10 razões para que seu filho menor de 13 anos não tenha facebook.

Sábado a tarde meu filho de 8 anos me questionou sobre o fato de um colega (da mesma idade) ter Facebook. Então eu disse a ele que Facebook era proibido para menores de 13 anos e ele arregalou os olhos. Tivemos uma conversa super legal e vi o quanto ele sabe das redes sociais, tipos de celulares e aplicativos da moda, sem ao menos ter um celular ou acesso a esse tipo de rede.

A questão é que a vida ensina mais do que a gente imagina. E nem tudo o que nossos filhos aprendem com ela faz bem ou é livre de perigo. Nosso papel? Estar por perto sempre.

“Ah mãe, deixa vai, todo mundo tem!”, essa é uma frase perigosa. Não queremos nosso filho fora do mundo. Bem, pelo menos eu não quero que meus filhos vivam desconectados da realidade. Não idealizo uma micro sociedade caseira onde somente o que minha família pensa, faz, crê, usa e assiste, por exemplo, seja considerado o ideal ou o melhor a seguir.

Mas acredito que possamos viver os nossos valores, viver aquilo que a gente pensa, faz, crê, usa ou assiste de modo a respeitar e conviver com aqueles que caminham com outros ideais. E fazer isso sem acreditar que exista o certo ou o errado. Apenas que possui um modo de vida que faz bem e cabe certinho em você, sem precisar aceitar tudo que a sociedade ou mídia tenta nos impor.

Por outro lado, existe um papel que nós somos obrigados a cumprir: o de garantir a segurança e integridade física e moral dos nossos filhos até os 18 anos, independente do que pensamos e acreditamos. E é justamente esse papel que muitos pais acabam deixando de se preocupar, abrindo portas para o perigo. O facebook é uma ferramenta como muitas destas que escondem perigos, ás vezes inimagináveis.

10 razões para que seu filho menor de 13 anos não tenha facebook:

Número 1: É regra.

Na declaração de direitos e Responsabilidades do Facebook, presente no Termo de Serviço que deve ser lido na hora de abrir uma conta nesta rede social, no artigo 4, item 5, lê-se a seguinte frase: “Você não usará o Facebook se for menor de 13 anos.”

E ainda, se utilizado por jovens de 13 a 17 anos, estes devem se submeter a certas restrições impostas pelo próprio Facebook, afim de tornar a navegação dos adolescentes mais segura.

È claro que é fácil burlar essa regra e ninguém da empresa irá na sua casa verificar as informações fornecidas por você ou pelo seu filho. Mas acredito que são nessas pequenas atitudes, de burlar isso, mentir naquela coisinha boba ali ou alterar um dado simples para levar vantagem em alguma situação é que se formam pessoas com freios morais corrompíveis. E esse é um bom exemplo para escolher o certo, para mostrar ao seu filho a importância de se cumprir regras sociais.

Número 2: Os perigos reais de um mundo virtual.

As crianças de 8, 9 ou 10 anos, por exemplo, ainda não têm a mesma capacidade de compreensão da realidade como um adulto, elas enxergam a vida sob um outro ponto de vista, um ponto de vista menos perigoso ou com mais fantasias. Dessa forma ficam expostas à informações caluniosas, à pessoas com más intenções e a conteúdos inapropriados para a sua idade.

Vou contar um caso que aconteceu com uma pessoa próxima. O filho de uma amiga, com 15 anos conheceu uma menina pelo Facebook. A menina era “perfeita” aos olhos dele: linda, rica, boa de papo, inteligente e tudo mais. Do Facebook pularam para o Skype, mas a câmera dela nunca funcionava, apenas a do filho da minha amiga. No início se falavam toda a semana, depois todo dia e essa minha amiga começou a se preocupar. Filho, você não acha estranho a câmera dela nunca funcionar? – indagava ela ao filho, e ele cego e apaixonado até brigava com a mãe. Marcavam encontros e a menina não aparecia. E a história foi ficando mais séria. Essa minha amiga trabalhava e o menino ficava a tarde sozinho e passava horas no Skype. Até que um dia o encontro saiu. Mas ao invés de uma menina linda de 15 anos, apareceu um homem de 55. Bom, o caso tomou um rumo policial, nem preciso contar.

Número 3: Eu sei onde você está.

