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O Natal está chegando…

O Natal já está tomando forma por aqui. Na cidade os enfeites começam a aparecer e já tem muitas coisinhas de Natal nas lojas. Aqui em casa vamos arrumar a decoração dia 24, um mês antes da noite de Natal, uma pequena tradição familiar.

Enquanto isso, decidimos participar de uma ação solidária aqui na nossa cidade, que arrecada brinquedos para crianças carentes. Para quem morar na Alemanha, doamos através da campanha “Kinder helfen Kinder” (criança ajuda criança) do Weihnachtspäckchenkonvoi.

Eu já havia escrito aqui no blog um post sobre 10 formas de ajudar seu filho a ser mais solidário no futuro. Então, eu juntei a criançada e fomos empacotar os presentes.

Na campanha que participamos, era para doarmos brinquedos usados e doces. Fizemos seis pacotes lindos cheios de alegria e amor. Doar faz bem para nós e o retorno é imediato! E ver seus filhos sentir o mesmo, alegra o coração.

Eles se empenharam em escolher os brinquedos, compramos os doces juntos e ainda quiseram comprar lápis e livros para colorir, e eu adorei a ideia. Screenshot_20171116-123612[1]

Já o Thomas queria pegar todos os brinquedos para ele, comer os doces, ai… um stress! Ele está na tal da adolescência da infância, a temível fase dos 2 anos que eu só fui conhecer com o caçulinha! Mas o Lucca colaborou muito e isso me surpreendeu, Meme e Gi foram nota 10.

Acho que nosso Natal começou bem. Todos envolvidos em fazer o bem para o próximo, sem olhar a quem, sem interesse, apenas com vontade de alegrar uma criança.

Enquanto embrulhávamos as coisinhas refletíamos sobre quem iria receber os pacotes? Onde moram? Onde estudam? Será que eles tem irmãos? Será que vai dar briga? Será que eles vão gostar? Será que um deles tem alergia a nozes?

Essas foram as perguntas que surgiram durante o tempo em que pensávamos e arrumávamos tudo para doar. Achei engraçado o Gi pensar nas nozes, deve ser porque o Lucca tem alergia e não pode comer quase nenhum chocolate. Então escolhemos bem antes de comprar, para não causarmos problemas.

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Acho que o Natal é um momento de doação, de nossa doação para os outros. Seja através de presentes, ações, acolhimento. É tempo de reforçar o BEM que fazer o BEM propicia, para que ao longo do ano esse sentimento caminhe junto com a gente e com nossas ações.

Envolver as crianças em ações solidarias:

  • os fortifica;
  • incentiva a valorizar e ser grato pelo que possuem;
  • os ajuda a refletirem sobre os exageros e desperdícios, já que muitos vivem com bem menos e outros com quase nada;
  • alimenta a alma e o coração, por que doar também é uma forma de amar!

Eu gostaria de convidar as mamães aqui do blog para fazerem algo nesse sentido junto com seus filhos neste Natal. Doar brinquedos, alimentos, tempo, doar carinho, o que for. Acho que esse é um presente lindo de dar e de receber! O que acham?

Um beijo com carinho.

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Festa de São Martin

Novembro ainda é outono, mas o frio aqui na Alemanha já tem cara de inverno. Então a gente segue inventado e procurando alternativas para nos divertimos e aproveitarmos o tempo também fora de casa, porque esperar dentro de paredes quentinhas o inverno passar com quatro crianças é de enlouquecer mãe, pai e a vizinhança toda.

Para nossa alegria, novembro é o mês em que comemoramos a festa de São Martin e isso quer dizer que pelo menos por um semana estamos entretidos com algo que aquece nossos corações de tão fofinho que é. Vou explicar o motivo.

Primeiro, quem foi São Martin?

Martinus Turonensis, também conhecido como Martinho de Tours nasceu no século IV a oeste do Rio Danúbio, região que pertence hoje a Hungria. Seu pai era militar e o alistou com 15 anos para a cavalaria do exercito romano, mesmo contra a sua vontade. Logo ficou conhecido por sua bondade, caridade e fé. Em uma determinada noite, quando Martinus de Tours estava com mais ou menos 22 anos, aconteceu algo que iria mudar a sua vida. E essa parte é o que originou a lenda e a festa que celebramos até os tempos de hoje. Conto sobre isso mais abaixo. Enfim, depois desta noite ele deixou de vez o exército, virou monge, missionário e evangelizador. Morreu aos 81 anos e sua vida foi sempre em função do próximo. Caridade… talvez seja essa sua marca.

