0

O que os nossos filhos pensam sobre nós?

Sexta feira, o dia amanheceu chuvoso e cinzento. De certa forma, hoje eu acordei assim também, me sinto “nublada” e pensativa. Antes de dormir li uma reportagem sobre um casal que abandou seus filhos. “Simplesmente” deixaram em casa 3 crianças e se foram, para nunca mais voltar.

Deitei a noite imaginando qual o motivo para esse abandono? Irresponsabilidade, problema financeiro, drogas, falta de compromisso, desespero? Imaginava também a cabecinha daqueles 3 pequenos órfãos. Foi difícil dormir.

Hoje ao acordar me dei conta que o abandono possui várias faces, e que é possível abandonar um filho mesmo morando sob o mesmo teto. Quantos pais colocam reuniões, trabalhos, amigos, esporte, negócios a frente de seus filhos? Erram ao imaginarem estar fazendo bem a eles, afinal, o dinheiro está chegando e eles têm “tudo”. Quantos estão deixando de construir laços fraternais que jamais serão recuperados se não forem feitos desde a infância?

Para que seu filho te escute no futuro, é preciso ter tempo para o escutá-lo hoje.Quando pessoas dizem que um filho custa caro, penso: “filho custa o quanto a gente quer pagar”. Afinal, o indispensável é de graça, crianças não precisam de brinquedos caros e nem estudar nas “melhores e mais ricas” escolas da cidade.

Nenhuma criança fica doente ou morre porque não tem um nitendo DS ou qualquer brinquedo caro. Isso é desculpa de pais que possuem a consciência pesada. Tentam enganar a si próprios.

O que as crianças precisam mesmo é de uma mãe e de um pai presente. “Presentes” de verdade. Para ter filhos temos que estar preparados. É preciso saber que abrir mão de alguns encontros com amigos, de algumas viagens de negócio, de alguma partida de futebol será inevitável.

Mas acredite, vale a pena. Pelas crianças, pela sociedade e por você. Nunca ouvi falar que aproximar-se de um filho tenha causado algum mal. Que desligar a televisão para aproveitar o pouco tempo que você possui durante o dia para brincar com ele, tenha deixado você desinformado. Que você tenha perdido algum amigo por responder aquela mensagem no Facebook ou Whatsap depois que eles foram dormir.

Ao contrário, filhos fazem um bem danado. Um dos maiores problemas na hora de educar um filho é esquecê-lo dentro da sua própria casa. Refletir é preciso e mudar, muitas vezes é necessário. Então, porque não começar com uma avaliação?

Pergunte a seu filho que nota ele daria a você. Deixe-o livre para responder, sem pressão e sem medo sobre como anda o seu pai ou a sua mãe em casa. Os resultados podem te surpreender.

Aquelas 3 crianças que foram abandonas pelos pais terão a chance de receber outros que irão amá-las e cuidá-las. E nossos filhos, quais chances terão de terem um pai e uma mãe de verdade?

Segue um video sobre a “relação” das pessoas (hoje em dia) com a tecnologia… Achei super legal, embora óbvio. O mundo real é muito mais interessante, humano e surpreendente. Vamos viver a realidade, nem que para isso precisamos mudá-la!! Beijos…

2

Anos 80: Saudade ou eu que estou meio “retrô”?

Esses dias me peguei contando aos meus filhos as maravilhas de quando eu era criança! Comidas, sorvetes, brinquedos, brincadeiras, programas de televisão, bagunça com as primas… momento saudosista total! E sabe que eles gostaram de ouvir?! Inspirada nessa conversa, resolvi relembrar tudo o que me fez feliz na infância.

Confesso que revivendo momentos percebi que o tempo passou rápido, e a neura do “estou ficando velha” bateu! Quando fiz trinta anos meu filho, demonstrando espanto, disse:“Mamãe, 30 anos! Não acredito nisso! 30 anos, nossa!”.

Para ele, 30 anos é estar no “bico do corvo”, um exagero, eu sei. Crianças são crianças, sempre espontâneas e autênticas, por isso superei todo esse espanto. Mas que o tempo está passando, está … e isso é inevitável.

Mas reviver é preciso, afinal somos quem somos devido ao que aprendemos, ao que lembramos e ao que sentimos. Essa é nossa história, isso somos nós. Além disso, criança encontra felicidade em tudo, por isso vale a pena recuperar um pouquinho desse sentimento e ser mais grata ao que tenho hoje.

Tenho certeza que a criança que fui e aquela que ainda existe em mim ajudam a me construir enquanto mãe. Mas que seria uma maravilha do século se toda essa jovialidade interior refletisse na minha pele deixando-a firme, esticada e radiante, ah… seria!!!

Enquanto passo meu creminho anti-age, sim, porque estou meio “retrô” rsrsrs, separei 30 imagens que retratam a minha felicidade de criança e saciam, pelo menos um pouquinho, a minha saudade. Vejam só: