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E quando meu filho for adolescente?

book-15584_1920Pois é, começaram algumas respostinhas mais azedas aqui em casa, então pensei: “Xiii, imagina na adolescência!”. Meu filho mais velho só tem nove anos, mas a preocupação com esta fase da vida já bate na minha porta: me sairei bem no papel de mãe de adolescente?

Para o psiquiatra Manfred Spitzer, “a puberdade é quando os pais são estranhos”. Eu já fui adolescente um dia, mas em breve passarei mais uma vez por esta fase, só que agora no papel de adulto responsável.  Aposto que isso deve ser no mínimo desafiador.

Mas como encarar a adolescência de um filho? Quando paro para imaginar, vejo-me como uma mãe legal, amiga e companheira, capaz de entender meus filhos e fazê-los se sentirem a vontade para rir ou chorar. Mas a verdade é que falar é fácil e em meio as briguinhas, chatices e surpresas vividas neste período, muito provável que eu me torne uma mãe chata, mandona e inflexível.  Afinal, se hoje já tenho grandes desafios na hora de educar, imagine quando eles forem adolescentes?

Mas será que todo adolescente é mesmo um “aborrecente”?

Não. Acreditem, nem todas as mães sentirão o gostinho amargo de ser mãe de um “aborrecente”. Mas engana-se quem pensa que apenas uma boa educação é capaz de reter o comportamento rebelde de um jovem. O ser humano é um caixinha de surpresa, e na adolescência essa caixinha se enche de transformações sociais e físicas.  Embora a relação construída entre pais e filhos até a adolescência seja importante e significativa, não podemos esquecer que existe um processo químico nesse período ativo e responsável pelas grandes mudanças, podendo  ocasionar  conflitos em qualquer que seja o nível de relação entre eles.

Mas que mudanças são essas?

O cérebro humano está em constante desenvolvimento até os 20 anos de idade. Na adolescência ocorrem alterações marcantes em suas estruturas. Regiões inteiras do cérebro são renovadas e essas mudanças  acontecem de  forma intermitente e não uniformemente. Nos anos  que acompanham a puberdade, ocorre uma reestruturação significativa, principalmente nas áreas cerebrais que abrangem as emoções, o auto controle, o julgamento apropriado das situações vividas e o próprio comportamento.

Além dessa alteração química cerebral, ocorrem também  alterações hormonais no período da adolescência. Bom, e sobre as alterações hormonais nem preciso dizer nada, nós mulheres conhecemos bem e sabemos o quanto influencia o nosso humor, relacionamento e até mesmo a visão do mundo.

Então não é apenas rebeldia?bmx-493138_1920

Não. Podemos dizer que o cérebro ainda em desenvolvimento de um adolescente está mais predisposto a riscos, a acoes mais sentimentais do que racionais,  a escolhas precipitadas, à impulsividade, ao entusiasmo por novidades e a dificuldade de se concentrar em metas a longo prazo. A adolescência é um período de busca pela identidade física, social e pessoal.

Saber disso me trouxe um alívio. Quando meu filho começar a resmungar, contestar ou me irritar, precisarei apenas mentalizar e dizer para mim mesma: “Calma! são apenas as sinapses neurais de um adolescente!!” rsrrs. Mas se no calor do momento eu me esquecer totalmente disso, devo recorrer as estratégias para uma boa convivência com adolescentes. Quais são elas?
* Como o adolescente vive praticamente o agora, dizer a ele que é preciso estudar para se ter um bom emprego, por exemplo, é quase perda de tempo. Nesta fase devemos ser práticas: “Olha meu bem, se não estudar para a prova de amanhã, cancela o cinema do fim de semana”.  Os adolescentes precisam de recompensas rápidas, nada de sermões sobre o futuro.
* Outra ação positiva para lidar com seu filho adolescente é sempre conscientizá-lo que toda ação tem uma consequência imediata e que portanto ele deve minimamente refletir sobre o que se está fazendo agora: “se não arrumar sua cama, cuidará da louça do jantar esta semana toda.”
* Trazer os amigos para a casa é uma forma de conhecê-los melhor e estar mais próximos deles, mesmo que eles se enfiem no quarto e só saiam para pegar comida na geladeira. Ser legal com os amigos do nosso filho adolescente ajuda na aproximação e melhora esta relação.                                                                                                                * Na adolescência é necessário fazermos acordos. A conduta de ouvir nossos filhos e formar combinados é importante para a política de “ação e consequência”. As regras e limites devem ser claros, objetivos e combinados em conjunto, se possível escritos e colocados no mural da casa. “Dever de casa semanal completo até sexta a tarde ou video game desligado no fim de semana”.

A adolescência é a fase da vida em que o parecer do outros – especialmente dos colegas – é cada vez mais influente. Mais influente até que a opinião de seus pais. A chave que nos revela a boa convivência entre pais e filhos na adolescência é lembrar sempre de três coisas:

1- Os adolescentes não estão diferentes, rudes e totalmente complicados neste período porque são malvados ou destemidos, mas porque o seu cérebro é ainda um enorme canteiro de obras a ser trabalhado após um longo período de reforma.

2- Os adolescentes não são adultos. Nem seu cérebro.

3- Os pais não são meros amigos. É preciso agir com responsabilidade e com a maturidade que nossas conexões neurais já estruturadas nos permitem.

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E se você tem um adolescente em casa, conte para nós sua experiência!

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O que nossos filhos precisam mesmo?

Bom dia,

Semana passada estava deitada fazendo repouso. Repouso pode ser bom, tirar aquela sonequinha a tarde quase impossível é bom também. Mas parece que quando precisamos descansar por ordem médica, nosso corpo e nossa mente começam a ter faniquitos!