St Martin

Mas enfim, o que aconteceu para que São Martin abandonasse a cavalaria? A lenda é mais ou menos assim:

Em um inverno rigoroso, quase congelante para dizer melhor, são Martin retornava de um vilarejo após receber o dever de cobrar os impostos dos camponeses de uma cidade vizinha. Na saída, ele encontrou um mendigo  que implorava por ajuda sentado no chão frente ao portão da cidade. Como são Martim havia dado há poucos instantes todo o seu dinheiro para que os camponeses pudessem pagar o imposto, ele pegou o que tinha no corpo para ajudar o homem. Cortou com sua espada metade do manto que lhe esquentava o corpo e ofereceu ao mendigo, cobrindo-o para que o pobre homem não morresse congelado. Na mesma noite, são Martin sonhou que Deus estava trajado com seu manto, ele acreditou ter tido um encontro com Deus. A partir desse dia,  Martin decide não ser mais um soldado, abandona o capacete e a espada e passa a servir a igreja. É pelo ato de bondade e de coragem de São Martim e por toda uma vida de caridade que comemoramos no dia 11 de novembro o dia de “Sankt Martin”.

São Martin e os gansos
O Bispo da cidade faleceu, e o povo clamava Martin, todos queriam que ele fosse o próximo bispo. Mas ele era tão modesto que se escondeu junto aos gansos. As pessoas o procuravam no escuro com LANTERNAS e alguns deles cantavam músicas. Quando os gansos começaram a fazer barulho o povo o descobriu. E em 371 depois de Cristo, São Martin tornou-se bispo de Tours.

Por isso as lanternas…

A memória dele sobreviveu aos séculos: então a festa que comemoramos hoje com músicas, lanternas e (em alguns lugares) jantar com ganso assado (na minha cidade é Bratwurst mesmo – linguiça grelhada), é devido a estes dois episódios: o ato de bondade ao ajudar o mendigo e o esconderijo entre os gansos.

Como é a festa aqui na Alemanha?

Na escola da minha filha, nos encontramos no pátio, cantamos músicas, saímos todos em procissão com nossas lanternas e depois comemos juntos também no pátio da escola.

No Kita (ed. infantil) dos meus filhos menores, que é uma escolinha católica, temos uma missa, depois uma encenação com “St. Martin” subindo no cavalo, uma procissão no

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Kinderpunsch!

bairro com as lanternas e música, e uma confraternização no kindergarden com salsicha e kinderpunsch (seria um ponche quentinho sem álcool – humm… eu adoro!).

No meu bairro, as crianças tocam as campainhas da casa e quando a gente abre a porta elas cantam para nós. Como forma de agradecimento, retribuímos com doces, é uma tradição.

A primeira vez que bateram na minha porta – eu não sabia de nada disso ainda – eles cantaram e ficaram sorrindo esperando, aí eu vi que um deles segurava um cestinho com doces e então eu entendi o recado. Corri para o armário e tinha uns poucos  mini saquinhos de Haribo. Outras crianças vieram e eu não tinha mais doce, então comecei distribuir frutas. Elas se entre olharam e agradeceram. Vieram outras e eu já estava desesperada, não tinha mais doce, frutas e eu não ia dar um pé de alface que estava lá na geladeira, então eu distribui iogurte! Ai que mico.

Um encontro de arte, cultura, história, religião…

As crianças fazem suas próprias lanternas, mas também podem comprar. Esse ano nós compramos a da Melina, mas depois ela fez uma com sua amiga e o Lucca e o Thomas fizeram a deles parte na escola. O Giovanni já está no fundamental, e isso quer dizer que não é costume por aqui fazer a procissão de são Martim nas escolas depois de “grandes”, mas muitas paróquias celebram essa festa e nos dão a oportunidade de festejar juntos em qualquer idade.

Aqui em casa adoramos participar de tudo isso, acho uma forma importante de dizer e mostrar para as crianças que quando fazemos o bem isso fica marcado, gera frutos, engrandece, alegra ao próximo e nos enche de alegria também. Então, por que não? Para hoje a previsão é de chuva, mas temos um encontro marcado às 16:00 para festejarmos St. Martin 🙂

E vocês, já conheciam essa festa? O que acharam? Colocarei no instagram um pouco da festa (espero que a chuva não atrapalhe), passe lá e dê uma olhadinha. Já tem uma foto da Melina com sua lanterna. A festinha da escola dela foi quarta!

