Quarto junto ou separado?

Quarto junto ou separado?

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Ver o resultado dar positivo pela segunda vez ou terceira, como no meu caso, é uma delícia! Ao descobrir que estava grávida novamente, quase morri de tanto rir. Uma reação meio esquisita, eu sei. Ri até doer a barriga. Na terceira vez, então, nem deu para fazer surpresa ao marido. Ao me ver sair gargalhando do banheiro, ele não teve dúvida, a cegonha estava a caminho mais uma vez. É muita emoção!

Essa euforia inicial vai dando lugar a razão, e os primeiros detalhes começam a ser pensados por nós, mamães. Enquanto os papais pegam a calculadora, as mamães começam a imaginar o nome, se vai ser menino ou menina, a decoração do quartinho, qual carrinho comprar, o que vai ser quando crescer, quando ele vai se aposentar, enfim, o pensamento vai longe longe!

No caso das mamães de segunda viagem, além de todas as normais dúvidas, uma outra questão logo lhe vem a cabeça para tirar-lhe o sono de muitas noites: onde colocar o bebê para dormir?

Na minha segunda gestação, eu não tinha escolha. Ou melhor, não tinha quarto. Então, juro que não perdi muito tempo com grandes questionamentos. Afinal, a minha única opção era colocá-la no mesmo quarto que o Gi já ocupava. Naquele momento, eu possuía dois medos, duas preocupações:

  • O choro do novo bebê atrapalharia a rotina de sono do meu filho mais velho?
  • E, se meu filho mais velho quisesse brincar em seu quartinho, como seria se o bebê estivesse dormindo lá?

Para resolver essas duas questões, meu marido e eu, por diversas vezes, conversamos com o Gi sobre o chorinho dos bebês. Mesmo ele sendo pequeninho, explicamos que chorar é Suuuuper normal e que os bebezinhos choram porque sentem fome, frio, dorzinha de barriga ou porque querem uma fralda limpinha. Nem tocamos no assunto que bebês também amam um colinho e choram MUITO para tê-lo! Explicamos isso a ele, não no intuito de fazê-lo suportar o choro, mas sim, para ele não ter medo, não pensar que tem algo grave com o bebê, apenas para encarar o choro com mais naturalidade.

Logo que a Me nasceu, colocamos o carrinho no quarto de casal e ela dormia lá com a gente. Foi ótimo, até porque a minha neura de acordar cem mil vezes durante a noite para ver se o bebê estava respirando, não exigiu caminhadas noturnas até o outro quarto. Era só abrir o olho, conferir a respiração e dormir mais cinco minutos até a próxima olhadinha! Foi assim até quase 3 meses, período em que ela já dormia de 5 a 6 horas durante a noite e só acordava uma vez para mamar e trocar a fraldinha. Então, ela foi para o quarto das crianças. O Gi, meu filho mais velho, nunca reclamou do chorinho, nem se quer acordava. Uma belezinha.

Quanto a questão da brincadeira, fizemos assim. Durante a manhã a Me dormia no carrinho de bebê no quarto de casal e o quartinho deles ficava livre para as brincadeiras. Depois do almoço, eu fazia as crianças dormirem um pouco. A sonequinha era boa e durava umas 2 ou 3 horas durante a tarde! Tao tranquilo, uma paz. Ai que saudade! Quando acordavam, já era a hora do café da tarde, o Gi se distraía comigo na cozinha, e depois ia brincar novamente.

Já na minha terceira gravidez, fomos para uma casa nova. Pois é! Fizemos uma mudança em pleno 7º mês de gestação. Não apenas mudamos de casa, como de cidade também. Sem contar que moramos sozinhos na Alemanha e não conhecíamos ninguém na nova cidade. Imaginem a loucura… barrigão, caixas, crianças. Parece piada, mas quando nos mudamos não tínhamos nem móveis! É melhor deixar essa história para um outro dia! Enfim, na nova casa teríamos 2 quartos livres para 3 crianças. Foi então que a grande dúvida surgiu: QUARTO JUNTO OU SEPARADO?

Nossa primeira ideia foi perguntar às crianças, já com 7 e 5 anos de idade, o que é que elas sugeriam, levando em consideração que após o nascimento do bebê, ao menos   dois deles teriam que dormir juntos. O Gi, optou em ter um quarto só para ele. A Me, também, desde que a noite pudesse dormir no mesmo quarto que o irmão mais velho. Mas e o bebê?  Ninguém o queria no quarto, tadinho! O Gi até torcia para o bebê ser uma menina, afinal, na cabeça dele, meninas dormiriam juntas no mesmo quarto.

O segundo passo foi pensar nas seguintes opções:

  • Os mais velhos dividiriam o mesmo quarto, afinal a idade entre eles é bem próxima. E o bebê ficaria no quarto menor, porém sozinho.
  • Ou, aceitar a ideia de fazer um quarto de meninos e outro de menina.