Não é difícil saber onde um colega que você não vê há anos está nesse exato minuto. Claro que você ou eu temos amigos antigos no Face, e acho essa uma das maravilhas desta rede social! Mas mesmo não tendo mais contato nenhum com seu antigo amigo da escola, você sabe o que ele faz, onde trabalha, com quem namora, onde a namorada dele trabalha, quem são as primas dela, o que fizeram no fim de semana, o que comeram ontem, e onde tomaram aquele: “Cafezinho Mara – com Garibaldo em Vila Sésamo Restaurante.”

Claro que nossa intenção em dar uma olhadinha e matar a curiosidade sobre o que anda fazendo tal pessoa é normal e sem intenção maldosa alguma. Mas existem aqueles que possuem uma conta falsa no Facebook (ou em outras redes) que possuem a única e exclusiva intenção de fazer vítimas para as suas maldades obscuras. E quanto mais ingênua ou infantil for uma pessoa, maiores as chances de cair em algum golpe.

Quando isso acontece, a pessoa mal intencionada tem grandes informações sobre sua vítima, que pode ser uma criança, por exemplo. E encontrá-la não será difícil, afinal é possível saber informações como escola, clube que frequenta, ou o shopping que está neste momento:  “Pipoquinha com as amigas assistindo Bob Esponja – O filme em Cinemax Iguatemi Campinas.”

Número 4: Imagens de Sexo, Morte ou Violência.

E quem é que não tem um amigo no Facebook que vive colocando video de criança sendo espancada, cachorro sendo arrastado por moto, fotos de pessoas mortas em acidentes, ou aqueles vídeos com cenas de sexo de alguém que “pegou” vírus no Face?

Pois bem, eu não gosto de ver imagens assim, me fazem mal e fico dias pensando no que vi. Acredito que existem outras formas de informar e prevenir danos à pessoas e animais que sejam menos apelativos. Mas tem quem gosta e compartilha.

Claro que sei lidar com meus sentimentos e com essas imagens, sou adulta. Mas será que uma criança está preparada para ver um conteúdo ou uma imagem forte, inapropriada para a sua idade? Será que essa criança conseguirá lidar com seus sentimentos e medos gerados pelas cenas vistas? Esse tipo de conteúdo pode chocar uma criança e revelar uma maldade que sim, existe, mas que ela ainda não precisa conhecer. Tudo tem seu tempo.

Número 5:  Cyberbullying.

Quando alguém me pergunta desde quando o bullying existe, eu sempre brinco que ele se originou junto com escola, embora saibamos que o bullying pode acontecer também nos clubes, condomínios e até mesmo no trabalho. Ou seja, é uma situação muito antiga.

O que acontece é que ultimante o bullying tem tomado proporções maiores, e se antes ele acontecia dentro dos muros da escola, hoje ele ultrapassa esta barreira e invade a vida do seu alvo por completo. Isso porquê o alvo de bullying poderia sair da escola – onde sofria com as agressões – e ir para sua casa e lá encontrava tranquilidade, paz e momentos para refletir sobre as situações vividas.

Hoje, o alvo sai da escola e as agressões não acabam. Recebe mensagens maldosas, ameaças por celular, encontra na Internet páginas, sites, comunidades que o humilha, que o faz chorar. O vilão da história? Cyberbullying. Com ele o ciclo de sofrimento do alvo não tem limite.

Nossos filhos podem se envolver com o cyberbullying mesmo sem querer, mesmo não sendo alvos de bullying. Quantas vezes vemos fotos de pessoas consideradas feias e fica todo mundo tirando sarro e compartilhando o post sem pensar que aquela imagem é de alguém. Uma pessoa que existe, que possui sentimentos e que tem o direito de não ser humilhada e de não passar por situações vexatórias reais ou virtuais.

Nós temos o dever de conversar com nossos filhos sobre o lado bom e o ruim da internet, afim de ajudá-los a refletirem sobre o respeito ao próximo. Devemos orientá-los sempre para o cuidado com o que é publicado, curtido, compartilhado e comentado. O Facebook mantém campanhas que orientam os usuários a não praticarem o cyberbulling e possui canais para denúncias.

Vocês podem ter mais dicas de como lidar com o bullying e com o cyberbullying através do meu blog: bullynobullying.blogspot.com

Número 6: Os golpes.

O número de golpes, links e plugins maliciosos no Facebook também são grandes. Existe um canal para denúncias, mas até lá a pessoa já caiu no conto da carochinha. Normalmente esses golpes vêm acompanhados de imagens atrativas ou campanhas que prometem viagens, smartphones e uma infinidade de outros prêmios bacanas.