Nada de dormir, de relaxar … só pensamentos assim: “Meu Deus tenho que fazer isso, tenho que fazer aquilo” ou “O bebê chegará e ainda nem tenho o berço!” (pior que é verdade!) e por que não “ai que vontade de limpara a casa, arrumar os armários”… Vontades que só veem quando estamos assim, em repouso.

Mas enfim, em uma dessas crises de pensamentos agitados e nada de sono, comecei a pensar em tudo o que meus filhos tem e fazem, e se isso realmente era importante para o crescimento deles. Foi aí que pensei em uma lista, gravei tudo no celular e montei mais tarde a tabelinha aí abaixo para eu refletir sempre que possível.

Coloquei na fanpage e as mamães gostaram. Então resolvi deixar aqui no blog para vocês também 🙂

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Gostaram?

No fim é verdade… a criança é simples, para que complicarmos?

Ótima semana para todas vocês ;*

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5 truques para ensinarmos nossos filhos a lidarem com grandes emoções.

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Não importa quando e nem onde, nossos filhos encontrarão conflitos, desafios e fortes emoções que mexerão com seus sentimentos e suas reações. Muitas vezes não saberão como agir, por isso nossa ajuda é necessária. Os conflitos são bem vindos, a menos que você queira “criar um filho mimado, mandão e problemático”.

Caso não seja essa a sua vontadade, as cinco dicas acima ajudarão as crianças – de todas as idades – a aprender a gerir grandes emoções de forma socialmente aceitáveis (isso significa sem morder ou arrancar os cabelos dos coleguinhas). Lembre-se também, queridas mamães, que exemplos valem mais que mil palavras e portanto nada de sair que nem louca gritando por aí quando um probleminha aparecer!

Beijos e até a próxima!

Ah! Faltam 18 dias para meu bebê nascer … meu quarto pituquinho! 🙂

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Dengue! Dicas para deixar o mosquito longe das crianças.

A dengue veio com tudo em 2015. Em comparação com o ano passado, nos três primeiros meses do ano houve um aumento de quase 30% dos casos. A Região Centro-Oeste do Brasil é a que apresenta maior casos de dengue, com 393,3 por 100 mil habitantes. Em seguida vem a Região Sudeste, com 357,5 casos por 100 mil habitantes; a Norte, com 112,4 por 100 mil habitantes, a Nordeste, com 91,2 por 100 mil habitantes; e a  região Sul, com 88,8 casos por 100 mil habitantes.

O estado brasileiro cuja situação é mais alarmante é o de São Paulo, umas vez que 2015 está sendo o pior ano em relação a casos e mortes por dengue desde 1987. São 500 casos por 100 mil habitantes, números que confirmam uma epidemia. E a cidade que soma mais casos é Campinas, a cidade que nasci e cresci, com mais de 26 mil casos somente este ano.

Em valores, os recursos gastos para o combate à dengue, foi de 8,1 milhões dos R$ 13,7 milhões previstos para este ano, segundo a Coordenação Geral do Programa Nacional de Controle da Dengue. O financiamento das ações de combate à dengue por meio do Piso Fixo de Vigilância em Saúde aumentou 31,89% nos últimos quatro anos, passando de R$ 947,7 milhões, em 2012, para 1,25 bilhão, em 2015.

A dengue é responsabilidade de todos.

Estima-se que 85% dos focos do Aedes Aegypti, o principal mosquito transmissor existente no Brasil, está dentro dos nossos lares. Caixas de água sem tampa, vasos de flores, pneus e entulhos todos com água parada em seus interiores são frequentemente encontrados nas casas dos brasileiros.
Em uma pequena ação feita pelo exército em pareceria com agentes da saúde, 360 caixas d’águas estavam sem tampa ou tela dos 980 imóveis visitados em uma determinada região de Campinas. O governo investe em campanhas de prevenção a dengue e instrução da população há mais de duas décadas e já está mais do que na hora de colaborarmos. Como? Olhando mais para o nosso quintal do que apontando os erros do vizinho ou do governo.

Como se pega?

dengueA dengue é contraída através da picada dos mosquitos transmissores. No caso do Aedes Aegypti, o mais comum no Brasil, ele é parecido com um pernilongo comum, porém possui o corpo escuro e rajado de branco. Quando pica o ser humano, o mosquito injeta a saliva junto com o vírus na corrente sanguínea. A Dengue não é transmitida de uma pessoa para a outra, nem mesmo por meio de fontes de água, alimentos ou por uso de objetos pessoais do doente. Existe a propagação rara chamada de transmissão vertical do vírus, que passa da gestante para o bebê, mas como já disse, é bem incomum.

Perigos da dengue na gestação.

Pacientes gestantes que contraem dengue precisam ser avaliadas diariamente por um médico. Os riscos para mãe infectada estão relacionadas principalmente ao aumento de sangramentos de origem obstétrica e alterações fisiológicas da gravidez, que podem interferir nas manifestações clínicas da doença. Para o feto de uma mãe infectada durante a gestação, há risco de aborto e de parto prematuro, quando adquirida no último trimestre.

Perigos da dengue para as crianças.

Nas crianças a dengue pode ser assintomática ou apresentar-se como uma síndrome febril clássica viral, com sinais e sintomas não específicos: sonolência, falta de apetite, sem vontade de beber nada, vômitos e diarreia. Nos menores de dois anos de idade, especialmente em menores de seis meses, sintomas como cefaleia, dor retro-orbitária, mialgias e artralgias podem manifestar-se por choro persistente e irritabilidade, geralmente com ausência de manifestações respiratórias, podendo ser confundidos com outros quadros infecciosos febris, comuns nessa faixa etária.
O início da doença na criança pode passar despercebido e o quadro grave ser identificado como a primeira manifestação clínica. O agravamento nos casos em criança, em geral, ocorrem de uma hora para outra.