Beijos, mamães!

 

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Um encontro mais do que esperado.

Hoje estou sozinha em casa. Depois de 4 anos e pouco fazendo tudo com pessoinhas agarradas nas pernas, pedindo comida, ajuda na lição, “mãe limpa eu”, ajuda aqui, me leva lá, pega aquilo… cá estou.

Hoje estou sozinha em casa. E todo esse tempo em que passei 24 horas do meu dia acompanhada, acabei me afastando um pouco de mim. Talvez ser mãe seja isso, talvez não precise ser.

Hoje estou sozinha em casa. Tomei um banho demorado, desliguei o chuveiro duas vezes para ouvir se alguém me chamava e o silêncio me deu até medo. Tomei café da manhã sentada e respirei o ar gelado deste outono cinzento.

Hoje estou sozinha em casa e até sentei para escrever no blog, arrumei um tempo depois de anos. Agora posso usar minhas manhãs para trabalhar, eu não preciso mais responder aos pedidos de madrugada e posso elaborar os projetos e materiais didáticos na luz da manhã.

Hoje estou sozinha em casa, por poucas horas, eu sei… daqui a pouco tenho que buscar 1, 2, 3… 4 filhos na escola. Mas em meio ao barulho turbulento e movimento constante que ser mãe me proporciona, essas 5 horas matinais me farão bem. Preciso retomar, preciso me tomar.

Hoje estou sozinha em casa e eu continuo amando ser mãe. A maternidade me faz feliz, amo realizar essa missão. Mas estes anos todos de esquecimento me ensinaram que antes de todos os papéis que eu exerço eu preciso viver quem eu sou. E isso tem que ser agora!

Beijos queridas mamães,

P.S. Sorry, isso não foi um post, foi um desabafo kkkkk

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15 regras simples e práticas que ajudam a harmonizar a casa mesmo com pequenos “monstrinhos” morando nela.

Meias na sala, cama desarrumada, crianças enlouquecidas correndo… qualquer semelhança não é mera coincidência, afinal somos mães! Dei uma boa maneirada na bagunça toda com regras simples e funcionais, porque se for para se descabelar que seja de tanto dançar, correr e gargalhar. Funciona bem aqui em casa, quem sabe pode funcionar também na sua?

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15 regras simples e práticas que ajudam a harmonizar a casa mesmo com pequenos “monstrinhos” morando nela:

1. Arrumar a cama (e isso inclui guardar o pijama)

2. Comer fruta todo dia.

3. Levar o prato para a pia depois das refeições.

4. Fazer lição de casa todos no mesmo horário.

5. Dormir às 20:30 de domingo à Quinta.

6. Separar a roupa da escola no dia anterior e se arrumar sozinho.

7. No máximo 1 Hora de televisão ou tablet por dia enquanto preparo o jantar (fim de semana pode 2)… no mais brincar, brincar e brincar!

8. Não encrencar à toa e tentar resolver os pequenos conflitos sozinhos. Refletir: “Preciso chatear a minha mãe com isso?” kkkkk mas é sério, isso ajuda na redução dos mimimis!

9. Video game só de sábado e domingo, se o tempo estiver ruim, senão bicicleta!

10. Brincou? Então guarda.

11. Roupas sujas?  Dentro do cesto.

12. Não atacar o armário de comida (lê-se doces) enquanto todos dormem. (isso vale para mim também!)

13. Durante a semana sem doces e refrigerantes e aos finais de semana com moderação.

14. Histórias na sala após o jantar: já com dentes escovados, banho tomado e pijama. Depois? Cama.

15. Não gastar água nunca, usar o necessário.

Imprima essa lista, converse com as crianças e espalhe pela casa toda para ninguém se esquecer. Pronto sua casa estará um pouco mais organizada!

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E quando meu filho for adolescente?

book-15584_1920Pois é, começaram algumas respostinhas mais azedas aqui em casa, então pensei: “Xiii, imagina na adolescência!”. Meu filho mais velho só tem nove anos, mas a preocupação com esta fase da vida já bate na minha porta: me sairei bem no papel de mãe de adolescente?

Para o psiquiatra Manfred Spitzer, “a puberdade é quando os pais são estranhos”. Eu já fui adolescente um dia, mas em breve passarei mais uma vez por esta fase, só que agora no papel de adulto responsável.  Aposto que isso deve ser no mínimo desafiador.