Toda essa oferta chama atenção de vários usuários, indo das nossas mães e avós que resolveram modernizar e criaram uma conta no Face – adoro essas iniciativas –  mas que acreditam em tudo o que tem na net (desculpa, mãe, mas é verdade 🙂 ) até pessoas imaturas que não deveriam ter uma conta aberta, como no caso das crianças menores de 13 anos. E para cair no golpe basta clicar em um desses links atrativos para sem querer divulgar seus dados pessoais ou adquiri algum vírus no dispositivo de acesso a webcan, por exemplo.

Número 7: Ostentação.

Ostentar virou moda, aliás tenho a impressão que tudo o que é fútil, falso e sem valor vira moda. Tô errada ou velha coroca demais? Podem me falar, heim?!

No Facebook encontramos sempre pessoas que adoram mostrar os exageros que possuem, a “vida boa” que levam, o último modelo de celular comprado, o restaurante caro que foi, a viagem bacana para o exterior, o tênis da moda de 1000 reais que acabou de comprar, etc… Eu também coloco foto de viagens, ou das crianças brincando no quintal, mas tem gente que gosta de ostentar e isso é diferente de compartilhar com seus amigos momentos que lhe trouxeram alegria!

Geralmente (quase sempre) momentos especias estão mais ligados a pessoas do que à coisas, e é esse sentido que quero oferecer aos meus filhos. Por que deixar nossos filhos expostos a esse mundo virtual onde as pessoas postam fotos para se aparecer, onde o consumismo é desenfreado? Vale a pena refletir.

cyberNúmero 8: Tempo perdido.

O tempo voa na internet quando estamos nas redes sociais. Simplesmente passa, parece que mais rápido do que o normal. E esse tempo perdido, porque de fato e na maioria das vezes são informações fúteis que servem apenas para nos divertirmos ou para distrair e espairecer um pouco, não é mais recuperado.

A vida de verdade é muito melhor! Uma criança precisa ter coisas mais divertidas e interessantes para fazer do que ficar no Facebook. Mesmo que seja nas grandes cidades, ou fechadas em seus condomínios, para a criança o saudável é brincar.

Não permita que sua criança fique horas no computador, celular ou tablet, mesmo que não seja em uma rede social. É preciso criar limites para o espaço que a Internet ocupa na vida dela, para que a saúde física e mental das crianças não seja afetada.

Número 9: Um zum zum zum em silêncio.

Um outro exemplo das maravilhas da Internet e das redes sociais é que elas nos aproximam das pessoas que estão longe. Adoro isso porque vivo fisicamente do outro lado do oceano de todos os meus amigos, colegas e família. Visito a turma quase sempre lá no Face. Vejo o chá de bebê da prima, o casamento da amiga, mostro os netinhos para os avós. Claro que viver de verdade tudo isso seria muito melhor, mas dizer que essas ferramentas virtuais não ajudam a aproximar pessoas seria uma mentira.

O lado ruim disso tudo é que pode viciar. E esse vício tomou proporções assustadoras, a ponto de ver famílias no restaurante ou uma roda de amigos, cada um com seu olhar fixado no celular, conversando com o mundo, mas trocando meia palavra ali pessoalmente. No máximo “vamos tirar uma foto para colocar no Face, Instagran”… Exagero? Hoje não sei mais. Conversa boa é quando a gente nem lembra de tirar uma foto ou quando nem dá tempo, porque a criançada não parou de correr. Não podemos perder isso e deixar as pequenas maravilhas passarem despercebidas.

Número 10: Sedentarismo.

Nossas crianças precisam de ação, de movimento, de agito e correria. Para os momentos tranquilos, livros, atividades manuais ou um filminho, por exemplo. Nós adultos sabemos o tempo que essas redes sociais tomam de nós. É difícil controlar … fácil é perder horas sentadas ali em frente ao computador ou celular e depois perceber que o tempo passou e nada aconteceu.

Quantos amigos conheço “que deram um tempo no Face” porque estavam muito viciados!? Muitos. É normal, o adulto tem essa responsabilidade e controle, por isso “dão um tempo”, sabem seus limites. As crianças não possuem isso, precisamos dar limites a elas.

Menores de treze anos não estão na fase de ficarem ali presos nesse mundo virtual, elas terão isso no futuro. Mas o presente, o ser criança, o pular corda, dançar, praticar esportes, quebrar o vaso da tia, rabiscar papel, mesa, chão, tudo isso… precisa acontecer. É tempo de brincar, é tempo de sonhar, é tempo de viver a infância que passa tão depressa!

Fotor022712145

Beijos e boa noite, queridas mamães!

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