Sinais de alerta.

A busca por atendimento médico para crianças e adultos deve ser imediata quando alguns deste sinais aparecerem:
– Dor abdominal intensa e contínua;
– Vômitos persistentes;
– Tontura;
– Aumento do volume abdominal, dolorosa principalmente à direita;
– Perda de sangue pela gengiva, nas fezes, em vômitos, entre outros;
– Sonolência e/ou irritabilidade;
– Desconforto respiratório.
– Diminuição da urina;
– Diminuição repentina da temperatura corpórea ou hipotermia;

Dicas para deixar o mosquito longe das crianças.

1- Usar repelentes todos os dias após cremes e protetores solares;
2- Ascender velas de citronela para espantar os mosquitos;
3- Mesmo com hábitos diurnos os mosquitos podem entrar em casa ao entardecer, portanto neste período manter as janelas e portas de casa fechadas;
4- Colocar telas contra insetos nas portas e janelas;
5- Substituir a água dos vasos das plantas por terra e esvaziar o prato coletor, lavando-o com auxílio de uma escova para remover os ovos;
6- No casos de lojas e escolas, limpar diariamente as cubas de bebedouros de água mineral e de água comum;
7- Utilizar água tratada com água sanitária a 2,5% (40 gotas ou 2ml por litro de água) para regar bromélias, duas vezes por semana. Ainda assim, o ideal é substituir essas plantas por outras que não acumulem água;
8- Não deixar acumular água nas calhas do telhado;
9- Não deixar expostos à chuva pneus velhos ou objetos que possam acumular água como latas, garrafas, cacos de vidro, brinquedos de areia, como baldinhos, etc;
10- Vedar as caixas de água, filtros, barris, tambores, cisternas, etc
11- Depositar o lixo domiciliar em sacos plásticos fechados ou em latões com tampa;

A dengue pode levar um indivíduo à óbito e todos nós podemos ajudar a reverter estes casos. Vamos começar em casa essa luta contra o mosquito. Ensinem as crianças a usarem repelente, a ajudar no quintal para que nada fique com água parada, converse com elas sobre esse mosquito chato e perigoso. Crianças são abertas, prestativas e adoram fazer o bem… vamos aprender com elas?

Compartilhem este post para que possamos colaborar na diminuição dos casos e deixar 2016 livre desta doença.

Um beijos para todas vocês!

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Para escrever este post eu pesquisei junto ao Ministério da Saúde e neste outros sites:
http://br.sputniknews.com/brasil
http://www.campinas.sp.gov.br
http://www.pediatradigital.com.br

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Os 3 maiores erros na hora de educar nossos filhos.

Bom dia, queridas leitoras.

Hoje acordei pensativa e me lembrei de uma grande lição. Há alguns anos atrás, no curso de pedagogia na faculdade de educação da Unicamp, ouvi uma professora dizer aquilo que seria para mim a principal linha na hora de educar os meus filhos.

Não sou uma mãe que segue à risca uma metodologia de como educar os filhos, ou que escolhe uma teoria e que nunca sai da rotina por nada nessa vida. Não acredito que exista um segredo ou um método mágico que nos ajude a dar um jeito na sapequice dos nossos filhos. Muito menos uma dica, ou uma frase em um livro que seja capaz de resolver todos os nossos problemas na busca por uma educação tranquila, justa e próspera.

Na verdade eu sempre encarei a educação de filhos como algo tranquilo e sem mistérios: o que a criança vê, ela faz; o que a criança escuta, ela absorve e compreende; a criança vai até onde permitimos.

Para esclarecer sobre a questão das diversas metodologias existentes: são super importantes e seus estudos sobre o comportamento infantil nos revelam surpreendentes descobertas e saberes que permeiam a busca por práticas que respeitem o desenvolvimento da criança e a valorização da infância.

Quando eu disse que não sigo à risca uma metodologia, quis dizer que acredito que cada família possui sua dinâmica, sua rotina e seus horários. Qual é o melhor método? Não sei, será que existe? O ser humano é único e o que eu levo para minha família pode ser diferente do que minha vizinha segue, e nem por isso uma está certa e a outra errada.

No meu caso adoro ler e aprender sobre Montessori e Waldorf (antroposofia) e sei que cada um desses métodos traz ideias de atividades inteligentes e interessantes para meus filhos, além de conversas produtivas sobre o desenvolvimento infantil e a infância com meu marido.

Cada criança é de um jeito, estou indo para o meu quarto filho e vejo diariamente como cada ser é único e possui sua própria individualidade, personalidade e temperamento desde pequeninos. Percebo que as atividades tocam meus filhos de forma diferente, e o que é “demais!” para um nem sempre desperta tanto interesse em outro.

Mas para mim, independente de seguir um método ou não, a “chave para o sucesso” na hora de educar nossos filhos – aquele que aprendi a visualizar com minha professora – está em não cometer estes 3 erros na hora de educar:

1. Não é não.

A criança está descobrindo o funcionamento do mundo e precisa aprender e entender aquilo que para nós é, muitas vezes, tão óbvio. Sempre expliquei o porquê das coisas e o motivos para um NãO! Mesmo que de forma simples, como: “não, isso é perigoso”; “Não, isso pode machucar sua irmã”; “Não, agora é a hora errada por que já vamos almoçar”; ou “Não, este brinquedo é muito caro, mas que tal fazermos um cofrinho até o natal?”, é importante que a criança tenha um feedback. Este hábito ajuda nossos filhos a crescerem mais compreensivos com as pessoas, regras e situações.

