medo, a pessoa experimenta a ansiedade, que é uma antecipação do estado de alerta. Entre outras reações fisiológicas em relação ao medo, podemos citar o ressecamento dos lábios, o empalidecimento da pele, as contrações musculares involuntárias como tremedeiras, entre outros.” Juliana Spinelli Ferrari, Colaboradora Brasil Escola. Não existe medo de criança e medo de adulto, existe apenas medo. Quando dizemos para uma criança que aparece na porta do quarto a noite dizendo que está com medo: “Isso é besteira, vai dormir”, colaboramos para que se sinta insegura. A criança pensa diferente de um adulto e precisa se sentir protegida. Sentindo-se protegida em casa, aumenta as chances da criança se sentir segura na hora de encarar desafios fora do ninho.

Outro sentimento importante que devemos prestar atenção é a vergonha. A criança talvez tenha vergonha de fazer xixi de porta aberta num banheiro público, de ficar pelada na praia na frente de todos para trocar de roupa, de levar uma bronca enorme quando os colegas estão por perto, de ver os seus pais discutindo diante a outras pessoas. Por que não perguntar: “filho, vamos trocar a sunga por uma cuequinha aqui na praia, para não ir molhado para o carro. A gente faz uma cabaninha com a toalha, topa?”. Por que não se importar com esse sentimento nos nossos filhos? Sim, eles sentem como nós e ninguém gosta de passar vergonha. Mostrar importância ao sentimento da criança ajuda na construção do respeito entre pais e filhos.
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Quando eu disse que não cometer esses três erros eram a “chave para o sucesso” na hora de educar nossos filhos, não encarem isso como uma fórmula fácil que trará resultados imediatos. Educar filhos é um exercício diário e inerente às nossas práticas, não uma atividade a ser feita nos tempos livres ou somente quando estamos inspiradas.

Talvez o segredo para darmos uma educação boa aos nossos filhos seja focarmos mais em nós e refletirmos sobre nossa própria vida. Como são os meus hábitos diários? Como encaro os problemas? Como converso com as pessoas na rua? Como respeito as leis no trânsito? Como dou importância ao professor do meu filho? Como reajo às regras de convivência no prédio ou no clube? Como converso quando estou cansada? Como valorizo meus pais ou marido? Como lido com meus sentimentos? Como planejo a semana? Como me organizo em casa?

Muitas vezes quando paro para pensar em algo que não está dando certo com meus filhos, vejo que eu poderia ter feito mais ou pelos menos diferente em um determinado momento. Assim como em uma canção a melodia engrandece a letra, somos nós, mães e pais, que damos o ritmo à vida de nossos filhos.

Beijos, queridas mamães e até a próxima!

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O BULLYING na Educação Infantil. Como mãe, preciso me preocupar desde cedo com isso? A resposta é Sim!

Olá mamães, o assunto de hoje é bem sério e é um dos meus temas prediletos de pesquisa: o BULLYING. Para começar gostaria de dizer que este texto está modificado, porém foi retirado da segunda edição do meu livro “Brincadeiras que fazem chorar – introdução ao fenômeno bullying”.

Quem nunca ouviu falar sobre bullying? Nos dias de hoje, muita coisa se fala sobre este fenônemo, porém há anos atrás ele ainda era considerado um mito para muitas pessoas. Sabemos que ele está presente em muitos lugares e atinge milhares de pessoas, infelizmente. Mas como saber se uma briga pode ser considerada bullying ou não? Como prevenir que meu filho se envolva com este fenômeno no futuro?

Observamos a agressividade na educação infantil a partir de inúmeros episódios que encontramos no cotidiano escolar e em casa.  A agressão – quase sempre desencadeada por alguma frustração – é um comportamento que possui a intenção aparente de machucar outra pessoa, sendo às vezes motivado pela disputa de algum objeto.

A agressividade nesta fase tende a sofrer mudanças em sua forma, freqüência e na motivação para esta ação. Ao longo dos anos a agressividade tende a diminuir ou modificar-se conforme a criança passa pelas etapas do seu desenvolvimento cognitivo; vivencia experiências construtivas; socializa-se e encontra nos pais ou professores um mediador para as suas ações.

Para agirmos de forma assertiva nos momentos de conflitos precisamos conhecer as etapas no qual as crianças se encontram e, para isso, tomo como ponto de partida as idéias de Jean Piaget. Para Piaget o desenvolvimento cognitivo é um processo contínuo no qual o indivíduo constrói e reconstrói estruturas em busca de um equilíbrio. Dessa forma o indivíduo passa por várias fases de desenvolvimento denominadas por Piaget como “Estágios”, e os classifica em quatro etapas, sendo as duas primeiras as mais importantes para nós neste momento, porque são elas que aparecem durante o tempo em que a criança se encontra nos seus primeiros anos de vida.