Mas como encarar a adolescência de um filho? Quando paro para imaginar, vejo-me como uma mãe legal, amiga e companheira, capaz de entender meus filhos e fazê-los se sentirem a vontade para rir ou chorar. Mas a verdade é que falar é fácil e em meio as briguinhas, chatices e surpresas vividas neste período, muito provável que eu me torne uma mãe chata, mandona e inflexível.  Afinal, se hoje já tenho grandes desafios na hora de educar, imagine quando eles forem adolescentes?

Mas será que todo adolescente é mesmo um “aborrecente”?

Não. Acreditem, nem todas as mães sentirão o gostinho amargo de ser mãe de um “aborrecente”. Mas engana-se quem pensa que apenas uma boa educação é capaz de reter o comportamento rebelde de um jovem. O ser humano é um caixinha de surpresa, e na adolescência essa caixinha se enche de transformações sociais e físicas.  Embora a relação construída entre pais e filhos até a adolescência seja importante e significativa, não podemos esquecer que existe um processo químico nesse período ativo e responsável pelas grandes mudanças, podendo  ocasionar  conflitos em qualquer que seja o nível de relação entre eles.

Mas que mudanças são essas?

O cérebro humano está em constante desenvolvimento até os 20 anos de idade. Na adolescência ocorrem alterações marcantes em suas estruturas. Regiões inteiras do cérebro são renovadas e essas mudanças  acontecem de  forma intermitente e não uniformemente. Nos anos  que acompanham a puberdade, ocorre uma reestruturação significativa, principalmente nas áreas cerebrais que abrangem as emoções, o auto controle, o julgamento apropriado das situações vividas e o próprio comportamento.

Além dessa alteração química cerebral, ocorrem também  alterações hormonais no período da adolescência. Bom, e sobre as alterações hormonais nem preciso dizer nada, nós mulheres conhecemos bem e sabemos o quanto influencia o nosso humor, relacionamento e até mesmo a visão do mundo.

Então não é apenas rebeldia?bmx-493138_1920

Não. Podemos dizer que o cérebro ainda em desenvolvimento de um adolescente está mais predisposto a riscos, a acoes mais sentimentais do que racionais,  a escolhas precipitadas, à impulsividade, ao entusiasmo por novidades e a dificuldade de se concentrar em metas a longo prazo. A adolescência é um período de busca pela identidade física, social e pessoal.

Saber disso me trouxe um alívio. Quando meu filho começar a resmungar, contestar ou me irritar, precisarei apenas mentalizar e dizer para mim mesma: “Calma! são apenas as sinapses neurais de um adolescente!!” rsrrs. Mas se no calor do momento eu me esquecer totalmente disso, devo recorrer as estratégias para uma boa convivência com adolescentes. Quais são elas?
* Como o adolescente vive praticamente o agora, dizer a ele que é preciso estudar para se ter um bom emprego, por exemplo, é quase perda de tempo. Nesta fase devemos ser práticas: “Olha meu bem, se não estudar para a prova de amanhã, cancela o cinema do fim de semana”.  Os adolescentes precisam de recompensas rápidas, nada de sermões sobre o futuro.
* Outra ação positiva para lidar com seu filho adolescente é sempre conscientizá-lo que toda ação tem uma consequência imediata e que portanto ele deve minimamente refletir sobre o que se está fazendo agora: “se não arrumar sua cama, cuidará da louça do jantar esta semana toda.”
* Trazer os amigos para a casa é uma forma de conhecê-los melhor e estar mais próximos deles, mesmo que eles se enfiem no quarto e só saiam para pegar comida na geladeira. Ser legal com os amigos do nosso filho adolescente ajuda na aproximação e melhora esta relação.                                                                                                                * Na adolescência é necessário fazermos acordos. A conduta de ouvir nossos filhos e formar combinados é importante para a política de “ação e consequência”. As regras e limites devem ser claros, objetivos e combinados em conjunto, se possível escritos e colocados no mural da casa. “Dever de casa semanal completo até sexta a tarde ou video game desligado no fim de semana”.

A adolescência é a fase da vida em que o parecer do outros – especialmente dos colegas – é cada vez mais influente. Mais influente até que a opinião de seus pais. A chave que nos revela a boa convivência entre pais e filhos na adolescência é lembrar sempre de três coisas:

1- Os adolescentes não estão diferentes, rudes e totalmente complicados neste período porque são malvados ou destemidos, mas porque o seu cérebro é ainda um enorme canteiro de obras a ser trabalhado após um longo período de reforma.