2. Pensar IGUAL ao adulto

Crianças e adultos possuem esquemas de raciocínio diferentes. Na maioria das vezes as crianças nos surpreendem e mostram como são inteligentes, espertas e sabem solucionar problemas de forma tão criativa. Precisamos ouvi-las, dar espaço para que expressem suas opiniões e formas de agir, mesmo que depois a gente pense e diga: “achei legal, mas talvez assim seja menos perigoso”, por exemplo.

Também precisamos entender que as crianças possuem interesses, lógica e tempo de concentração diferentes dos nossos. Viver dando sermões é tão fracassado quanto colocar as crianças numa sala de aula, e por 2 horas seguidas não permitir que conversem ou se levantem.

Nossos exemplos, nossas conversas, interações e brincadeiras causam muito mais efeitos positivos para o desenvolvimento e educação da criança do que muito blá, blá, blá. E isso as tornam mais pensativas, críticas e independentes.

3. Sentir DIFERENTE do adulto.

A gente acha (erroneamente) que eles pensam como adultos e muitas vezes exigimos isso dos nossos filhos. Mas para os sentimentos como medo, vergonha ou tristeza despertados nas crianças por vários motivos, não damos importância. Como se os diversos sentimentos atingissem de forma diferente adultos e crianças. Está aí mais um equívoco importante na hora de educar que devemos deixar de fazê-los para o bem deles.

O Medo, por exemplo, é uma sensação que segue ligada a um sinal de alerta, diante de algo que se acredita ser uma ameaça. Falando quimicamente, a sensação do medo ocorre “…em consequência da liberação de hormônios como a adrenalina, que causam imediata aceleração dos batimentos cardíacos. É uma resposta do organismo a uma estimulação aversiva, física ou mental, cuja função é preparar o sujeito para uma possível luta ou fuga. Antes de sentir medo, a pessoa experimenta a ansiedade, que é uma antecipação do estado de alerta. Entre outras reações fisiológicas em relação ao medo, podemos citar o ressecamento dos lábios, o empalidecimento da pele, as contrações musculares involuntárias como tremedeiras, entre outros.” Juliana Spinelli Ferrari, Colaboradora Brasil Escola. Não existe medo de criança e medo de adulto, existe apenas medo. Quando dizemos para uma criança que aparece na porta do quarto a noite dizendo que está com medo: “Isso é besteira, vai dormir”, colaboramos para que se sinta insegura. A criança pensa diferente de um adulto e precisa se sentir protegida. Sentindo-se protegida em casa, aumenta as chances da criança se sentir segura na hora de encarar desafios fora do ninho.

Outro sentimento importante que devemos prestar atenção é a vergonha. A criança talvez tenha vergonha de fazer xixi de porta aberta num banheiro público, de ficar pelada na praia na frente de todos para trocar de roupa, de levar uma bronca enorme quando os colegas estão por perto, de ver os seus pais discutindo diante a outras pessoas. Por que não perguntar: “filho, vamos trocar a sunga por uma cuequinha aqui na praia, para não ir molhado para o carro. A gente faz uma cabaninha com a toalha, topa?”. Por que não se importar com esse sentimento nos nossos filhos? Sim, eles sentem como nós e ninguém gosta de passar vergonha. Mostrar importância ao sentimento da criança ajuda na construção do respeito entre pais e filhos.
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Quando eu disse que não cometer esses três erros eram a “chave para o sucesso” na hora de educar nossos filhos, não encarem isso como uma fórmula fácil que trará resultados imediatos. Educar filhos é um exercício diário e inerente às nossas práticas, não uma atividade a ser feita nos tempos livres ou somente quando estamos inspiradas.

Talvez o segredo para darmos uma educação boa aos nossos filhos seja focarmos mais em nós e refletirmos sobre nossa própria vida. Como são os meus hábitos diários? Como encaro os problemas? Como converso com as pessoas na rua? Como respeito as leis no trânsito? Como dou importância ao professor do meu filho? Como reajo às regras de convivência no prédio ou no clube? Como converso quando estou cansada? Como valorizo meus pais ou marido? Como lido com meus sentimentos? Como planejo a semana? Como me organizo em casa?

Muitas vezes quando paro para pensar em algo que não está dando certo com meus filhos, vejo que eu poderia ter feito mais ou pelos menos diferente em um determinado momento. Assim como em uma canção a melodia engrandece a letra, somos nós, mães e pais, que damos o ritmo à vida de nossos filhos.

Beijos, queridas mamães e até a próxima!

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15 perguntas sobre uso de óculos de sol em crianças

Dias quentes e ensolarados pedem muita água e ingestão de alimentos leves e refrescantes, como frutas, picolés, sucos e verduras. Mas quando o assunto é SOL, existem outros cuidados que devemos nos atentar com relação a saúde dos nossos filhos. Por isso, o blog da Super Mammy escreveu 15 perguntas e respostas sobre o uso de óculos de sol em crianças. Leiam e fiquem por dentro deste assunto importante em qualquer que seja a estação do ano.

FotorCreated1- Crianças podem usar óculos de sol?

Sim. Crianças podem e devem usar óculos de sol como forma de proteção contra os raios ultravioletas a e b, que são perigosos não apenas para a nossa pele, mas também – e tão importante quanto – para a os nossos olhos.

2- A partir de que idade é permitida o uso de óculos escuros?

Pelo fato de se encontrarem em desenvolvimento, as crianças são necessariamente aquelas que qualquer agressão do meio ambiente poderá ter maior repercussão ao longo da vida. Por isso aspectos relacionados com a prevenção são muito importantes. Com relação à saúde ocular, ocorre o mesmo: prevenir desde cedo é fundamental. Mas a grande questão é: as crianças devem usar óculos de sol a partir de que idade?
A proteção contra a radiação solar tem importância apenas a partir da idade em que a criança adota um estilo de vida que lhe traz maior exposição, ou seja, quando começa a ter atividades ao ar livre.