A primeira etapa é a Sensório-Motora, e se estende do nascimento até os dois anos de idade. A segunda etapa é a Pré-Operatória, abrangendo as crianças de dois a sete anos de idade. Observamos acima que há um indicativo de idade para cada estágio. É importante lembrar que essas faixas etárias são variáveis. Isso porque cada ser humano é singular, possuindo características biológicas próprias e estímulos externos diferentes que formam as variantes destes indicativos. O mais importante é lembrar que a ordem dos estágios é sempre respeitada indiferente do início e término de cada uma delas.

No primeiro estágio, o Sensório-Motor, as crianças:

  • Agem por meio dos reflexos neurológicos.
  • Participam do mundo de forma direta, objetiva sem formular reflexões e pensamentos.
  • Conhecem o mundo pelos sentidos, levando os objetos até a boca e prestam atenção em cada ruído ocorrido a sua volta.
  • Desenvolvem-se emocionalmente.
  • Criam a noção do tempo, espaço e objeto por meio da ação.

Através da construção destes esquemas as crianças assimilam o mundo a sua volta. E, ao término deste estágio, pode perceber-se parte de um conjunto, no qual ações e interações acontecem. A FALA é construída neste estágio e justamente por não dominá-la a criança opta por comunicar-se principalmente pela linguagem corporal, utilizando o choro, a mordida, a birra, a manha, as expressões faciais e os gestos para interagir com o meio.

Neste estágio de desenvolvimento cognitivo, os conflitos que ocorrem entre as crianças são iniciados, geralmente, pela disputa de um brinquedo, de um livro, pela posição ao sentar-se na roda (na escola) ou mesmo pela atenção do professor, avôs, pais. A criança NãO morde o colega da turma, por exemplo, porque tem a intenção de machucá-lo, de feri-lo gratuitamente como ocorre no bullying. Essas agressões ocorrem por ser o caminho mais curto para alcançar o seu objetivo.

No segundo estágio, denominado por Piaget como Pré-Operatório:

  • Ocorre o despertar da comunicação, a criança ganha ano a ano um vocabulário cada vez mais extenso, facilitando a socialização.
  • Conhece e gosta de brincar com o outro, interagir e se comunicar.
  • Há um avanço no desenvolvimento cognitivo, social e afetivo em decorrência da aquisição da linguagem.

Este é o estágio no qual a famosa frase “mas por quê?” aparece. Para a criança tudo tem que ter uma explicação. Nesta etapa ela tende a não relacionar fatos e, embora haja um avanço no desenvolvimento social da criança, o egocentrismo ainda assim é marca registrada desta etapa, uma vez que a criança não concebe a existência de outras realidades na qual ela não faça parte.

Os conflitos entre os colegas da classe continuam a existir, seja pela disputa por algum objeto ou pela atenção de uma pessoa querida. Como antes, a criança ainda pode resolvê-los de forma a utilizar a linguagem corporal (birra, mordida, choro) como tentativa de resolução do conflito, mas esta escolha tende a diminuir. Como adquiriu um vocabulário mais extenso neste estágio, a criança pode recorrer ao professor e contar o que houve.

Pesqusias indicam que por volta dos cinco e seis anos de idade, a criança é capaz de inventar apelidos pejorativos para seus colegas de turma, criar panelinhas, excluir, provocar e até humilhá-los. Desta forma, ao conhecermos estes dois estágios podemos entender que uma mordida ocorrida durante um conflito entre crianças de dois anos deve ser interpretada e mediada de forma diferente se ocorrida entre crianças de seis ou 7 anos de idade.

É importante pensarmos que todo conflito deve ser uma ponte que leva a um caminho de autoconfiança e construção. Por isso, o papel dos pais e dos professores em mediar essas situações agressivas nas crianças pequenas é tão importante quanto conhecer o estágio de desenvolvimento que a criança se encontra.

Ao pensarmos em uma situação no qual, como conseqüência de um atrito, uma criança de dois anos bate ou morde um colega da sua turma, não podemos dizer que esta é uma criança agressiva e que possui um transtorno de conduta. Com esta idade o seu melhor e mais rápido mecanismo para alcançar o seu objetivo é por meio da linguagem corporal e pode utilizar-se da mordida com essa finalidade. A criança não entende que está machucando, pois o seu estágio atual do desenvolvimento cognitivo não permite que esta se coloque no lugar do outro.

Já nesta idade é preciso estabelecer limites, os pais e os professores devem deixar claro e sempre lembrá-los do que é permitido e o que não é. Birra, mordida, chute não é um comportamento adequado porque fere o outro e, por isso, não deve ser permitido. Como?

  • Mediar e conversar com tranqüilidade e naturalmente.
  • Mostrar que a atitude não foi correta ao morder ou bater.
  • Não super valorizar a agressão.
  • Estipular limites.
  • Sempre evitar que se machuquem e machuquem o outro.

No intuito de prevenir que os nossos filhos se envolvam com o fenômeno bullying no futuro, os sentimentos de amizade, respeito, carinho, união, alegria e tristeza devem fazer parte das atividades e do cotidiano da casa. No segundo estágio de desenvolvimento, o Pré-Operatório, sabemos que a criança já é capaz de agredir intencionalmente e, por volta dos cinco anos de idade, é capaz de inventar apelidos, formar panelinhas e até mesmo fazer “brincadeiras” de mau gosto.