2- Os adolescentes não são adultos. Nem seu cérebro.

3- Os pais não são meros amigos. É preciso agir com responsabilidade e com a maturidade que nossas conexões neurais já estruturadas nos permitem.

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E se você tem um adolescente em casa, conte para nós sua experiência!

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Crianças tristes.

Está nas manchetes dos jornais, revistas e blogs: estamos a formar uma geração de crianças infelizes! Quando escuto essa frase sinto um arrepio e uma angústia no peito ao ver uma quantidade enorme de pais e mães compartilhando lindos textos sobre a “infância infeliz”, mas refletindo tão pouco sobre o seu papel nisso tudo. A infância construída hoje nos revela valores enraizados em coisas e não em pessoas. Talvez essas crianças terão dificuldades no futuro? Acredito que sim; no mínimo, trarão muitos problemas para ele.
O que me espanta é ver a grande quantidade de pais surpresos e brevemente assustados com as notícias da tal geração triste: “Ora, por que tanta tristeza, afinal essas crianças têm tudo?”. E eu me pergunto: tudo o que? Talvez seja essa a chave que abre as portas para uma infância sadia: saber qual o Valor dado às coisas, às pessoas e aos momentos.
Crianças só querem saber de Shopping! Para muitos pequenos, passear é sinônimo de ir ao shopping tomar um lanchinho no MC. Quem as levam? Sim, seus pais.
Crianças não largam o tablete por nada, vivem hipnotizadas! Quem compra os tabletes, quem permite o seu uso ilimitadamente? Sim, seus pais.
Crianças que só usam tênis se for da nike! Que sentem vergonha de sair sem uma camiseta de grife! Ora, quem é que acrescentou tanto valor para as coisas de marca? Sim, seus pais.
Crianças cada dia mais adultas! Quem é que leva menina de 6 anos para fazer unha toda semana no salão? Sim, seus pais.
Crianças que chegam na sua casa e perguntam a senha do WiFi!  Quem é que comprou o celular para essas crianças e/ou permitiu seu uso em todos os lugares?  Sim, seus pais.
Ora, mães e pais, para que o espanto? Por que se chocar com a notícia de que as crianças estão cada dia mais tristes? Vejo que essas crianças se tornaram adultos pequenos. Voltamos na história! E precisamos urgentemente repensar a infância de hoje. Nós somos MÃES E PAIS e devemos agir como tal. Com responsabilidade, inteligência e comprometimento.
Mas antes de repensar  essa infância quase perdida, talvez seja importante começar a repensar si próprio, a refletir sobre o que é importante para você, qual é o peso do consumismo em sua vida, quem são seus ídolos, o que você valoriza. Pais, vocês são exemplos, são espelhos e segundo as manchetes, andam radiando tristeza para as crianças.
Vamos, salvem seus filhos, é mais simples e mais barato do que imagina!

Shopping? Não, por favor. A felicidade das crianças está escondida nas praças e nos quintais.

Celulares, Tabletes? Não, obrigada. Crianças precisam de abraços, de contato humano, de conversa jogada fora.

Grifes e Marcas? Não, não preciso. O Valor está nas pessoas, nos animais, na natureza, na pipoca no potinho, no jogo de tabuleiro, na VIDA que passa e não volta mais.

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O que nossos filhos precisam mesmo?

Bom dia,

Semana passada estava deitada fazendo repouso. Repouso pode ser bom, tirar aquela sonequinha a tarde quase impossível é bom também. Mas parece que quando precisamos descansar por ordem médica, nosso corpo e nossa mente começam a ter faniquitos!

Nada de dormir, de relaxar … só pensamentos assim: “Meu Deus tenho que fazer isso, tenho que fazer aquilo” ou “O bebê chegará e ainda nem tenho o berço!” (pior que é verdade!) e por que não “ai que vontade de limpara a casa, arrumar os armários”… Vontades que só veem quando estamos assim, em repouso.

Mas enfim, em uma dessas crises de pensamentos agitados e nada de sono, comecei a pensar em tudo o que meus filhos tem e fazem, e se isso realmente era importante para o crescimento deles. Foi aí que pensei em uma lista, gravei tudo no celular e montei mais tarde a tabelinha aí abaixo para eu refletir sempre que possível.

Coloquei na fanpage e as mamães gostaram. Então resolvi deixar aqui no blog para vocês também 🙂

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Gostaram?

No fim é verdade… a criança é simples, para que complicarmos?

Ótima semana para todas vocês ;*

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