3- Óculos de sol são recomendados para bebês?

As crianças podem usar óculos de sol em qualquer idade. Mas é importante que os óculos tragam proteção e não perigo aos nossos filhos. Portanto a partir do momento em que elas consigam manuseá-los de forma autônoma, o uso é recomendado. Existem óculos para bebês, com elásticos para mantê-los firmes e seguros no rostinho deles. Talvez seja uma opção em condições especiais, como quando estamos em locais de maior exposição aos raios ultravioletas: grandes altitudes (montanhas) e superfícies muito refletoras (neve e grandes superfícies de água).

4- Existe algum item importante para se verificar na hora de comprar óculos de sol para crianças?

Antes de mais é necessário saber o que se espera dos óculos de sol. A maioria das pessoas usa óculos escuros para melhorar o conforto visual na presença de luz solar. Embora este aspecto seja muito importante, o principal objetivo para o uso de óculos escuros, deve ser a sua capacidade de proteger a criança das radiações nocivas ao aparelho visual. “As crianças passam mais tempo expostas à luz ambiente do que os adultos. Estima-se que a média de radiação recebida pela criança seja três vezes a do adulto e que cerca de 80% da radiação seja recebida antes dos 20 anos de idade. Por outro lado o cristalino da criança transmite mais radiação visível de baixo comprimento de onda (azul) e ultravioleta à retina, do que o cristalino do adulto. Estima-se que 75% da radiação que chega à retina, ocorra antes dos 10 anos de idade e apenas 10% depois dos 25 anos.” Augusto Magalhães, oftalmologista pediátrico.

5- A criança deve usar o tempo inteiro óculos escuros durante sua exposição ao sol?
Quanto mais tempo a criança usar óculos durante sua permanência sob sol ou neve, mais estará protegida. Assim como chapéu e protetor solar, este assessório é indispensável na hora de buscar uma ideal proteção contra os raios UVs. Como a criança possui muita energia e muitas vezes não quer usar óculos, evitar que a criança brinque do lado de fora nos horários de pico da radiação, também é uma forma de proteção.

6- Existe algum cuidado que devemos ter com a higiene e manutenção deste assessório?

Sim. Limpar os óculos com panos apropriados é importante para o cuidado da lente e da visão, uma vez que as lentes podem sujar e riscar com a areia, já que as crianças brincam no parquinho, por exemplo. Também, óculos com marcas de dedos ou riscos causam desconforto visual e os olhos buscam adaptar-se a essa “visão com obstáculos” causando cansaço e esforço ocular desnecessário. A manutenção dos óculos deve ser feita com limpeza diária, armazenamento em local apropriado, de preferência dentro da embalagem (caixinha dos óculos), confirmação frequente de que suas lentes estão intactas e que seu formato continua adequado para o rosto da criança.

7- Quais são os problemas visuais causados pela radiação solar?
Os efeitos negativos à saúde visual provocados pelas radiações UV dependem da intensidade da radiação, definida pelo índice de radiação UV, e pelo tempo de exposição sem proteção adequada. Existem lesões que são imediatas e outras que ocorrem a longo prazo. Dentre as lesões imediatas ocorridas pela exposição ao sol estão: queimaduras palpebrais e queimadura solar da córnea, que dificilmente acontece em crianças por brincarem no sol. Porém, outras lesões ocorridas a longo prazo são importantes e devem ser consideradas, como: degeneração macular e cataratas. A falta de proteção aumenta em 60% a chance de evolução precoce de cataratas. Essa doença é a responsável por 48% dos casos de cegueira. Os efeitos da radiação são cumulativos ao longo da vida e por isso os problemas causados pela proteção incorreta ou não proteção aos raios solares aparecem anos depois, já na fase adulta. Proteção precoce é fundamental.

8- Como podemos verificar se uma lente é boa ou não?

A qualidade da lente nos óculos de sol depende de dois fatores: a cor e o tipo de lente. As lentes devem possuir boa qualidade ótica, e isso podemos verificar observando o aspecto global das lentes como simetria, material e cor. Para as crianças recomenda-se o uso de lentes feitas de policarbonato, que são inquebráveis. Com relação a cor, devemos optar por lentes com tons de cinza e marrom. Lentes muito escuras podem expor ainda mais ainda a retina ocular.

9- Óculos de sol de boa qualidade para crianças são sempre caros?

Não. Óculos de sol não tem de ser caro para oferecer uma boa proteção contra as radiações UV. Na maioria dos casos o elevado preço dos óculos de sol tem haver com a marca. O mais importante nos óculos não são as armações e sim as lentes!  Para pagar mais barato, procure por lentes com certificação e não por armações com marcas de grifes.

10- As crianças precisam usar óculos de sol também no outono e no inverno?

Sim. É claro que no verão as crianças brincam mais ao ar livre e por isso ficam mais expostas aos perigos dos raios ultravioletas. Mas no inverno gelado onde a neve cai, por exemplo, a importância do uso dos óculos com proteção é grande, uma vez que existem ambientes que aumentam a taxa de reflexão da luz e dos raios UVs. Na neve você receberá uma radiação ultravioleta extra de 80%, enquanto na água do mar ou da piscina o número é de 20%. Os dias nublados também possuem altos índices de radiação!

11- A radiação solar é mais forte na praia e em piscinas?