Podemos notar que os conflitos existentes nesta etapa da educação infantil tornam-se diferentes; se antes a agressão acontecia pela disputa de um objeto, agora ela pode ser verbal e intencional.

É neste momento que o papel dos pais no combate e prevenção ao bullying é extremamente importante. É preciso trabalhar tanto com a criança que inventa apelido e faz gozações, quanto com aquela que recebe estas ações e não sabe como sair destas situações constrangedoras. E nós, mães, podemos ajudar contando aos professores como a criança é em casa e ouvindo como a criança é na escola.

É nesta fase que os comportamentos de agressões físicas e morais e a baixa auto estima devem ser trabalhados evitando que tais características se acentuem. A personalidade da criança é construída nos primeiros anos de vida e coincide com sua passagem pela educação infantil.

Por isso, o papel e o exemplo dos pais e dos professores e, também, a forma com que eles resolvem os conflitos do dia a dia, ajudam a formar a base da educação da criança, evitando até mesmo que se envolvam com o fenômeno no futuro, seja como alvo ou autores de bullying.

Quer saber mais? (Você pode continuar lendo mais sobre isso em: www.bullynobullying.blogspot.com)

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Manhêê, cadê minha infância? Adultização infantil.

Olá mamães!

Estava vendo alguns sites de roupas e me deparei com imagens de crianças imitando adultos. Super maquiadas, de salto alto, com roupas nada infantis. Meninas pequenas que mais pareciam mini mulheres. Pesquisando mais, me deparei com os concursos de beleza para criança. Então pensei: estamos voltando no tempo, certeza.

Antigamente, séculos atrás, não existia esse sentimento de infância. As crianças eram apenas mini adultos. Vestiam-se como os mais velhos e logo aprendiam uma função a fazer. Sem escola, sem direitos, sem tempo para brincar. A história da criança é bonita, porque década após década, ela foi ganhando espaço e cultivando o direito que melhor lhe cabe para esta fase: o de brincar!

Como disse Gilbert Keith Chesterton, “A maravilha da infância é que para eles tudo é maravilha.”

Observando essas histórias de concurso de beleza infantil, penso que estamos voltando na história. Inventando “ridiculisses” para que as crianças percam cada vez mais cedo a maravilha da infância.

Mas por de trás de cada “mini mulher”, existe uma mãe e um pai. E isso é espantoso, porque estão fazendo algo de muito mal aos seus próprios filhos. Quando falo em adultização infantil, me refiro a estas posturas, vejam:

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A adultização infantil passa por várias esferas: consumismo, rotina cheia de compromissos, vaidade exagerada, sendo essa última o foco da minha indiguinação momentânea.

Afinal, podemos ver nas fotos crianças super maquiadas, artificialmente bronzeadas, que desfilam em trajes de banho para juízes adultos dizerem se elas são bonitas ou não. Sim, me parece um absurdo.

Gostaria de perguntar para essas mães que incentivam suas filhas a participarem de desfiles de modelos, concursos de miss infantil, cinema, televisão, ou o que for: “queridas mães, não acham esse exagero doentio? Qual a vantagem em crescer tão rápido?

Sabemos que há sempre alguém ganhando com berrações que tentam colocar em nossas vidas, em nossa rotina. E esse ganho é enorme! Hoje, podemos encontrar produtos anti envelhecimento para crianças de 8 a 12 anos de idade! Kit infantil com esfoliadores faciais! Sutiãns com bojo para meninas a partir de 6 anos!

A indústria ganha dinheiro. Nossas crianças perdem a infância. Precisamos salvá-la para que o mundo ainda tenha jeito. Exagero?

A brincadeira faz parte da infância, e possibilita o desenvolvimento da área cognitiva, biológica, motora, social e afetiva. Tudo o que acontece nessa fase é fundamental para o resto da vida de uma pessoa, uma vez que sua personalidade e seu caráter estão em formação.

Pular esta etapa da infância ou antecipar a vida adulta é um equívoco que deixa sequelas problemáticas. A infância existe e é preciso respeitá-la.

Mas como saber o limite entre o exagero e a vaidade infantil?

O fantasiar faz parte da vida, faz parte do faz de conta infantil. Enquanto for brincadeira é saudável passar batom, por exemplo. A partir do momento que isso vira rotina, que isso vira lei, “Ai ela não sai de casa sem fazer as unhas!”, então, temos o exagero.

Crianças perdendo horas em salão para fazer as unhas toda a semana, sim, parar mim isso é exagero. Na maior parte da vida nós somos adultos, vamos deixar nossas crianças serem “apenas” crianças. E para isso elas precisam de tempo. Tempo para brincar!

A Super Mammy.

Às mamães ansiosas para verem suas filhotas crescerem, deixo essa música lindinha: “Tente entender”, do Palavra Cantada.