Como sou um ser notívago, ocupei muitas noites pensando, ilustrando, planejando tudo isso. Não estava totalmente contente com as ideias acima. Eis, então, que surge uma luz no fim do túnel, e a ideia de colocar todo mundo junto no mesmo quarto, e fazer do outro quarto, um local para brincar, apareceu! A ideia apareceu, amadureceu, ganhou raízes e hoje estamos felizes colhendo os frutos (e as encrencas) dessa nossa particular escolha!

Ter um quarto separado do irmão, pode trazer paz a criança, que é livre para organizar suas coisas, escolher a pintura, enfim, ter um cantinho com a sua cara. Na adolescência os meus filhotes dormirão em quartos separados. Talvez por serem menino e menina, esse desejo vem deles, e concordo. Eles terão interesses diferentes e precisarão de privacidade ao trocarem a roupa, ao receberem um coleguinha para dormir em casa, e por aí vai.

Porém, acreditamos na ideia de que o „quarto junto“ tem muito a acrescentar na vida dos pequenos. Os motivos, digo-lhes um monte:

  • Fortalecer os laços e a união entre os irmãos,
  • Estimular a conversa e cumplicidade,
  • Praticar a ideia de dividir os espaços e resolver problemas
  • Exercer o hábito de ceder,
  • Criar um ambiente tranquilo para o descanso e hora de dormir,
  • Deixar os brinquedos, grandes estímulos, informações e cores fortes, resumindo, deixar toda a bagunça centralizada no quarto de brincar!

Sei que podemos conseguir tais triunfos colocando-os em quartos diferentes, essa é uma questão pessoal. Cada família possui seu ritmo, sua dinâmica, e sabe o que é melhor para si. Com amor e educação baseada em fortes valores, damos um jeitinho para todos os problemas. Porém, de um coisa estou certa, mesmo se morássemos em uma casa com muitos quartos, esta ideia de colocá-los juntos para descansar e juntos, em outro quarto, para brincar, ainda sim seria nossa opção. Principalmente por causa da bagunça, desta maneira os brinquedos ficam todos em um quarto só.

Então, a minha resposta é: quarto junto! Ao menos até chegaram a adolescência. Mas essa é uma outra história!

A Super Mammy.

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Para ajudar as mamães a decidirem pelo “quarto junto ou separado?”, Recolhi depoimentos de amigas queridas sobre suas experiências na hora de arrumar o quartinho. Espero que gostem, porque eu… amei!

“Eles dormem juntos. E, mesmo se tivessem espaço para dormir separados, dormiriam juntos da mesma maneira. Acho importante este contato, ainda mais quando pequenos, que estão com a personalidade em formação. A desvantagem talvez seja este mesmo vínculo se tornar uma dependência e, criar-se aquele temido “medo de dormir” sozinho… mas, é uma desvantagem pequena se comparada ao companheirismo entre irmãos. Essa é uma questão delicada… A Lorena irá para um quarto separado… pois, (aí vem um certo machismo inverso…) ela precisa da individualidade feminina…Aline Cenci é Super Mammy do lindos Vitor Cenci, 6 anos, Nicolas Cenci, 3 anos e Lorena, 7 meses.

“Tenho duas filhas … Uma de doze anos e uma de seis .Hà 4 anos atrás elas dormiam em quartos separados, mas depois de uma viagem em que elas dormiram juntas no mesmo quarto, deixaram de dormir separadas para dormir juntas, devido ao fato da menor ficar com medo de dormir sozinha. Desde então, nunca mais dormiram separadas. Eu gostei , pois acho tão bonito a união de duas irmãs, que, apesar das briguinhas se amam muito…. E acho que o fato delas dormirem juntas cria um laço ainda maior entre elas.“
Lidiani Romano é Super Mammy das princesas, Náthalie, 12 e Giulliane, 6.

“Os quartos das meninas são separados. Eu e o meu marido, quando a casa foi projetada, decidimos assim, pois queríamos que nossas filhas tivessem o seu próprio espaço. E vemos hoje que isso é muito bom e importante, pois a Isabella está com 11 anos e gosta de ler, pintar, escrever, enquanto a Leticia de 9 anos brinca com suas bonecas, canta, dança e então cada uma tem o seu lugarzinho para realizar suas próprias atividades. Pode-se pensar que dessa forma está sendo estimulado o individualismo, mas não é isso que acontece. Elas são muito amigas, brincam juntas, conversam bastante e às vezes uma dorme no quarto da outra para conversarem até o sono aparecer. A criança ao longo do dia precisa ter o seu tempo, ficar sozinha para realizar o que deseja ou simplesmente pensar, estudar e até mesmo dormir um pouquinho depois do almoço, e ter um quarto só para ela ajuda nisso. Até o momento não vimos desvantagens e acreditamos que no futuro continuará sendo bom, pois terão horários diferentes para dormir e poderão acender a luz quando desejarem, pois não incomodará a outra.“
Adriana Cominato é Super Mammy dos fofos Isabella, 11, Leticia, 9, Pedro Miguel, 3 e Samuel José, 3 meses.

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