Acreditar que o uso de óculos de sol deve ser feito apenas quando for nadar na piscina ou na praia é um erro. A radiação solar pode ser alta em qualquer lugar e até mesmo em dias nublados, cuja radiação atinge cerca de 70% da incidência dos dias ensolarados.  A radiação ultra-violeta é refletida pela areia, água, grama, neve… por isso além de óculos e protetor do solar, evitar atividades ao ar livre em horários de pico da radiação é uma forma de manter nossos olhos e os de nossos filhos mais protegidos.

12- Por que as cópias de óculos de sol são perigosas para os olhos?

As cópias de óculos são bonitas e atualmente bem-feitas, mas não garantem proteção para os nossos olhos por conta das lentes de contato de má qualidade. É conhecimento de todos que muitas pessoas buscam óculos bonitos e baratos, e acabam comprando seus óculos ou de seus filhos em locais não apropriados. Este tipo de mercado tem se proliferado e a fiscalização é pouco eficaz. Estima-se que na europa, por exemplo, cerca de 30% dos óculos de sol vendidos anualmente sejam ilegais, e portanto saiam fora do controle de qualidade imposto pela legislação europeia. No Brasil acontece o mesmo problema em escala ainda maior.
Oftalmologistas são claros e possuem a mesma opinião sobre óculos sem proteção adequada: melhor não usá-los! A utilização de lentes que não oferecem proteção adequada é considerada mais perigosa do que simplesmente não usar os óculos de sol. Isso porquê possuímos naturalmente mecanismos de defesa que são inibidos na baixa luminosidade. Quando estamos no escuro, nossa pupila se dilata e facilita a entrada da luz. A mesma coisa acontece quando utilizamos óculos de sol com lentes escuras: nossas pupilas se dilatam, entra mais luz e radiação, e se os óculos não possuírem proteção adequada, danificam mais nossa visão do que se estivéssemos sem óculos.

13- Comprei óculos de sol para meu filho, mas ele insiste em não usar. O que eu faço?

Crianças são agitadas e não param quietas, por isso a utilização de óculos de sol podem causar desconforto e até mesmo acidentes. Quando a criança é pequena e não consegue entender os cuidados necessários na hora de brincar usando óculos, é muito provável que queira tirá-lo rapidamente dos olhos. Antes de ir à praia e à piscina, por exemplo, deixe a criança testar e manusear os óculos, afim de adaptar-se com esse novo objeto. Coloque a criança frente ao espelho para que possa observar-se com e sem os óculos, brincando com a auto imagem.

14- Existe uma marca recomendada na hora de comprar óculos de sol para crianças?

São muitas as marcas existentes no mercado atualmente. É comum a tendência de escolhermos óculos motivados pela estética. Porém, mais importante do que beleza e marca, é a garantia de que na hora da compra optamos por óculos com filtros contra raios ultravioletas (UVA e UVB), certificação de que a gama de radiação nociva será bloqueada, lentes com formato adequado para o sistema ótico do olho e que sejam confortáveis no rosto. Procurem óculos com certificados de qualidade!

15- Quais são as situações especiais em que o uso dos óculos é obrigatória?

Crianças que são operadas por causa de catarata ficam mais expostas e a quantidade de radiação que passa para a retina é maior, exigindo o uso de uma proteção como os óculos solares. Alguns medicamentos img_0736como antibióticos a base de sulfonamidas e tetraciclinas, antidepressivos e antiepiléticos, aumentam a sensibilidade dos tecidos oculares à radiação ultra violeta (UV).

E então, mamães? Gostaram? Eu adorei pesquisar sobre esse tema. E para escrever este artigo eu contei com a ajuda do doutor Augusto Magalhães, responsável pelo Serviço de Oftalmologia do Hospital de São João, em Porto, Portugal. Visitem o site dele.

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10 razões para que seu filho menor de 13 anos não tenha facebook.

Sábado a tarde meu filho de 8 anos me questionou sobre o fato de um colega (da mesma idade) ter Facebook. Então eu disse a ele que Facebook era proibido para menores de 13 anos e ele arregalou os olhos. Tivemos uma conversa super legal e vi o quanto ele sabe das redes sociais, tipos de celulares e aplicativos da moda, sem ao menos ter um celular ou acesso a esse tipo de rede.

A questão é que a vida ensina mais do que a gente imagina. E nem tudo o que nossos filhos aprendem com ela faz bem ou é livre de perigo. Nosso papel? Estar por perto sempre.

“Ah mãe, deixa vai, todo mundo tem!”, essa é uma frase perigosa. Não queremos nosso filho fora do mundo. Bem, pelo menos eu não quero que meus filhos vivam desconectados da realidade. Não idealizo uma micro sociedade caseira onde somente o que minha família pensa, faz, crê, usa e assiste, por exemplo, seja considerado o ideal ou o melhor a seguir.

Mas acredito que possamos viver os nossos valores, viver aquilo que a gente pensa, faz, crê, usa ou assiste de modo a respeitar e conviver com aqueles que caminham com outros ideais. E fazer isso sem acreditar que exista o certo ou o errado. Apenas que possui um modo de vida que faz bem e cabe certinho em você, sem precisar aceitar tudo que a sociedade ou mídia tenta nos impor.

Por outro lado, existe um papel que nós somos obrigados a cumprir: o de garantir a segurança e integridade física e moral dos nossos filhos até os 18 anos, independente do que pensamos e acreditamos. E é justamente esse papel que muitos pais acabam deixando de se preocupar, abrindo portas para o perigo. O facebook é uma ferramenta como muitas destas que escondem perigos, ás vezes inimagináveis.

10 razões para que seu filho menor de 13 anos não tenha facebook:

Número 1: É regra.

Na declaração de direitos e Responsabilidades do Facebook, presente no Termo de Serviço que deve ser lido na hora de abrir uma conta nesta rede social, no artigo 4, item 5, lê-se a seguinte frase: “Você não usará o Facebook se for menor de 13 anos.”

