Os 3 maiores erros na hora de educar nossos filhos.

Bom dia, queridas leitoras.

Hoje acordei pensativa e me lembrei de uma grande lição. Há alguns anos atrás, no curso de pedagogia na faculdade de educação da Unicamp, ouvi uma professora dizer aquilo que seria para mim a principal linha na hora de educar os meus filhos.

Não sou uma mãe que segue à risca uma metodologia de como educar os filhos, ou que escolhe uma teoria e que nunca sai da rotina por nada nessa vida. Não acredito que exista um segredo ou um método mágico que nos ajude a dar um jeito na sapequice dos nossos filhos. Muito menos uma dica, ou uma frase em um livro que seja capaz de resolver todos os nossos problemas na busca por uma educação tranquila, justa e próspera.

Na verdade eu sempre encarei a educação de filhos como algo tranquilo e sem mistérios: o que a criança vê, ela faz; o que a criança escuta, ela absorve e compreende; a criança vai até onde permitimos.

Para esclarecer sobre a questão das diversas metodologias existentes: são super importantes e seus estudos sobre o comportamento infantil nos revelam surpreendentes descobertas e saberes que permeiam a busca por práticas que respeitem o desenvolvimento da criança e a valorização da infância.

Quando eu disse que não sigo à risca uma metodologia, quis dizer que acredito que cada família possui sua dinâmica, sua rotina e seus horários. Qual é o melhor método? Não sei, será que existe? O ser humano é único e o que eu levo para minha família pode ser diferente do que minha vizinha segue, e nem por isso uma está certa e a outra errada.

No meu caso adoro ler e aprender sobre Montessori e Waldorf (antroposofia) e sei que cada um desses métodos traz ideias de atividades inteligentes e interessantes para meus filhos, além de conversas produtivas sobre o desenvolvimento infantil e a infância com meu marido.

Cada criança é de um jeito, estou indo para o meu quarto filho e vejo diariamente como cada ser é único e possui sua própria individualidade, personalidade e temperamento desde pequeninos. Percebo que as atividades tocam meus filhos de forma diferente, e o que é “demais!” para um nem sempre desperta tanto interesse em outro.

Mas para mim, independente de seguir um método ou não, a “chave para o sucesso” na hora de educar nossos filhos – aquele que aprendi a visualizar com minha professora – está em não cometer estes 3 erros na hora de educar:

1. Não é não.

A criança está descobrindo o funcionamento do mundo e precisa aprender e entender aquilo que para nós é, muitas vezes, tão óbvio. Sempre expliquei o porquê das coisas e o motivos para um NãO! Mesmo que de forma simples, como: “não, isso é perigoso”; “Não, isso pode machucar sua irmã”; “Não, agora é a hora errada por que já vamos almoçar”; ou “Não, este brinquedo é muito caro, mas que tal fazermos um cofrinho até o natal?”, é importante que a criança tenha um feedback. Este hábito ajuda nossos filhos a crescerem mais compreensivos com as pessoas, regras e situações.

2. Pensar IGUAL ao adulto

Crianças e adultos possuem esquemas de raciocínio diferentes. Na maioria das vezes as crianças nos surpreendem e mostram como são inteligentes, espertas e sabem solucionar problemas de forma tão criativa. Precisamos ouvi-las, dar espaço para que expressem suas opiniões e formas de agir, mesmo que depois a gente pense e diga: “achei legal, mas talvez assim seja menos perigoso”, por exemplo.

Também precisamos entender que as crianças possuem interesses, lógica e tempo de concentração diferentes dos nossos. Viver dando sermões é tão fracassado quanto colocar as crianças numa sala de aula, e por 2 horas seguidas não permitir que conversem ou se levantem.

Nossos exemplos, nossas conversas, interações e brincadeiras causam muito mais efeitos positivos para o desenvolvimento e educação da criança do que muito blá, blá, blá. E isso as tornam mais pensativas, críticas e independentes.

3. Sentir DIFERENTE do adulto.

A gente acha (erroneamente) que eles pensam como adultos e muitas vezes exigimos isso dos nossos filhos. Mas para os sentimentos como medo, vergonha ou tristeza despertados nas crianças por vários motivos, não damos importância. Como se os diversos sentimentos atingissem de forma diferente adultos e crianças. Está aí mais um equívoco importante na hora de educar que devemos deixar de fazê-los para o bem deles.

O Medo, por exemplo, é uma sensação que segue ligada a um sinal de alerta, diante de algo que se acredita ser uma ameaça. Falando quimicamente, a sensação do medo ocorre “…em consequência da liberação de hormônios como a adrenalina, que causam imediata aceleração dos batimentos cardíacos. É uma resposta do organismo a uma estimulação aversiva, física ou mental, cuja função é preparar o sujeito para uma possível luta ou fuga. Antes de sentir medo, a pessoa experimenta a ansiedade, que é uma antecipação do estado de alerta. Entre outras reações fisiológicas em relação ao medo, podemos citar o ressecamento dos lábios, o empalidecimento da pele, as contrações musculares involuntárias como tremedeiras, entre outros.” Juliana Spinelli Ferrari, Colaboradora Brasil Escola. Não existe medo de criança e medo de adulto, existe apenas medo. Quando dizemos para uma criança que aparece na porta do quarto a noite dizendo que está com medo: “Isso é besteira, vai dormir”, colaboramos para que se sinta insegura. A criança pensa diferente de um adulto e precisa se sentir protegida. Sentindo-se protegida em casa, aumenta as chances da criança se sentir segura na hora de encarar desafios fora do ninho.

Outro sentimento importante que devemos prestar atenção é a vergonha. A criança talvez tenha vergonha de fazer xixi de porta aberta num banheiro público, de ficar pelada na praia na frente de todos para trocar de roupa, de levar uma bronca enorme quando os colegas estão por perto, de ver os seus pais discutindo diante a outras pessoas. Por que não perguntar: “filho, vamos trocar a sunga por uma cuequinha aqui na praia, para não ir molhado para o carro. A gente faz uma cabaninha com a toalha, topa?”. Por que não se importar com esse sentimento nos nossos filhos? Sim, eles sentem como nós e ninguém gosta de passar vergonha. Mostrar importância ao sentimento da criança ajuda na construção do respeito entre pais e filhos.
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Quando eu disse que não cometer esses três erros eram a “chave para o sucesso” na hora de educar nossos filhos, não encarem isso como uma fórmula fácil que trará resultados imediatos. Educar filhos é um exercício diário e inerente às nossas práticas, não uma atividade a ser feita nos tempos livres ou somente quando estamos inspiradas.

Talvez o segredo para darmos uma educação boa aos nossos filhos seja focarmos mais em nós e refletirmos sobre nossa própria vida. Como são os meus hábitos diários? Como encaro os problemas? Como converso com as pessoas na rua? Como respeito as leis no trânsito? Como dou importância ao professor do meu filho? Como reajo às regras de convivência no prédio ou no clube? Como converso quando estou cansada? Como valorizo meus pais ou marido? Como lido com meus sentimentos? Como planejo a semana? Como me organizo em casa?

Muitas vezes quando paro para pensar em algo que não está dando certo com meus filhos, vejo que eu poderia ter feito mais ou pelos menos diferente em um determinado momento. Assim como em uma canção a melodia engrandece a letra, somos nós, mães e pais, que damos o ritmo à vida de nossos filhos.

Beijos, queridas mamães e até a próxima!

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