E ainda, se utilizado por jovens de 13 a 17 anos, estes devem se submeter a certas restrições impostas pelo próprio Facebook, afim de tornar a navegação dos adolescentes mais segura.

È claro que é fácil burlar essa regra e ninguém da empresa irá na sua casa verificar as informações fornecidas por você ou pelo seu filho. Mas acredito que são nessas pequenas atitudes, de burlar isso, mentir naquela coisinha boba ali ou alterar um dado simples para levar vantagem em alguma situação é que se formam pessoas com freios morais corrompíveis. E esse é um bom exemplo para escolher o certo, para mostrar ao seu filho a importância de se cumprir regras sociais.

Número 2: Os perigos reais de um mundo virtual.

As crianças de 8, 9 ou 10 anos, por exemplo, ainda não têm a mesma capacidade de compreensão da realidade como um adulto, elas enxergam a vida sob um outro ponto de vista, um ponto de vista menos perigoso ou com mais fantasias. Dessa forma ficam expostas à informações caluniosas, à pessoas com más intenções e a conteúdos inapropriados para a sua idade.

Vou contar um caso que aconteceu com uma pessoa próxima. O filho de uma amiga, com 15 anos conheceu uma menina pelo Facebook. A menina era “perfeita” aos olhos dele: linda, rica, boa de papo, inteligente e tudo mais. Do Facebook pularam para o Skype, mas a câmera dela nunca funcionava, apenas a do filho da minha amiga. No início se falavam toda a semana, depois todo dia e essa minha amiga começou a se preocupar. Filho, você não acha estranho a câmera dela nunca funcionar? – indagava ela ao filho, e ele cego e apaixonado até brigava com a mãe. Marcavam encontros e a menina não aparecia. E a história foi ficando mais séria. Essa minha amiga trabalhava e o menino ficava a tarde sozinho e passava horas no Skype. Até que um dia o encontro saiu. Mas ao invés de uma menina linda de 15 anos, apareceu um homem de 55. Bom, o caso tomou um rumo policial, nem preciso contar.

Número 3: Eu sei onde você está.

Não é difícil saber onde um colega que você não vê há anos está nesse exato minuto. Claro que você ou eu temos amigos antigos no Face, e acho essa uma das maravilhas desta rede social! Mas mesmo não tendo mais contato nenhum com seu antigo amigo da escola, você sabe o que ele faz, onde trabalha, com quem namora, onde a namorada dele trabalha, quem são as primas dela, o que fizeram no fim de semana, o que comeram ontem, e onde tomaram aquele: “Cafezinho Mara – com Garibaldo em Vila Sésamo Restaurante.”

Claro que nossa intenção em dar uma olhadinha e matar a curiosidade sobre o que anda fazendo tal pessoa é normal e sem intenção maldosa alguma. Mas existem aqueles que possuem uma conta falsa no Facebook (ou em outras redes) que possuem a única e exclusiva intenção de fazer vítimas para as suas maldades obscuras. E quanto mais ingênua ou infantil for uma pessoa, maiores as chances de cair em algum golpe.

Quando isso acontece, a pessoa mal intencionada tem grandes informações sobre sua vítima, que pode ser uma criança, por exemplo. E encontrá-la não será difícil, afinal é possível saber informações como escola, clube que frequenta, ou o shopping que está neste momento:  “Pipoquinha com as amigas assistindo Bob Esponja – O filme em Cinemax Iguatemi Campinas.”

Número 4: Imagens de Sexo, Morte ou Violência.

E quem é que não tem um amigo no Facebook que vive colocando video de criança sendo espancada, cachorro sendo arrastado por moto, fotos de pessoas mortas em acidentes, ou aqueles vídeos com cenas de sexo de alguém que “pegou” vírus no Face?

Pois bem, eu não gosto de ver imagens assim, me fazem mal e fico dias pensando no que vi. Acredito que existem outras formas de informar e prevenir danos à pessoas e animais que sejam menos apelativos. Mas tem quem gosta e compartilha.

Claro que sei lidar com meus sentimentos e com essas imagens, sou adulta. Mas será que uma criança está preparada para ver um conteúdo ou uma imagem forte, inapropriada para a sua idade? Será que essa criança conseguirá lidar com seus sentimentos e medos gerados pelas cenas vistas? Esse tipo de conteúdo pode chocar uma criança e revelar uma maldade que sim, existe, mas que ela ainda não precisa conhecer. Tudo tem seu tempo.

Número 5:  Cyberbullying.

Quando alguém me pergunta desde quando o bullying existe, eu sempre brinco que ele se originou junto com escola, embora saibamos que o bullying pode acontecer também nos clubes, condomínios e até mesmo no trabalho. Ou seja, é uma situação muito antiga.

O que acontece é que ultimante o bullying tem tomado proporções maiores, e se antes ele acontecia dentro dos muros da escola, hoje ele ultrapassa esta barreira e invade a vida do seu alvo por completo. Isso porquê o alvo de bullying poderia sair da escola – onde sofria com as agressões – e ir para sua casa e lá encontrava tranquilidade, paz e momentos para refletir sobre as situações vividas.

Hoje, o alvo sai da escola e as agressões não acabam. Recebe mensagens maldosas, ameaças por celular, encontra na Internet páginas, sites, comunidades que o humilha, que o faz chorar. O vilão da história? Cyberbullying. Com ele o ciclo de sofrimento do alvo não tem limite.

Nossos filhos podem se envolver com o cyberbullying mesmo sem querer, mesmo não sendo alvos de bullying. Quantas vezes vemos fotos de pessoas consideradas feias e fica todo mundo tirando sarro e compartilhando o post sem pensar que aquela imagem é de alguém. Uma pessoa que existe, que possui sentimentos e que tem o direito de não ser humilhada e de não passar por situações vexatórias reais ou virtuais.

Nós temos o dever de conversar com nossos filhos sobre o lado bom e o ruim da internet, afim de ajudá-los a refletirem sobre o respeito ao próximo. Devemos orientá-los sempre para o cuidado com o que é publicado, curtido, compartilhado e comentado. O Facebook mantém campanhas que orientam os usuários a não praticarem o cyberbulling e possui canais para denúncias.

Vocês podem ter mais dicas de como lidar com o bullying e com o cyberbullying através do meu blog: bullynobullying.blogspot.com

Número 6: Os golpes.

O número de golpes, links e plugins maliciosos no Facebook também são grandes. Existe um canal para denúncias, mas até lá a pessoa já caiu no conto da carochinha. Normalmente esses golpes vêm acompanhados de imagens atrativas ou campanhas que prometem viagens, smartphones e uma infinidade de outros prêmios bacanas.

Toda essa oferta chama atenção de vários usuários, indo das nossas mães e avós que resolveram modernizar e criaram uma conta no Face – adoro essas iniciativas –  mas que acreditam em tudo o que tem na net (desculpa, mãe, mas é verdade 🙂 ) até pessoas imaturas que não deveriam ter uma conta aberta, como no caso das crianças menores de 13 anos. E para cair no golpe basta clicar em um desses links atrativos para sem querer divulgar seus dados pessoais ou adquiri algum vírus no dispositivo de acesso a webcan, por exemplo.

Número 7: Ostentação.

Ostentar virou moda, aliás tenho a impressão que tudo o que é fútil, falso e sem valor vira moda. Tô errada ou velha coroca demais? Podem me falar, heim?!

No Facebook encontramos sempre pessoas que adoram mostrar os exageros que possuem, a “vida boa” que levam, o último modelo de celular comprado, o restaurante caro que foi, a viagem bacana para o exterior, o tênis da moda de 1000 reais que acabou de comprar, etc… Eu também coloco foto de viagens, ou das crianças brincando no quintal, mas tem gente que gosta de ostentar e isso é diferente de compartilhar com seus amigos momentos que lhe trouxeram alegria!

Geralmente (quase sempre) momentos especias estão mais ligados a pessoas do que à coisas, e é esse sentido que quero oferecer aos meus filhos. Por que deixar nossos filhos expostos a esse mundo virtual onde as pessoas postam fotos para se aparecer, onde o consumismo é desenfreado? Vale a pena refletir.

cyberNúmero 8: Tempo perdido.

O tempo voa na internet quando estamos nas redes sociais. Simplesmente passa, parece que mais rápido do que o normal. E esse tempo perdido, porque de fato e na maioria das vezes são informações fúteis que servem apenas para nos divertirmos ou para distrair e espairecer um pouco, não é mais recuperado.

A vida de verdade é muito melhor! Uma criança precisa ter coisas mais divertidas e interessantes para fazer do que ficar no Facebook. Mesmo que seja nas grandes cidades, ou fechadas em seus condomínios, para a criança o saudável é brincar.

Não permita que sua criança fique horas no computador, celular ou tablet, mesmo que não seja em uma rede social. É preciso criar limites para o espaço que a Internet ocupa na vida dela, para que a saúde física e mental das crianças não seja afetada.

Número 9: Um zum zum zum em silêncio.

Um outro exemplo das maravilhas da Internet e das redes sociais é que elas nos aproximam das pessoas que estão longe. Adoro isso porque vivo fisicamente do outro lado do oceano de todos os meus amigos, colegas e família. Visito a turma quase sempre lá no Face. Vejo o chá de bebê da prima, o casamento da amiga, mostro os netinhos para os avós. Claro que viver de verdade tudo isso seria muito melhor, mas dizer que essas ferramentas virtuais não ajudam a aproximar pessoas seria uma mentira.

O lado ruim disso tudo é que pode viciar. E esse vício tomou proporções assustadoras, a ponto de ver famílias no restaurante ou uma roda de amigos, cada um com seu olhar fixado no celular, conversando com o mundo, mas trocando meia palavra ali pessoalmente. No máximo “vamos tirar uma foto para colocar no Face, Instagran”… Exagero? Hoje não sei mais. Conversa boa é quando a gente nem lembra de tirar uma foto ou quando nem dá tempo, porque a criançada não parou de correr. Não podemos perder isso e deixar as pequenas maravilhas passarem despercebidas.

Número 10: Sedentarismo.

Nossas crianças precisam de ação, de movimento, de agito e correria. Para os momentos tranquilos, livros, atividades manuais ou um filminho, por exemplo. Nós adultos sabemos o tempo que essas redes sociais tomam de nós. É difícil controlar … fácil é perder horas sentadas ali em frente ao computador ou celular e depois perceber que o tempo passou e nada aconteceu.

Quantos amigos conheço “que deram um tempo no Face” porque estavam muito viciados!? Muitos. É normal, o adulto tem essa responsabilidade e controle, por isso “dão um tempo”, sabem seus limites. As crianças não possuem isso, precisamos dar limites a elas.

Menores de treze anos não estão na fase de ficarem ali presos nesse mundo virtual, elas terão isso no futuro. Mas o presente, o ser criança, o pular corda, dançar, praticar esportes, quebrar o vaso da tia, rabiscar papel, mesa, chão, tudo isso… precisa acontecer. É tempo de brincar, é tempo de sonhar, é tempo de viver a infância que passa tão depressa!

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Beijos e boa noite, queridas mamães!

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